Há  pessoas  absolutamente  extraordinárias  que  se  tornaram reconhecidas por serem pessoas boas. Verdadeiros modelos de conduta, de vida, de forma de estar .

Gosto do exemplo da Madre Teresa, um ícone como Guru Modelo de Conduta. Recebeu o prémio Nobel da Paz, e centenas de outros prémios internacionais, aclamada, venerada  por milhões de pessoas, é uma das pessoas  que  mais  admiro  e  é  para  mim  uma  fonte  de  inspiração  e referência em mais que um aspecto. É conhecida pelo seu trabalho incrível junto dos mais pobres e por ser fundadora de uma ordem  religiosa que está presente em  dezenas de países e envolve dezenas de milhares de pessoas promovendo a dignidade humana e a qualidade de vida tanto material como espiritual. A Madre Teresa é tão conhecida pelo seu trabalho humanitário,  como desconhecida em relação à genialidade do seu marketing, ao sistema de duplicação perfeito que engendrou e que lhe  permitiu sair  do anonimato e recolher fundos junto de governos, empresas, multi-bilionários, e também junto de pessoas humildes. Ela geriu um fundo maior do que o produto  interno bruto de  muitos  países e é, até à data, a  mulher que  geriu mais dinheiro em toda a história da humanidade.

Se fores ingénuo, ou ingénua, podes ficar chocado  com a revelação de que a Madre Teresa era uma executiva de topo,  sabia  de marketing como ninguém, era uma jogadora no panorama político, uma verdadeira líder de massas e uma mulher poderosa.

Evidentemente que teria de o ser, caso contrário a sua visão teria morrido ainda antes de começar .

Ela era uma verdadeira Guru e com isso veio o Reconhecimento, o Apreço e o Dinheiro.

Tudo com muita abundância, que ela geria com mão de ferro, devotada à sua missão.

Se um dia me tivesse sido possível falar com ela acerca da minha paixão do marketing  pessoal, eu pagaria bom dinheiro para ter essa possibilidade porque, mesmo não tendo ela  estudado marketing pessoal na universidade, nem tivesse prática corporativa, ela era mestra reconhecida nesse assunto. Por isso ela era requisitada com regularidade para falar  de coisas tão diversas  como política global, questões ambientais, económicas e sociais.

Outro  exemplo  fantástico é o Dalai Lama. Em circunstâncias completamente diferentes  da Madre Teresa, a simplicidade deste homem e a sabedoria que sai das suas palavras, tornam-no um mestre convidado para todo o lado. Venerado e admirado por todos,mantém viva a chama do Tibete independente. Se pudesse falar com ele acerca de negócios, ou de Internet Marketing, iria beber cada palavra, pois a sua sabedoria abarca todas as coisas de alguma forma.

Contudo não é preciso ir tão longe.

Nós temos Gurus Modelos de Conduta bem  pertinho de nós, se prestarmos atenção.

Quem te critica por pedires uma opinião acerca de um negócio à tua mãe, ou ao teu tio que nada sabem de negócios e nunca tiveram um na vida, não entende o papel de um Guru Modelo de Conduta. O teu pai, a tua mãe, o teu tio, o vizinho, mesmo falidos, mesmo sem terem os resultados, nem o conhecimento vindo do  estudo,  podem ter algo a dizer e algo muito importante. Podem, não quer dizer que, obrigatoriamente, tenham.

Um Guru Modelo de Conduta é uma pessoa de sabedoria universal.

Até pode nem ser um especialista intelectual e pode nem ter resultados num aspecto da vida, mas traz sempre algo de muito importante para ti. Tem sempre algo a dizer em relação a tudo  porque tem uma sabedoria humana  que está na base de tudo e repassa tudo.

“Há  pessoas  que  tiveram  a  sorte  de  fazer  muitas  coisas,  de  viver  aqui  ou ali,  de  contactar  com  estas  ou  aquelas  pessoas,  de  passar  por  estas  ou aquelas  experiências.  Eu  tive  a  grande  sorte  de  passar  a  minha adolescência com uma pessoa assim. Desde os 14 aos 19 anos vivi num seminário  missionário  onde  tive  um  mestre  admirável.  Um  padre  de aspecto muito mais velho do que era realmente. Ele não era psicólogo e não  tinha  nem  treino  nem  jeito  especial  para  lidar  com  adolescentes.

Acho  que  foi  por  isso  que  ele  se  saiu  tão  bem.

Lembro-me que, quando tinha algum problema, pedia para falar com ele.  A  sua  disponibilidade  era  sempre  absoluta,  não  importava  nem  a  data e  nem  a  hora,  e  não  importava  o  que  eu  dissesse.  A  conversa  dele  era sempre a mesma: depois de eu terminar de expor o meu problema, ela arrancava  e  começava  a  falar  de historietas  das missões em  Moçambique onde  ele  tinha  passado  muitos  anos,  ainda  durante  o  período  colonial português. Não  me recordo  de  nenhuma,  e  não  me lembro  de,  nem  uma  única  vez ele ter abordado o tema do meu problema. Nem falava disso. Falava do que o entusiasmava, das aventuras e desventuras, dos perigos, da fome, das viagens, da guerra, da escassez e da abundância, das pessoas (ainda falava  delas  pelos nomes, uma a uma).

De alguma forma aquilo relativizava a minha vida,  punha-a  de repente em perspectiva.  Sem  me aperceber  na  altura,  ele  tinha o dom de desfocar os problemas, de os relativizar e  com  isso os colocar no seu devido lugar: algo que tinha de resolver mas com o que não tinha de me preocupar .”

Falei aqui de alguns exemplos, uns super-famosos e outros prosaicos, para entenderes que tipo de Guru é este.

Em termos de marketing  de atracção este é um dos mais poderosos.

A sua personalidade cativa, as pessoas identificam-se com ele, procuram activamente estar próximos, seja fisicamente, seja através dos materiais: livros, cds, dvd, blogues, vídeos, etc.  Têm a capacidade de atrair um leque muito variado de pessoas, independentemente das suas classes sociais, credos, religiões, profissões ou raças.

Agora  a  pergunta  do  milhão: “E  eu?  Será  que  eu  posso  ser  um  Guru Modelo  de  Conduta”?  A  resposta  é  óbvia  e  é  “sim.”
-”Mas  eu  não  tenho  jeito  para  santinho!”

Bem, nesse caso já estás em vantagem porque os santinhos não são gurus.  Têm  reconhecimento e apreço mas não ganham dinheiro com  isso.

Nós estamos  aqui  a  falar  de marketing pessoal, não de religião  e, se “não tens jeito para santinho”, precisas de saber uma coisa:

A  ÉTICA  É SEXY

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PLANO  DE  ACÇÃO

Uns  falam  da  Internet  como  meio  de  comunicação,  outros  de informação,  outros  de  diversão.  Nós  falamos  da  Internet  como plataforma  de  relacionamento.

Quando te relacionas com alguém, mesmo através da Internet, não estás a relacionar-te  “virtualmente”.

A relação é real.

É tão real  que permite criar credibilidade, amizade, amor, reputação, empatia, compreensão, solidariedade e todo o leque de emoções humanas que nos caracterizam.

Um  Guru Modelo de Conduta é um farol da ética, da responsabilidade, das boas práticas, do respeito, do carinho, compreensão, generosidade, da inteligência, do esforço,  da motivação,  da alegria, do dinamismo,  da produtividade, do compromisso, e de todas as qualidades de que consigas lembrar-te.

Comete erros? Com certeza. Hoje diz uma coisa e amanhã diz outra? Sem dúvida, pois tem opiniões e estas mudam. Contudo estes factos são assumidos e não escamoteados.  Um erro é desculpado, uma opinião desactualizada ensina que o desenvolvimento pessoal é missão de todos.

Este é o Guru do Desenvolvimento Pessoal. Como é que te podes tornar um?

Precisas de cultivar, agir e ensinar a arte da Inspiração.

Esta é a arte do relacionamento humano a um nível profundo.

Inspiração não é motivação. Um  motivador não precisa de ser um Guru Modelo de Conduta, mas um  inspirador sim. A motivação é a energia que vem de fora do trabalho por um objectivo que te preenche e entusiasma. A  inspiração  é  a  energia  que  vem  de  dentro  e  que  cria  uma  visão.  A motivação  é  uma  força  motriz,  a  inspiração  é  a  sua  criadora.

Quando motivas alguém que não está inspirado ele fica com vontade de  fazer qualquer  coisa,  mas não sabe o que fazer. Já ouviste falar do “idiota  motivado”? É ele.

–  Cultivar  bondade:  pergunta-te o que te faz sentir bem. Torna-te diariamente uma  pessoa melhor. O que é que isto significa? Significa cultivares pensamentos e emoções que  estejam em consonância com aquelas qualidades que listámos acima quando falámos do farol de ética.

Não permitas que a inveja ou o egoísmo se intrometam porque esse é o rabo  do gato que fica de  fora quando ele se esconde.  Não é possível esconder: essas inconsistências vêm ao de cima, irás demonstrá-las mais tarde ou  mais cedo à medida que te expões. Identifica quais as qualidades que já tens. Para conseguires isso faz este  simples exercício:

–  Faz  a  lista  de  todas  as  qualidades  que  pensas  que  as  pessoas  admiram em  ti.

–  Faz  um  inquérito  junto  de  amigos  e  família  chegada  e  pergunta directamente:  “o  que  é  que  admiras  em  mim?” (por  estranho  que  lhes possa  parecer)  agradeces  e  tomas  nota.

– Aponta 3 coisas que, olhando para trás na tua vida, possas dizer que fizeste  bem  feito. Aprende  com  os  melhores,  antes  de  seres  um  Guru  Modelo  de Conduta, tens de ser um estudioso e um praticante de desenvolvimento pessoal.  Lê  Wayne  Dyer ,  Deepak  Chopra,  Sá  Pessoa,  Adelino  Cunha.  Corre atrás  dos  livros,  cds,  dvds,  eventos  e  pessoas.  Torna-te  um  Guru Conhecedor  e  praticante.

–  Agir .  Precisas  distinguir  o  que  são  qualidades  (ou  valores)  e  as  atitudes (modelos  de  acção).

Os valores são o que está por detrás das atitudes e estas das acções.

Exemplifico: Uma pessoa dá uma esmola a um pobre. Isto é uma acção. Por detrás desta acção podem estar um sem-número de atitudes: pode estar  uma atitude  de serviço porque aquela  pessoa é  generosa e  altruísta (valores), mas também pode estar uma atitude de superioridade se essa pessoa for egoísta e egocêntrica.

A atitude na qual deves ser mestre é a do serviço.

Daqui deriva todas as qualidades que te servem: a generosidade, o altruísmo, a paciência, a compreensão, a persistência e principalmente, a amabilidade.

Gosto especialmente desta porque é fruto deste par de virtudes  que raramente vemos juntas: a humildade e a auto-estima.

Poderíamos ficar aqui a listar tudo o que de bom existe e pode existir na natureza humana, mas nunca mais iríamos embora. Espero que esta revoada de qualidades não te deixe muito abananado. Tens de ter em conta algo muito importante neste processo: a  credibilidade. Só serás um Guru Modelo de Conduta se fores 100% credível e isto, tu só conseguirás trabalhando arduamente no cultivo e no colocar em prática destes
valores e atitudes.

Como começar a agir acertadamente? As acções derivam do que tu és, mas também têm o poder de ter moldar.

Tu sabes o que fazer e tens uma boa ajuda da tua consciência:

–  Sabes quando ajudar outras  pessoas, cumprir um dever, fazer algo positivo para ti mesmo, para as pessoas à tua volta. Sabes o que comer, como cuidar da tua saúde, da tua vida espiritual. Sabes que precisas dar ajuda a quem precisa e deixar que outras pessoas  te ajudem a ti. O principal problema é o ego que te faz pensar que precisas d  ser mais do que os outros e que ficas diminuído quando dás tudo o que tens e mais um pouco.

–  Ensinar. Estas qualidades humanas, são frequentemente abordadas o âmbito da religião,  mas não te deixes enganar: são ferramentas de marketing das mais poderosas que existem e esse é um dos motivos do grande sucesso das religiões. O que poderás tu ensinar neste  âmbito? Ui! Tanta coisa. Que conhecimento e experiências adquiriste que possam servir de inspiração a outras pessoas, que as ajudem a criar para si mesmas essa visão inspiradora? A tua história está repleta de acontecimentos e episódios que podem ter sido dramáticos  para ti, mas que são inspiradores para outras pessoas. O que distingue um  Guru de uma  pessoa comum é precisamente o “ensinar”.  Isso é o que faz um guru: ensina. Então o que tens a fazer é ir partilhando com outras pessoas o teu percurso e ser congruente (aquilo que  dizes  e  o  que  fazes  estão  em  sintonia).

Não  precisas ser um santo nem perfeito, somente precisas de estudar-te a ti mesmo,  entender a natureza humana e ter um desejo forte por ajudar outras pessoas a passarem para o próximo nível.

Como já reparaste, um guru é um guia, e um guia sabe para onde vai

Tu precisas de saber para onde vais (lê de novo o capítulo acerca do “porquê“). Depois de o descobrires, vais partilhar com outros a tua descoberta. Vais mostrar o mesmo caminho, o tal “caminho  das  pedras”, a quantos quiserem seguir na mesma direcção que tu.

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