A primeira coisa que precisas de definir muito bem é o teu PORQUÊ.

Porque queres tu ajudar outras pessoas? Porque pretendes conseguir dinheiro, apreço e reconhecimento? Qual é o teu motivo?

O meu é muito claro: Pretendo viver a vida em pleno e causar um impacto positivo no mundo. Deixar um legado. Tudo que penso, digo e faço está sintonizado nessa frequência, incluindo a escrita deste guia.

Qual é o teu motivo?

Ter poder sobre outras pessoas? Influência? Ganhar dinheiro? Ajudar pessoas? Divertires-te? Aprender algo novo? Enfrentar um grande desafio? Melhorar a tua vida? Causar um impacto positivo no mundo? Comprar determinado bem? Poder viajar? Adquirir liberdade? Qual é?

Pode ser alguma ou algumas das coisas que descrevi acima, mas também pode não ser.

Quem sabe és tu.

Contudo, TENS de saber.

Escreve o teu Porquê no bloco de notas.

Sei que não é fácil, assim de repente saber um porquê. Muitas pessoas passam a vida inteira sem o saberem, mas tu tens de saber o teu.

Porque é que insisto tanto nesta questão do Porquê? Porque um dia tu pensarás em desistir e voltar à mediocridade. Um dia vai parecer muito apelativa a vida sem desafios, sem grandes derrotas nem grandes vitórioas, no “rame-rame” da rotina. Um dia vai parecer-te mais atractivo saltar do comboio do que continuar a prosseguir o teu sonho. Vais dizer coisas como “não vale a pena” e “estás a perder o teu tempo”, e, pior que tudo vais acreditar nisso.

Esse dia chega para todos. Aliás, esse dia chega para todos… Repetidamente.

Infelizmente não há vacina que nos imunize de uma vez por todas.

E quando esse dia chegar, tu estarás fragilizado por qualquer razão, real ou imaginária e vais dar-te ouvidos a ti mesmo.

Se não tiveres bem claro o teu Porquê na tua mente e, mais importante ainda, no papel (!), a probabilidade de sobreviveres é muito reduzida.

Não tenhas ilusões, se não encontrares um grande motivo, maior que tu, pelo qual valha a pena lutar até ao sangue, nunca serás grande.

Encontra esse motivo.

Parece que estou a ouvir-te agora mesmo: “o meu motivo é ficar rico”. Muito bem. Só que há um pequeno problema com isso. O dinheiro não gosta que o prosigam. É como um cão. Se correres atrás dele, ele foge. Em contrapartida, se parecer que estás tu a fugir é ele que te presegue.

Por isso o dinheiro nunca é um motivo. É um resultado.

Continua a pensar. Vou dar-te uma ajuda.

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COMO ACHAR O MEU PORQUÊ?

Se ainda não descobriste o teu, não te preocupes demasiado. É uma missão impossível.

“Então, se é uma missão impossível, que conversa era aquela acerca do “achar o meu porquê?”

Explico: É uma missão impossível porque não tem uma conclusão. É um processo. À medida que vais evoluindo, as tuas motivações evoluem contigo. Vais descobrindo o teu propósito, a tua “vocação” se lhe quiseres chamar assim.

É uma descoberta.

Contudo, como todas as descobertas, esta não acontece acidentalmente: tens de trabalhar para isso ao fazeres as tuas escolhas, planos, estratégias e acções.

Vamos voltar ao exemplo do dinheiro. Como é um tema tão popular pode ser que seja algo que te interesse bastante.

Podes pensar que o teu motivo é “ganhar muito dinheiro” ou mesmo “ficar rico”, mas estás enganado.

Como te disse, esse nunca é um motivo. Pensa um pouco:

– Porque razão queres ficar rico?

“Eu conduzia uma carrinha muito velha. Tinha pouco dinheiro para combustível e ela andava quase sempre na reserva.

Um dia, numa subida a carrinha parou. No meio do caminho. Pensei que fosse por falta de gasóleo, liguei os quatro piscas enquanto atrás de mim se começava a formular uma fiila com 3 ou 4 carros.

Um ou outro começaram a apitar, então deixei descair para trás o veículo para o encostar o mais possível à berma e deixar passar os outros.

Enquanto ia passando, acelarando forte, um indíviduo apitou e gritou comigo “Tira esse chaço da estrada!”

Fiquei a olhar para a traseira daquele carro, novo a estrear, com vontade de dar um par de socos no dono.”

Tenho muitas histórias de escassez na minha vida. A minha filha a precisar de cuidados médicos sem que lhos pudesse dar, outra a querer estudar numa determinada escola sem que lhe pudesse pagar os estudos, contas atrasadas da electricidade, água ou telefone, a precisar de comida em casa e não a poder comprar.

Eu sei o que é passar por essas coisas todas.

Por isso achava eu que querer ter muito dinheiro seria um bom motivo, um óptimo Porquê.

Mas a natureza do dinheiro é assim: quanto mais o persegues, mais ele se afasta.

Eu não sabia e perdi muitos correndo atrás dele, obviamente sem nenhum sucesso. Contudo, vendo bem as coisas, o que eu queria não era o dinheiro, mas as coisas que ele me proporcionava, sendo uma das mais importantes a liberdade.

Liberdade para comprar o necessário para quem precisa, para ter tempo que dedicasse a ensinar outras pessoas a libertarem-se e a liberdade de poder dizer sim a tudo aquilo que fosse realmente importante, sem pensar no preço.

Então o meu Porquê, deixou de ser o “ganhar muito dinheiro” e passou a ser “ajudar o maior número de pessoas”, “causar um impacto positivo no mundo”.

Um Porquê é um propósito de vida.

Não consigo pensar num propósito melhor que este:

– Viver ao máximo e fazer a diferença na vida de quem te rodeia.

O teu propósito é a única coisa pela qual vale a pena dar a vida.

Uma vez que o tenhas descoberto nunca mais aguentarás nem a rotina nem a moleza nem a submissão a nada nem a ninguém.

Descobri isto depois de ter ouvido o Jim Rohn a dizer: “Se não tens a vida dos teus sonhos é porque ainda não serviste o número suficiente de pessoas.”

Foi preciso ouvir isto um trilião de vezes, muitas delas directamente da sua boca, mas acabou por entrar na minha cabeça dura.

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O MÉTODO

ESPERO QUE GOSTES DE LISTAS

  • Primeira lista: Procura na tua vida tudo aquilo que não gostas e faz uma lista no teu bloco de notas. Em frente a cada item escreve a razão pela qual toleras isso, apesar de tudo.
  • Segunda lista: Depois faz outra lista com todas as coisas que tens na tua vida e de que gostas. Em frente escreve as razões para gostares essas coisas.
  • Terceira lista: Em seguida faz a lista melhor de todas: A lista das coisas que queres mudar. Nessa lista estarão naturalmente alguns dos itens da primeira lista. Em princípio não estarão aí todos pois há muitas coisas de que não gostamos mas que toleramos (e mesmo amamos) por um motivo maior (por exemplo, podes tolerar um defeito da tua esposa ou marido, mas não o mudarias por nada deste mundo). Adiciona também nesta terceira lista os items da segunda (as coisas de que gostas) e que queres melhorar.
  • Depois, à frente de cada um colocas um número por ordem de prioridade: o mais importante, com o número 1 até ao menos importante.

Os primeiros 3 ou 4 items, se reparares bem, têm algo em comum entre si: têm a ver com saúde, bens materiais, relacionamentos, realização pessoal ou profissional.

Encontra o denominador comum.

Esse é o teu Porquê.

Verifica como ele ressoa com a tua mente e a tua emoção num sentimento de congruência.

Agora verifica se a descrição que fazes desses items, por acaso, não corresponde com esta palavra:

Liberdade.

Liberdade quer dizer: Vontade e recursos. Vontade de mellhorar a tua vida em todos os aspectos que não estão a funcionar e recursos para poderes finalmente fazer todas aquelas coisas boas que te completam.

Estas coisas envolvem sempre a ti mesmo, a tua família próxima e amigos mas principalmente aquelas que tu sentes poder ajudar objectivamente a mudar de vida.

Vivendo este propósito estarás a viver uma missão e, literalmente, a deixar a tua marca no mundo.

Escreve com letras bem gordas no teu caderno: Este é o meu Porquê: LIBERDADE. E já sabes o que isto quer dizer.

Irás verificar que, ao longo do tempo, esse propósito se irá refinando na medida do teu desenvolvimento, entendimento e resultados.

Como te disse, é um processo que tem um princípio mas não tem um fim.

Depois de achares o teu motivo vamos procurar petróleo (os teus talentos e competências).

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