Tudo o que tu faças online, como já sabes, tem um impacto na tua reputação e na tua credibilidade.

Todavia, nem só de reputação e credibilidade vive um Internet Guru. Precisas de adicionar emotividade, coração.

Desde que o cientista português Manuel Damásio chamou a atenção para a  “Inteligência  Emocional” que ela passou a estar na moda. Milhares de  livros  foram escritos acerca  desse assunto. Pessoalmente abriu-me novos horizontes no que diz respeito ao marketing.

As pessoas tomam decisões acertadas com base na razão e na emoção.

Foram feitas milhares de experiências acerca deste tema.

Um executivo de grande sucesso teve um acidente e o seu cérebro ficou alterado. Tão alterado ao ponto de ele não sentir emoções. Não parecia haver nada de errado com ele, a não ser o facto de a sua capacidade emocional ter sido severamente afectada. Sendo este caso uma verdadeira tragédia pessoal para ele a para todos os que o rodeiam,  veio  trazer  luz  sobre  a  importância da  emoção  nos  processos  de  decisão. O  facto  é  que  quando  voltou  ao  trabalho,  esse  executivo  estava  incapaz de  tomar uma decisão  acertada,  cometia  mesmo  erros  básicos  na avaliação das situações e nas decisões subsequentes. Tornou-se incapaz de decidir,  simplesmente porque precisava de avaliar todas e cada uma das  circunstâncias,  imular todos os cenários possíveis, reunir todos  os dados que lhe dessem certezas racionais.

Como isso é impossível, a sua carreira chegou ao fim.

Este caso é muito interessante. Para decidir precisamos do coração.

Temos esta capacidade a que chamamos intuição que junta de forma misteriosa dados e factos, conscientes e sub-conscientes, com sentimentos e imaginação.

O resultado é uma capacidade de avaliação, de decisão e de acção com os quais, até agora, nenhum computador conseguiu sequer ser comparável.

Se  queres  que  os  contactos  da  tua  lista  tomem  decisões  acertadas  para eles,  precisas  de  lhes  ir  fornecendo  conteúdos  adequados  que  se conectem  com  todas  as  áreas  envolvidas  nos  seus  processos  de avaliação>  decisão>  acção:  Informação  e  inspiração.

Ao  processo de envio destes conteúdos chamamos: a relação com a lista.

Estes conteúdos terão de ser variados e devem abordar:
– Dados (números  de  negócio,  estatísticas,  etc.)  conectam-se  com  a parte  racional  do  prospecto.

– Dicas e conselhos, com base na tua experiência que fazem o teu contacto sentir-se conectado contigo, pessoalmente.

– Testemunhos vários, que têm o efeito de dar ao teu prospecto uma visão  de  conjunto,  uma  sensação  de  segurança  no  número  (“há  mais pessoas  que já  por aqui  passaram  e  tiveram  bons  resultados”).  Ajuda a pessoa a projectar-se no futuro e a visualizar-se na mesma situação dos testemunhantes.

– Testes  e  inquéritos.  Feitos  com  pouca  frequência  servem  para  testar  a temperatura  da  lista  (pelo  número  de  respostas)  e  para  recolher informação  relevante  (pelas  respostas  propriamente  ditas).

– Desenvolvimento  pessoal.  Conteúdos  deste  teor  são  imensamente populares  e  importantes.  Fazem  entender  que  o  teu  objectivo  não  é vender  coisas  mas  melhorar  pessoas,  ajudando-as  a  lidar  com  as adversidades, a achar soluções, a ultrapassar obstáculos, a gerir melhor dinheiro,  tempo,  recursos,  etc.  Procura  bom  conteúdo  nesta  área  pois  ela é uma das principais responsáveis pelo teu sucesso na ligação emocional com  o  teu  prospecto.

Sem  dar  aqui  um  curso  de  email-marketing,  deixo-te  outra  dica: mantém os teus emails curtos.

Escreve no campo do “assunto” algo que seja  irresistível,  de  preferência  que  contenha  o  nome  da  pessoa  (os programas  de  auto-responder  fazem  isto  automaticamente)  e  põe  a  frase mais  cativante  logo  a  abrir  o  email.

É uma técnica e uma arte a escrita de conteúdos eficazes.

Em língua inglesa  tem o nome de “copywriting” ou “copy” para os amigos:.  Como todas  as  competências,  também  esta  se  aprende  e  desenvolve. Depois mantém o conteúdo directo e simples, curto (que  não demore  mais de 30 segundos a ler) e com um link para a pessoa agir (um “call to  action”). Este link pode ser para “ler mais” e manda a pessoa para o teu blog,  pode ser  para  um produto grátis  ou pago,  pode ser  para  “responder a  este  email”.  Qualquer  coisa  que  leve  a  pessoa  a  agir .  Como  o  autoresponder  regista  o  número  de  cliques  num  email  determinado,  tu  podes identificar  que  tipo  de  “call  to  action”  leva  a  tua  lista  a  agir  mais, significando  isso  que  ela  está  mais  quente  nesse  aspecto.

Quanto mais adequado for o teu conteúdo nos emails automatizados, mais o  teu  público  se  fideliza  e  maior é  a  sua  ligação  intelectual,  racional  e emocional contigo.

Esta ligação é o primeiro passo rumo ao teu sucesso como guru: é aqui que começas a ser reconhecido e apreciado.

Reconhecido pela metade racional dos teus prospectos por causa dos dados que proporcionas, pelo competente que és. Apreciado pela parte emocional  que agradece  a  partilha de conhecimento, de histórias de vida de  desenvolvimento  pessoal.

Quanto maior for o teu  Reconhecimento e  Apreço maior será  também o  teu  rendimento.

Um dia destes eu estava a explicar este conceito a um executivo,  um veradeiro self-made-man,  que me  respondeu: “Entendi! É tudo uma estratégia para ganharmos uma pipa de massa com  esses  tansos!” Fartei-me de rir.  Não  tinha  entendido  nada.  Compreendo que um  “selfmade-man” tenha o dinheiro no topo das suas prioridades, mas de facto não  é  de  dinheiro  que  se  trata  quando  falamos  de  “ser  um  guru”.

Trata-se, realmente,  de  acrescentar  valor  à  vida  das  pessoas  à  nossa  volta,  servir  de luz,  de  orientação. Poder ser útil e melhorar as suas vidas.

Qual o papel do dinheiro? Muito importante,  diria  mesmo  vital, porque  sem  ele  o  modelo  fica  desiquilibrado.

Tudo é uma questão de energia (valor).

O que tu dás ao mercado tem de te ser devolvido, assim como tudo  o que tu  recebes precisas dar de volta.

É simplemente uma lei da  “física  da abundância”.

O valor que colocares lá fora, vai sendo multiplicado  pelas  pessoas  que  toca  e  volta  para  ti,  acrescentado. Normalmente  uma  das “encarnações” de valor que recebes é sob a forma de  dinheiro.

Precisas de saber dar, sim. Precisas de criar canais para comunicar tudo o que tens aí dentro e que é valioso para a tua audiência, e precisas também de criar canais para que essa energia venha de volta para ti, num circuito eterno. De cada vez mais e mais forte e  mais abundante. É assim que funciona.

Já viste a importância de criares a alimentares uma lista de contactos quentes, já viste  como aumentar a sua temperatura, acrescentando valor às suas vidas. Vamos ver como  criar canais de retorno de volta para  ti.

Eu imagino estes canais como uma  série de passadeiras rolantes à minha volta. Duas ou três transportam coisas de mim para fora (a minha contribuição, os meus conteúdos,  o  meu  valor acrescentado) e muitas outras trazem dinheiro, apreço, reconhecimento (a tal energia, na forma de “valor”) de volta para mim. O que é interessante é que para cada passadeira  rolante que sai de mim, há várias  que trazem coisas na minha direcção.

O reconhecimento, o apreço, a informação que dás, assim como a tua dedicação, a generosidade e todas as qualidades  que  precisas ter e desenvolver para te  relacionares  eficazmente com a tua lista, são bens intangíveis. 

Não lhes consegues por uma etiqueta  com um preço.

Contudo  há  um  processo  para  transformar  tudo  isso  em  dinheiro.

A esse  processo  chama-se:
MONETIZAÇÃO

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