“Todas as empresas, de qualquer dimensão, precisam de procurar continuamente os líderes certos, a equipa certa e as pessoas certas para poderem agir rapidamente no mercado.” – Steve Ballmer

Vamos lá a ver o que é que esta conversa de empresas tem a ver contigo. Tem muito. É que tu, quer queiras quer não, tens uma empresa. Ela pode ter muitos funcionários ou não, mas tem sempre pelo menos um, que não pode ser despedido: tu.

A tua empresa chama-se “Eu, Lda.” e tem um patrão, um empregado, fornecedores, clientes, paga impostos, actua no mercado, vende produtos ou serviços, faz marketing, tem Investigação e Desenvolvimento, contabilidade, gestão e apoio ao cliente.

– “Eu sou empregado, não tenho nada disso.”

Precisamente: tens e não sabes que tens.

Por isso não podes gerir uma empresa que nem sabes que existe, não cuidas dos clientes que não sabes que tens, não fazes o marketing que não sabes existir, nem estudas e desenvolves porque não tens noção da existência de um departamento de Investigação e Desenvolvimento.

Consegues imaginar uma empresa a prosperar abandonada a si mesma? Sem ter uma presença pró-activa no seu mercado? Iria à falência, certo?

Acho curioso:

  • Uma empresa que cresça 2 ou 3% ao ano sabemos que está em dificuldades. Mas se o teu rendimento crescer 2 ou 3 % ao ano, em Janeiro, achas normal (!).
  • Se uma empresa não diversificar a sua linha de produtos, se não conquistar novos mercados está condenada. Mas tu achas normal dependeres a 100% de um salário.
  • Se uma empresa não procurar mais conhecimento, melhores pessoas, mais treino, mais líderes, perde capacidade de resposta e tem o caminho traçado. Mas tu achas normal não estudares todos os dias, te melhorares, desenvolveres nem adquirires novas competências.
  • Se uma empresa descobre um nicho do mercado ainda por explorar, ou mal explorado, vai empenhar-se na exploração desse nicho com todas as duas forças, porque sabe que o que é mais raro neste mundo é uma boa oportunidade. Mas tu achas normal te cruzares com oportunidades incríveis e nem olhas duas vezes para elas, como se fossem um autocarro que passa a todas as horas: “se não apanho este apanho o próximo”.
  • Se uma empresa precisa de agir rapidamente, o sucesso é 90% timing, porque pensas tu que podes deixar a acção para amanhã (“que agora não me apetece“, ou “não tenho bem, bem, bem a certeza“)?

Como vai a tua empresa pessoal? Não tens grandes opções de escolha: ou vais na direcção do sucesso ou na direcção do fracasso. Não há meios-termos nestas coisas.

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