“Não há crescimento na zona de conforto”.

Lembro-me de uma historieta engraçada:

Estava um velho casal sentado num banco de jardim a olhar para as árvores e a conversar.

A mulher disse para o marido:

-Ó Manel, a vida é cadela com a gente. Imagina que tanta gente vai ao cinema, à praia, a casa dos filhos e dos netos, conhecem outros países, têm saúde e dinheiro, e a gente estamos para aqui a olhar para as árvores, velhos tristes e doentes.

O homem respondeu:

– Ó Maria, sabes que tens razão? Vamos lá levantar daqui e vamos dar um passeio, vamos na excursão e depois, no Domingo, vamos almoçar a casa do nosso filho Joaquim. Podemos ficar lá a semana a tomar conta dos netinhos. Íamos ao cinema, podias ler um livro e mesmo ir à casa de fados! Que grande ideia! Vamos lá!

– Ó Manel, deixa estar, deixa estar. Também não se está aqui nada mal a apanhar este solinho.”

Quando te sentes à vontade em alguma actividade, está na hora de te empurrares mais além. Estar à vontade é mortífero para o teu desenvolvimento porque enquanto não te desafias não cresces.

Não podes querer viajar sem sair do mesmo lugar, ter os benefícios da leitura sem nunca ler um livro, aprender a nadar sem nunca ter entrado na água. Simplesmente não é possível. Da mesma forma não podes viver em modo “conforto”, sem desafios, e querer progredir, porque não há omeletas sem ovos.

Portanto, quando olhares para a tua vida e reparares que precisas de evoluir, pensa que isso só acontecerá se tu mudares primeiro, se tu saíres da segurança artificial e te aventurares um pouco.

Não precisas de subir ao Everest, mas se fizeres algo simples, diferente do que tens feito até aqui, esse acto irá expandir um pouco a tua zona de conforto e dentro em breve estarás a ser mais e mais ousado, corajoso e feliz.

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