“Meu Deus, protegei-me de meus amigos! Dos meus inimigos eu me encarregarei. ” – Voltaire

Isto não quer dizer que os amigos não o são de verdade ou que só esperam uma oportunidade para nos apunhalarem pelas costas. Não, eu estou a falar daquele amigo que realmente se interessa por nós, seria capaz de tirar a camisa para nos dar. Aquele que só quer ajudar e proteger-nos.

Desse amigo, pede a protecção de Deus, porque vai chegar a hora, e quem sabe se não chegou já, de dizer adeus, não à amizade, mas à convivência diária e regular com uma pessoa que pode amar-te mas te está a impedir de seguir a tua “lenda pessoal” (como diz o Paulo Coelho).

Por um lado preocupa-se contigo e tenta proteger-te do fracasso, por outro lado, a possibilidade de teres sucesso e a tua determinação lembra-o dos sonhos que ele próprio não tem coragem de perseguir e isso fá-lo sentir-se mal consigo mesmo.

Por ambos os motivos ele irá tentar demover-te da tua decisão de mudar de vida.

E é por esse motivo que tu, sem deixares de o amar, vais passar a maior parte do teu tempo com outras pessoas, pessoas que te aproximam da tua meta, vais criar novas amizades, e vais-te encontrar, de vez em quando, com ele e os outros velhos amigos, para conversas sobre velhos tempos.

Não te iludas: se chegares ao ponto de ter um projecto entusiasmado de vida e os teus amigos de sempre te tentarem demover, eles que nos últimos cinco anos não cresceram nem melhoraram as suas vidas, então, dizia, está na hora de seguir em frente e manter com eles uma associação limitada.

Efectivamente, já pouco tens em comum com eles.

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