“Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez.”
– Jean Cocteau

Há 2 modelos de processos de decisão que precisas conhecer: ASD e DAS

1- ASD:

Quando começas a fazer algo que nunca fizeste antes, calculas o que poderás ou não atingir observando quem já fez:

  • avalias as qualidades da pessoa e verificas se tens essas qualidades;
  • avalias os meios da pessoa e vês se tens esses meios;
  • informas-te acerca de quanto tempo a pessoa demorou e avalias se tens esse tempo.

Conforme as respostas, colocas em ti mesmo, ou em ti mesma, um rótulo: “Aprovado para a tarefa” ou “Reprovado”.

A resposta que dás, cria a história que começas a contar a ti mesmo: sou ou não sou capaz, isto é ou não é para mim, isto é muito fácil, isto é muito difícil….

Então inicias ou não o teu percurso, sabendo o que poderás ou não conseguir.

A este processo chamo “Avaliação-Solução-Decisão” (ASD). Primeiro avalias, depois verificas se tens tudo o que é necessário, e então é que decides avançar ou não. Este modelo tem muitas limitações, mas uma das principais é que ele só funciona para algo que já foi conseguido por alguém que tu conheças (porque tens de ter um ponto de comparação), outra é que os teus limites são impostos logo de início.

Tu sabes exactamente onde é possível chegar e onde nunca chegarás. E estes limites não vêm da tua experiência, nem das tuas capacidades, nem dos teus meios, mas da avaliação que fizeste da experiência de outra ou outras pessoas.

Compreendes facilmente que este método é óptimo para pessoas cautelosas. Não correm riscos e não chegam longe.

 

2- DAS:

Por outro lado, poderás trabalhar sobre o modelo “Decisão Avaliação Solução”(DAS). Com esta forma de agir efectivamente, não conheces limites.

  1. Primeiro vislumbras o teu objectivo e tomas a decisão de o atingir,
  2. Depois avalias o que tens e o que te falta,
  3. Em seguida procuras soluções para conseguires os meios que ainda não tens, sejam eles dinheiro, conhecimento, amizades, espaço, tempo, etc.

Deste modo vais correr alguns riscos, o medo pode assaltar-te. “E se não resulta?”, ” e se não consigo”, “estarei a fazer a coisa certa?” porque provavelmente ninguém fez ainda o que tu estás a querer fazer. Mas… “e se resulta?”, “e se conseguires?”, “e se estiveres a fazer mesmo a coisa certa?”.

Já pensaste na revolução que causas na tua vida e nas vidas de quem te rodeia?

O melhor é que é uma boa revolução: traz mais adrenalina ao jogo da vida, mais cor, cimenta amizades, cria laços inquebráveis com pessoas improváveis e no final o sabor das tuas conquistas podes partilhá-lo com quem esteve contigo e essa é a melhor parte.

Quando te disserem: “isso é impossível” ou “nem penses nisso”, põe a massa cinzenta a funcionar na procura de soluções. E as melhores são sempre as que envolvem mais pessoas.

2 thoughts on “Como Fazer Impossíveis”

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