“Circula por aí uma quantidade terrível de mentiras acerca do mundo, mas o pior de tudo é que metade delas são mesmo verdade.” – Winston Churchill

Se esta frase era verdadeira no tempo do Churchill imagina hoje!

A nossa era é chamada a Era da Informação, mas talvez devamos pensar duas vezes acerca deste título. Qualquer pessoa escreve qualquer coisa acerca de qualquer assunto.

Isso é óptimo, mas levanta um problema: é que a maior parte das coisas que se dizem e se escrevem, este meu blog incluído, tem a ver com opiniões e não com verdades. E ainda bem, já que a “verdade” é algo que ninguém sabe bem o que é. Já as opiniões têm sempre um objectivo: passar uma determinada mensagem com um propósito. Pensa um pouco acerca do propósito deste blog, por exemplo.

O único problema deste tsunami de informação é que ele, ao mesmo tempo que contribui para o conhecimento, também contribui para a poluição.

“Metade do que leio é falso, o problema é saber qual metade”.

Temos este problema porque vimos de uma sociedade de escassez informativa. Quando querias saber algo acerca de alguma coisa tinhas de te eremitar numa biblioteca durante dias a fio. Hoje encontras milhares de entradas em 0,012 segundos no Google.

Eu aprendi, em marketing político, que, se queres tirar importância aos ataques do teu adversário, cria tu, “vindos de fontes desconhecidas”, ataques ridículos a ti mesmo. Tão obviamente falsos aos olhos da opinião pública, que qualquer pessoa que te ataque de verdade, passe a ser suportado com um risinho paternalista. A esta técnica chama-se ruído, ou “cortina de fumo”. É desinformação.

Em marketing de produtos, se tens um produto inovador mas que tu sabes que terá concorrência, crias tu mesmo a concorrência antes ainda de ela surgir naturalmente.

Imagina que tens um produto que faz crescer o cabelo. Tu és um só no mercado. Tens um produto. Se eu verificar que esse é um mercado interessante, posso arranjar o mesmo produto ou outro semelhante e vou concorrer contigo. Ficamos 2 a dividir o mercado. Mas se tu, antes mesmo de eu me tornar teu concorrente, arranjares umas duas ou três ou quatro marcas, diferentes do mesmo produto (o teu) e venderes uma e outra e outra através de sites diferentes na Internet e através de uma cadeia de lojas, com preços ligeiramente diferentes uns dos outros, o que acontece com a minha percepção quando penso em iniciar esse negócio?

Vejo 4 marcas implantadas, fortes, e a minha será uma de cinco. O mercado será dividido por 5 e não por 2, sabendo no entanto que 4 fatias dele são tuas.

Por isso, quando te disserem que um produto se vende sozinho… não sejas ingénuo. Tens de ser inteligente, caso contrário haverá alguém que sabe alguma coisa que tu não sabes e te varre do mercado para fora.

O marketing de rede, por exemplo, é um caso em que as pessoas que o fazem não percebem nada de marketing (normalmente) e acham ingenuamente que os produtos se vendem a si mesmos, de tão bons, e que a oportunidade é perfeita para toda a gente: só os idiotas é que não a querem aproveitar e até a criticam.

Mais uma vez, não sejas ingénuo, se alguém sabe de marketing e é teu concorrente, dentro em pouco toda a tua organização está a trabalhar com essa pessoa e tu ficas a chuchar no dedo, a pensar no que te aconteceu.

Então podes lutar contra ele ou podes juntar-te a ele e capitalizar do conhecimento que tem.

O marketing de rede é Marketing, não é um bife com batatas fritas. Precisas de seleccionar as informações que te dão porque podes ter a certeza: metade delas são lixo e levam-te direitinho ao fracasso. Verifica se tens um patrocinador e um sistema que te ensine a metade verdadeira e te capacite para dominares um mínimo de marketing para teres sucesso.

O que eu digo do marketing de rede digo da tua progressão no teu emprego, ou no teu negócio, seja ele qual for. Se não souberes distinguir informações verdadeiras das falsas tomarás decisões erradas e essas não têm contemplações: levam-te para o buraco.

Estes exemplos servem somente para ilustrar este princípio simples: todo o conhecimento se propaga através de informação, mas nem toda a informação solidifica em conhecimento.

Para transformares informação em conhecimento precisas de a purificar no cadinho da tua intuição e experiência. Quando qualquer pedaço de informação se soldou no teu sistema de conhecimento através da compreensão que advém da tua experiência, tu evoluíste.

Devo dizer que não conheço outra forma de construir alguma coisa com sucesso: junta-te a quem é melhor que tu, usa o teu sentido crítico, põe acção, avalia os resultados, corrige, age, corrige, age.

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