Para avaliar o ano que passou vamos ver os resultados que tivemos, certo? NÃO.

Neste Hangout falamos sobre o ano que passou, sobre avaliação, sobre planeamento, sobre planos de trabalho, planos de acção, objectivos, como tudo o que tens ouvido sobre estas coisas está ERRADO, explico porque é que está errado, e como o fazer da forma MAIS PRODUTIVA possível.

Vais ouvir coisas que provavelmente não são muito comuns, mesmo dentro da área do marketing e do empreendedorismo, sobre como avaliar o ano que passou e seguir em frente no ano que vem para que ele seja O ANO DE REVELAÇÃO para todos:

  • Revelação de entender o seu papel no mundo, o seu propósito, o que estão a fazer nesta vida;
  • Revelação sobre o que é preciso ser feito para ter sucesso sem ter de definir objetivos datáveis e mensuráveis, mas sim definindo o seu propósito de vida e vivendo o processo para que ele se realize.

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Transcrição do Hangout:

Hoje é um dia especialíssimo porque não vamos ter mais nenhum Hangout até o final do ano. Vamos fazer o Hangout espectacular hoje. Presta bem atenção, recomendo muito que tenham um caderno de capa dura para tomar notas.

Estes dias tem sido muito bons. Temos tido o Natal, hoje é dia 26 de Dezembro, e então espero que já estejam todos recuperados das festas, e estamos prontos para começar um nova fase.

Daqui até ao ano novo anda tudo mais ou menos ainda em modo alfa. Acabar de preparar uma festa e a começar a próxima, o que eu acho que é fantástico. Aqui em minha casa anda toda a gente por aí a brincar, a rir e a fazer jogos uns com os outros que é uma coisa espectacular.

Nós podermos estar com a família sempre que quisermos, não só aos Sábados e aos Domingos, não só aos feriados, mas sempre que nós quisermos…

estar com a familia
Essa é uma das coisas que para muitas pessoas, e para mim pessoalmente, é importante: poder estar junto das pessoas de quem nós gostamos.

Então hoje vamos falar sobre o ano que passou, vamos falar sobre avaliação, vamos falar também sobre planeamento, vamos falar sobre planos de trabalho, planos de acção, objectivos, essas coisas todas.

E tenho aqui uma sensação de que provavelmente vais ouvir dizer coisas que não são muito comuns, mesmo dentro do campo do empreendedorismo e do marketing.

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É possível que não seja muito comum, é possível que não as tenhas ouvido muito mas aquilo que eu vou dizer não é a verdade absoluta, é a minha opinião baseada na minha vivência, okay? Eu leio muitos livros, ouço muitos áudios, falo com muitas pessoas e sou um observador muito atento sobre o que se passa lá fora, mas também da minha própria vivência, e a maior parte dos ensinamentos que eu dou são baseados na minha própria experiência.

E quando não é da minha própria experiência é porque eu não tive oportunidade ainda de passar por esse tipo de coisas, e algumas dessas coisas é melhor mesmo nós nem passarmos, não é? Costuma-se dizer que o inteligente aprende com as suas próprias experiências, mas o sábio aprende com as experiências dos outros. Há coisas que eu não quero passar. Mas não deixo de aprender com elas à mesma.

Então hoje vamos falar sobre atingir objectivos, colocar objectivos, metas, direcção, avaliar resultados, avaliar planos de acção, essas coisas todas. Então presta bem atenção.

Eu vou começar este Hangout hoje com esta frase:

“Não se pode avaliar aquilo que se faz pelos resultados que se tem.”

Vamos começar a elaborar um bocadinho em cima disto. Isto não é só uma teoria, vou explicar porque é que não podemos avaliar a nossa acção baseado nos nossos resultados. Ou seja, se eu estou a fazer alguma coisa e não tenho os resultados que eu esperava ter então eu vou deixar de fazer essa coisa, ou vou mudá-la, não é?

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Isto é o que dizem muito as pessoas. Então estás a fazer alguma coisa e depois vais ver o teu resultado não é nenhum ou não é aquilo que tu querias, então vais deixar de fazer isso e vais fazer outra coisa qualquer, não é?

Isto é um modo de pensamento comum. É comum mas, como muitas coisas que são comuns, não ajudam ninguém a ter sucesso. Normalmente as coisas que são comuns não ajudam ninguém a ser fora do comum.

Portanto uma pessoa que quer ter algum resultado acima da média, não pode pensar de forma comum, okay?

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Isto é um pensamento comum, avaliar a acção a partir dos resultados, e eu vou te dizer porque é que isso não é uma coisa boa. Porque quando nós avaliamos a nossa acção baseado nos resultados, nós estamos a cometer um erro, que é este: isso só seria possível, só seria válido se os nossos resultados fossem imediatos.

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Então se eu tenho aqui uma garrafa com água, e eu deixar cair esta garrafa com água, ela cai no chão e eu posso avaliar o efeito que ela teve ao cair no chão a partir da acção que eu tive.

Porquê? Porque o resultado é imediato, não é? Se eu tiver a fazer alguma coisa que seja suposto ter um resultado imediato, então sim eu posso avaliar a minha acção a partir do meu resultado. Mas a grande maioria das coisas que nós fazemos não produzem resultados imediatos, pelo menos não aqueles que nós gostariamos que produzissem.

Isso significa que não podemos fazer essa avaliação.

Eu gosto muito daquela história, que está também num artigo no meu blog, que diz que é a história do homem, a mulher e as batatas.

Então o homem saiu para plantar batatas e ao final do dia de trabalho, teve o dia inteiro a cavar a terra, plantar as batatas e ao final do dia de trabalho voltou a casa e a mulher perguntou- lhe: “Então trazes batatas?” e ele não trazia batata nenhuma. Claro, tinha acabado de as por na terra, não é?

Passado uns dias foi de novo, saiu de casa de manhã para ir ver o seu batatal, começaram a nascer umas ervas e ele andou lá o dia inteiro a arrancar as ervas e a tomar conta do batatal. E quando chegou a casa à noite a esposa perguntou-lhe: “Então trazes batatas?” e ele não trazia batatas.

Ele estava a ficar um bocadinho aborrecido, porque afinal já tinha trabalhado tanto e não trazia resultado nenhum para casa, não é? A mulher não via nada, mas ele via as plantas a crescer. Ele via que alguma coisa estava a acontecer.

Passadas umas semanas, voltava lá de novo e era preciso tomar conta de novo das batatas. Já tinham plantas grandes, vinha o sol e entretanto era preciso cobri-las para não se queimarem com o sol, regá-las, sei lá, as coisas que é preciso fazer com as batatas. E ele chega a casa, e a esposa pergunta-lhe “Então, trazes batatas?” e ele não trazia batatas.

Então a mulher dele estava sempre a tentar avaliar a sua acção, se era boa ou se não era boa, a partir do resultado. E o agricultor estava a avaliar a sua acção a partir do processo.

Estão a ver estas duas diferenças? Isto é muito importante.

  • Se nós avaliamos a acção que nós fazemos – se é boa, ou se é má, ou se temos de modificá-la – a partir do resultado, nós podemos estar a cometer alguns erros graves se a nossa acção não estiver desenhada para produzir um determinado resultado imediatamente.
  • Se a nossa acção estiver desenhada para promover um resultado a médio prazo ou a longo prazo, ou mesmo que seja só daí a uma semana, mas que não seja imediatamente, então nós não podemos avaliar de acordo com o resultado, temos que avaliar de acordo com o processo.

É aquilo que nós dizemos muitas vezes: tu estás a fazer a coisa certa ou estás a fazer a coisa errada conforme ela te aproxima ou te afasta do teu objectivo. Quando vais avaliar a tua acção, tu precisas de saber se ela te aproxima ou se te afasta do teu objectivo, e eu gosto de chamar esse objectivo a minha missão, ou o meu propósito.

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Não é só uma meta, é uma coisa grande, é uma missão para a vida.

Então se me aproxima do meu objectivo, do meu propósito, da minha missão, então eu avalio a minha acção como uma acção positiva. Se ela me afasta desse objectivo ou dessa missão ou desse propósito, eu avalio a minha acção como uma acção negativa. Não tem nada a haver com os objectivos.

Não existe destino... somente o caminho
Essa viagem não tem um destino: o destino é a própria viagem.

Vamos falar um bocadinho sobre isso, isso é importante.

Estes modos de avaliação tem a haver com duas filosofias que não são opostas, mas são bastante diferentes – Filosofias de trabalho. Quando nós temos um trabalho que é repetitivo, então está muito bem estabelecer objectivos, prazos e metas específicas, datadas, quantificáveis, essas coisas todas.

Então imagina que eu tenho que mover 10 pregos daqui para ali, okay? Caixas e caixas de pregos, 10 de cada vez. Imagina que eu ponho um objectivo de mover 10 mil pregos daqui para ali numa semana. Então posso dividir esse objectivo em metas diárias, e todos os dias eu tenho que cumprir aquelas metas diárias, porquê? Porque só dependem de mim.

Depende de um trabalho mecânico que depende só de mim, mais nada, não há circunstancias que vão alterar aquilo. Então sim, eu posso estabelecer metas e trabalhar com esse tipo de objectivos datados, mensuráveis, essas coisas todas, como ensinam a fazer sempre que se fala de estabelecer objectivos.

Porém quando os objectivos não são tão mecânicos, são objectivos que envolvem criatividade, envolvem níveis de desempenho, já não é bem a mesma coisa.

Fizeram um estudo muito interessante há um tempo atrás, muito interessante mesmo, para perceber se as pessoas reagiam melhor quando tinham prazos e prémios, se produziam mais ou se produziam menos quando não tinham prazos e prémios.

Então fizeram dois grupos. Puseram o mesmo prémio e o mesmo prazo: uma hora para concluir uma tarefa e ao final daquela hora, quem conseguisse concluir a tarefa tinha um determinado prémio.

Num dos grupos de trabalho, foram postos a fazer uma tarefa muito repetitiva, era só transferir coisas de um lado para o outro, e quanto mais depressa eles transferissem melhor. Com o outro grupo fizeram a experiência com trabalho criativo: resolver um problema. Puseram os dois grupos a trabalhar, e ambos fizeram o seu desempenho.

Primeiro tiraram as medidas do desempenho de um e de outro, sem qualquer espécie de objectivo ou pressão, a não ser cada grupo fazer o que quiser da melhor forma, para servir de medida. A seguir colocaram um prémio. ”Se conseguirem acabar numa hora, recebem um X” ou ”O primeiro que conseguir terminar dentro deste prazo ganha um Y.”

Foi muito interessante: do lado dos que estavam a realizar tarefas repetitivas o prémio veio trazer muito mais performance, mais pessoas realizaram as suas tarefas mais depressa. Então foi uma óptima forma de aumentar a produtividade junto do grupo que tem uma tarefa repetitiva. Mas junto do grupo que tem uma tarefa criativa, como seja resolver um problema em que é preciso a pessoa estar em modo criativo, relaxada, perceber o que está a acontecer, dar aso a ter soluções diversas e criativas, em comparação com o grupo com trabalho mecânico, a performance foi muito pior depois de ter sido colocado um prazo e um prémio.

É muito interessante observar isto.

Prazos, objectivos e prémios funcionam quando temos tarefas repetitivas; quando temos tarefas que envolvem criatividade, capacidade de resolver problemas, então para praticamente para todas as tarefas de gestão que temos neste negócio, estabelecer prazos e esse tipo de objectivos não é produtivo. Não funciona tão bem. Eu vou explicar.

Isto são dados, informações, mas têm as suas consequências, e há pessoas que quando colocam um objectivo, como ‘‘eu quero ganhar X daqui a 6 meses”, não têm noção nenhuma do que têm de fazer para atingir esse objectivo. E mesmo quando têm noção, mesmo quando pensam ‘vou fazer isto, e se fizer isto vou atingir aquele objectivo na verdade nunca atingem, porque não é assim.

Ganhar dinheiro, por exemplo, tem muitas variáveis. Não é só tarefas repetitivas, é muitas coisas. O processo todo de venda pela Internet, ou o processo de geração de influência numa associação ou numa empresa ou na gestão de pessoas, isso não são tarefas repetitivas, mas são tarefas criativas.

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Então essa componente faz com que todos os dados sejam falseados no final, e quando uma pessoa tem uma meta específica deste estilo é mais difícil a pessoa consegui-la porque o cérebro e a nossa emoção em stress e sob pressão é menos criativa, ou começa a funcionar a partir do receio, do medo, da falta, dessas coisas todas.

Há muitas pessoas que funcionam bem impulsionados pelo medo ou por coisas assim,  mas eu falo da minha experiência: não é o meu caso.

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E se nós, em vez de estabelecermos objectivos específicos, nós estabelecermos uma direcção?

Eu gosto muito da ideia da direcção. Menos objectivos, e mais direcção, embora as duas sejam realmente integradas e vou falar sobre isso um bocadinho, para estabelecer o inicio do nosso tema de hoje, que não é este. O nosso tema não é ‘estabelecer objectivos’, é ‘fazer a avaliação’.

Então se nós estabelecermos uma direcção, a direcção vem de uma visão.

Nós temos uma visão, como ‘eu quero transformar-me nesta pessoa, eu quero realizar este grande projecto’, isso é uma direcção, não é um objectivo. Posso dizer ”eu quero construir um lar de terceira idade… eu agora não tenho condições nenhumas, não sei nem bem nem mal por onde começar, mas eu quero fazer isso.’‘ Essa é uma direcção, não posso estabelecer um objectivo ao dizer ”daqui a 1 ano, ou 2 ou 3, vou ter o lar construído.

Posso dizer isso tudo, mas vou falhar de certeza, porque não é assim.

Há muitas variáveis que estão em jogo, que não dependem de mim, e há muitas coisas que estão ali a funcionar que não dependem de mim.

Então isso não é muito útil, mas o que é muito útil são duas coisas:

  1. Estabelecer uma direcção,
  2. Dar o melhor todos os dias a trabalhar a ir nessa direcção.

Dar o melhor todos os dias.

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E aqui vamos começar no tema desta noite: a avaliação.

Então quando avaliamos alguma coisa, como é que o fazemos e porque é que isso é tão importante?

Há um coisa que eu li há uns tempos atrás e me chamou a atenção:

Fiquei a saber que normalmente os planos que nós realizamos não nos levam aos nossos objectivos 99,9% das vezes, ou praticamente nunca.

O que nos diz, de novo, da ineficácia que é o modelo dos objectivos e dos planos: normalmente não nos levam lá. Cumprem um papel, uma função, e a função do plano e do objectivo é despertar em nós a vontade de ir naquela direcção. Além disso, é uma coisa que está mais próxima: uma visão pode estar muito longe, mas um objectivo pode estar próximo.

Por exemplo, imagina que eu tenho o objectivo de realizar 50 missões humanitárias em simultâneo daqui a 5 anos, é a minha visão e acho que isto é capaz de funcionar.

Então, se eu posso fazer uma missão humanitária hoje, como fizemos no outro dia na Casa do Mimo na Batalha, então eu vou fazer isso.

Tenho de dizer ‘sim’ a isso, porquê? Porque é uma ação que vai na direcção do meu objectivo, vai ajudar a começar a realizar esse sonho.

Então, quando nós temos uma visão, aquilo que nós temos de fazer a seguir é colocar ação máxima, dar o nosso melhor todos os dias, com muita atenção a todas as oportunidades que nos aparecem para nós irmos nessa direção. É muito fluido, é muito pouco racional, mas é muito eficaz.

Não quer dizer que andamos aí ao sabor do vento, não. Nós damos o nosso melhor: agora vou fazer aquilo, agora vou fazer acoloutro, agora vou-me organizar de outra forma, vou organizar-me naquela, e vou avaliar o quê?

Vou avaliar o objetivo?

Vou avaliar o resultado?

Não. Vou avaliar o compromisso. Quando nós trabalhamos para ir todos os dias numa determinada direção, nós avaliamos o nosso compromisso, não é os resultados.

É o compromisso, porque o compromisso mostra-nos o processo.

compromisso é uma viagem de comboio
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Quando eu estou a avaliar o meu compromisso diário com o meu sonho, com a minha visão, eu vejo todos os dias esse processo, eu vejo as batatas a crescerem um bocadinho mais todos os dias porque eu estou ali todos os dias a acompanhar esse processo. E no final do dia, eu olho para mim próprio, para o meu dia que passou, e posso ver e avaliar se eu dei, de facto, o meu melhor.

E se eu não dei o meu melhor eu fiquei mais longe do meu objetivo. Não é que fiquei parado, não, fiquei mais longe. Posso mesmo ter-me desviado: se calhar distraí-me com outras coisas, se calhar comecei a ponderar outras coisas porque não estava focado em dar o meu melhor, com os olhos abertos e os radares ligados, a perceber tudo o que está a acontecer e se é útil na direcção que eu quero ir.

Isto é o que nós fazemos quando fazemos a avaliação e, de vez em quando – uma vez por mês, uma vez por trimestre e uma vez por ano – então olhamos para trás e vemos todo o caminho que nós percorremos e vamos verificar se está a ir na direção certa ou não.

Isto é que é o importante: se estamos a ir na direção certa ou não. E se reparares, quando olhas para trás começas a ver que, sem querer, superaste muitas metas, atingiste muitos objetivos, conseguiste muitas coisas, realizaste muitas coisas pelo caminho.

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Foste subindo os degraus, um a seguir ao outro, a seguir ao outro, e agora no final do ano olhas para trás e dizes ‘‘eu estou a fazer um bom caminho porque ele está a levar-me na direçao que eu quero ir.

E sabes uma coisa? Tu vais chegar lá, sim.

Vais chegar onde tu queres chegar, e não precisas de estar a traçar objetivos, e não precisas de estar a por datas nesses objetivos, mas precisas de dar o teu melhor todos os dias com muita, muita consciência e muita atenção ao que tu estás a fazer.

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Este é o segredo, esta é a forma como nós acabamos por atingir objetivos sem saber como.

Acontece-me constantemente:

Olho para trás e ”olha, consegui isto” e ”olha, consegui aquilo” e não sei como é que isso aconteceu.

Foi assim que eu passei dos $100.000 ganhos online, foi assim que eu passei dos $300.000 ganhos online, foi assim que eu passei dos $500.000 ganhos online. Estes resultados não são típicos (declaração de rendimentos médios aqui), mas foi assim, sem saber como.

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”Então como é que fizeste isso?” Eu não sei! Eu limitei-me a viver o meu processo com o máximo de intensidade, e todos os dias a avaliar se eu fiz ou não fiz o meu melhor.

E digo-vos uma coisa: a grande maioria das vezes eu não fiz.

É comum, infelizmente para mim, chegar ao final do dia, olhar para trás e pensar ”eu não dei o meu melhor’‘. Eu tenho consciência que são muitos raros os dias em que eu possa olhar para trás e dizer ”eu dei o meu melhor”. São raros, imagina se eu desse o meu melhor mesmo todos os dias.

Eu não dou o meu melhor. Todos os dias eu identifico locais e situações e oportunidades que eu desperdicei, em que eu podia ter feito um pouquinho melhor, sempre. Esse é o meu caminho pessoal, e é o nosso caminho de todos, não há aqui diferenças, somos todos iguais e todos nós estamos a seguir o nosso caminho.

Então quando olhamos para trás, vamos avaliar o quê?

  • Resultados? Claro, podes avaliar resultados. Ao final de um ano tu tens uma quantidade de resultados que obtiveste ao longo do tempo.
  • Processo? Sim, podes avaliar o processo. Se estás a viver o processo que te leva a esses resultados, que te levam na direção que tu queres ir e não noutra qualquer.

Por isso é muito importante teres uma visão clara de para onde queres ir, o que é que queres realizar, em que pessoa tu te queres transformar. É muito importante, mesmo!

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Se tu não souberes isto, ou se não fores descobrindo – porque esta descoberta também é um processo – tu não podes avaliar nada.

Hoje vais numa direção, amanhã vais na outra, depois ouves alguma coisa que te chama a atenção e vais a correr nessa direção, e acabas por andar em múltiplas direções, e a voltar para trás, e a começar do principio, e a andar em círculos, e nunca sais do mesmo lugar.

A grande maioria das pessoas não sai do mesmo lugar, não é porque não são pessoas boas, não é porque não gostam de trabalhar, não é porque não tenham talento, não é porque não façam o seu melhor, é porque não têm um visão, não têm uma direção.

Então eu posso correr muito, posso correr até me cansar, mas se eu andar em círculos eu não saio do mesmo sítio, fico sempre no mesmo lugar. Eu posso correr 1000 Km no mesmo espaço de 50 metros, e no final de uma vida inteira eu corri os 1000 Km e, vou a ver, e não saí do mesmo sítio porque não tinha uma direção.

Isto é das coisas mais importantes que nós podemos ter: uma direção.

  • Em quem é que tu te queres transformar?
  • Em que tipo de pessoa?
  • Que tipo de pessoa é que tu queres ser?

Sabes?

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quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta.
DESPERTA para o teu sonho!

É daqui, do Ser, da transformação, que vêm depois todas as decisões e todos os resultados.

Primeiro: Ser.

Depois: Fazer.

Depois: Ter.

Primeiro: Ser. Depois: tomar ação, Fazer. E depois Ter os resultados.

Os resultados vêm no final do processo, não vêm no princípio.

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E quando nós colocamos objetivos que são concretos, datáveis, quantificáveis, essas coisas todas, nós estamos, na maioria dos casos, a tentar correr para o Ter sem primeiro passar pelo Ser.

Então esquecemos muito esta parte do Ser, e pensamos que Fazer e Ter, e Fazer e Ter, produz alguma coisa de jeito. Não.

O Ser é onde está a visão, onde está a tua diferença em relação a outra pessoa qualquer. E não consegues deixá-lo de lado, está sempre lá.

Já pensaste bem porque é que duas pessoas a fazerem as mesmas coisas têm resultados completamente diferentes? Já pensaste nisso? Já pensaste que, quando te dizem ‘‘Se tu fizeres o que eu faço, vais ter os resultados que eu tenho’‘, isto é mentira?

Porque não é possível!

É impossível tu fazeres exatamente o mesmo que faz a outra pessoa porque tu és uma pessoa diferente. As ações derivam da pessoa que tu és, as coisas que tu fazes não são feitas da mesma forma e, portanto, produzem resultados diferentes.

E há pessoas que se focam muito no Fazer: no Fazer coisas para Ter coisas, produzir trabalho para ter dinheiro ou para ter resultados, e esquecem-se do Ser de onde vem todo o resto. Aqui é a nossa principal fonte de trabalho, é no Ser.

Interessante, eu não estou a dizer para agora não fazeres nada, começares a meditar, e a ler livros, e a ouvir audios e não fazeres nada. Não é isso, é o contrário. A melhor forma de robustecer o teu Ser é a Fazer coisas. As coisas que tu fazes interferem e são influenciadas pela pessoa que tu és, mas também influenciam a pessoa que tu és.

Uma pessoa honesta que rouba uma vez não é um ladrão, mas esse roubo que fez uma vez aproximou aquela pessoa de ser, mais tarde, um ladrão. Não é?

Deu um passo nessa direção. Não se transformou instantaneamente num ladrão, mas deu um passo nessa direção e se continuar a dar muitos passos nessa direção, um belo dia, acorda e toma consciência, e vai ver que afinal é um ladrão.

Transformou-se num ladrão por ter feito aqueles atos muitas vezes, por ter roubado muitas vezes, passou a determinar a forma de ser da pessoa.

Da mesma forma, uma pessoa até pode não ser generosa, até pode ter tanta falta que sempre que dá 10 euros para um fundo social qualquer sente que lhe está a faltar qualquer coisa.

Mas não faz mal, porque a repetição desses atos de generosidade também vão influenciando o seu Ser, e a pessoa daí a um tempo acorda, e quando reparar afinal é uma pessoa generosa. Transformou-se pelos atos que foi fazendo.

Então, da mesma forma que a nossa própria forma de Ser, a nossa visão, interfere nas nossas decisões, nas nossas ações e nos nossos resultados, também elas interferem na nossa visão e no nosso Ser.

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É uma dinâmica muito interessante. E quando nós avaliamos seja o que for no que diz respeito à nossa vida, temos de ponderar isto. Eu hoje dei o meu melhor? Este ano dei o meu melhor?

Naturalmente, vais ter de dizer ”não, eu não dei o meu melhor”.

Sabes porquê? Porque ninguém dá o seu melhor todas as horas do dia, todos os segundos do dia. Se nós dessemos o nosso melhor a todas as horas do dia, a todos os segundos, eramos como mágicos. Fazíamos um pedaço de magia e transformávamos pedras em ouro, ou pedras em pão e em peixe como Jesus Cristo fez, ou transformávamos qualquer coisa em qualquer coisa. Porque estávamos tão sintonizados com a nossa missão, a nossa visão, que tudo fluía com tanta naturalidade que fazíamos verdadeiros milagres constantemente.

Mas nós não fazemos isso sempre, todos nós fazemos milagres de vez em quando, mas há medida que nós vamos estamos mais sintonizados reparamos que, sem fazer esforço, damos realmente cada vez mais e cada vez melhor ao longo do nosso dia, ao longo da nossa semana, ao longo do nosso mês, ao longo do nosso ano.

E isto é o que nós precisamos de avaliar.

Então presta atenção: Precisas de ter uma visão. Em que tipo de pessoa eu me quero transformar? Esta é a visão. Como é que eu quero ser? E podes descrever a tua vida em termos financeiros, em termos físicos de saúde e bem-estar, em termos de relacionamentos, em termos de influência no mundo, em termos de realização pessoal e profissional… podes descrever a tua vida assim, esta é a tua visão, tu queres-te transformar nessa pessoa.

''Ela foi para o meio da tempestade, e quando o vento não a levou, ela ajustou as suas velas. '' - Elizabeth Edwards
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Isso é uma visão, e agora as tuas ações que forem nessa direção, que derivam dessa tua visão, são sempre positivas, e aquelas que te afastarem dessa visão são sempre negativas.

E é interessante, tu sabes bem quais são.

Se tu tiveres uma visão bem afinada e trabalhares bem certinho na direção dessa tua visão, tu ganhas uma sensibilidade, a tua ética fica refinada, o bem e o mal ficam bem afinados e bem distintos, as coisas boas e as coisas más ficam bem claras na tua cabeça, não há confusão, as pessoas que te ajudam e as pessoas que te prejudicam também tu sabes bem quais são, as ideias que te melhoram e as ideias que te pioram também sabes bem quais são.

E se mantiveres essa disciplina de abraçar tudo o que for positivo e deixar de lado tudo o que for negativo, começas a ficar com uma consciência tão apurada e tão afinada que detetas problemas à distância. Antes dos problemas acontecerem tu já sabes que eles estão lá, tu detetas pequenos sinais – por exemplo nas pessoas, começas a perceber que aquela pessoa não é boa para ti. Não quer dizer que não seja uma pessoa boa, não é uma pessoa boa para ti, e antes de ela causar problemas podes deixá-la ir, podes-te afastar dela e fazer outras coisas.

Isto é um poder espetacular que nós ganhamos fazendo isto, ficamos muito afinados.

Também conseguimos identificar muito facilmente nas outras pessoas os padrões de pensamento que elas têm, aquilo que elas decidem fazer, e perceber se aquilo que elas estão a fazer e as decisões que estão a tomar, as vão ajudar a ir na direção que elas querem. Significa que passas a poder também ajudar outras pessoas a terem mais clareza, a perceberem melhor o que é que estão aqui a fazer, como é que podem tomar decisões, e quais é que são as melhores. Podes ajudá-las a ver isso se tu próprio vires, se não vires não consegues ajudar outras pessoas a ver.

Este padrão de dizer sempre ‘sim’ a tudo aquilo que nos aproxima da nossa visão de uma forma habitual, é um treino que nos possibilita atingir qualquer objetivo, realizar qualquer missão. É preciso dizer sempre ”sim” a tudo o que nos aproxima da nossa visão.

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Não estou a dizer que sejam coisas fáceis, ou que sejam coisas difíceis, ou que sejam coisas complicadas, não importa.

O fácil e o difícil não são variáveis nesta equação, não importa.

Importa é que tu saibas que te aproxima da tua visão, e tens de dizer ‘sim’.

  • Se for difícil paciência, é uma ótima oportunidade de superação.
  • Se for fácil, enfim, faz-se à mesma, é pena porque não é uma oportunidade tão boa de superação.

Mas o fácil e o difícil não é para aqui chamado, não tem nada haver com isto.

Ás vezes vejo pessoas assim: ‘‘Ah, eu gostava de atingir aquele objetivo, eu gostava de ser aquela pessoa, mas não faço isso porque é difícil”. O que é que uma coisa tem haver com outra?

Não tem nada haver, o que tem haver é o tu ires Fazer ou não. Isso é uma decisão, não tem nada haver com as circunstâncias, tem haver com a decisão. Se for mais fácil se calhar fazes mais depressa, se for mais difícil demoras mais tempo, é só isso. O fácil e o difícil não é assunto.

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Então presta atenção, quando nós começamos a avaliar alguma coisa precisamos de avaliar principalmente o nosso compromisso. Isso é aquilo que precisamos de avaliar, e esse compromisso avaliamos de acordo com a visão que nós temos.

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E essa visão é o quê? É a pessoa em quem tu te queres transformar. Então já reparaste que não é possível avaliar sem saberes em que pessoa te queres transformar?

Já viste? É muito profundo. Não é só avaliar se eu estou a trabalhar diáriamente ou não, claro que sim, todos nós trabalhamos.

Imagina uma empresa fazer uma avaliação e não ter uma visão. Vai avaliar o quê? Vai avaliar coisas que não interessam.

Por exemplo, vai avaliar o quanto dinheiro ganhou no trimestre, e se calhar a sua missão não é ganhar o dinheiro, mas sim providenciar um determinado produto de um determinado nível de qualidade. Mas quando vai avaliar é ”okay ganhamos muito dinheiro, a nossa empresa está correta, está bem, não precisamos de mudar nada.”

Mas se falhou a visão, se calhar vendeu um produto defeituoso, ou de baixo custo, ou fraca qualidade, então a sua visão ficou comprometida apesar da sua avaliação ter sido positiva.

Estão a ver? Então nós erramos constantemente quando avaliamos a nossa vida baseado em resultados se a nossa visão não estiver bem afinada, não estiver bem alinhada. Esta é a nossa primeira missão, a nossa primeira função.

Eu estive muitos anos no seminário. Estudei bastante, e uma coisa que estudei numa Universidade em Madrid e que gostei muito de estudar foi um professor que disse lá. Ele era um padre da igreja e tinha uma visão muito interessante no que diz respeito à ética, e ele dizia uma coisa e eu fiquei tão impressionado que nunca mais me esqueci:

”Quando nós morrermos vamos ser julgados. Deus vai-nos julgar, certo? Vai julgar o que nós fizemos, a pessoa em que nós nos transformamos.

E vai nos julgar de acordo com 3 critérios.

E o primeiro critério é este: se tu formaste a tua consciência. A primeira obrigação de um cristão é formar a sua consciência.

O segundo é agir de acordo com essa consciência.

E o terceiro é se seguiste as regras da igreja.”

Então quando formos julgados:

  1. Vamos ser julgados se formamos ou não a nossa consciência. Para mim isso significa se tens uma consciência clara da tua missão e do teu propósito no mundo;
  2. Depois, o segundo julgamento é se seguiste essa consciência, que é uma consciência positiva.
  3. E o terceiro é se cometeste pecados e essas coisas todas, de acordo com as regras da igreja.

E eu fiquei muito impressionado porque eu não sabia que era assim!

Esta instituição milenar chamada Igreja Católica diz oficialmente que, se colocares em cima de uma balança tu agires de acordo com a tua consciência, ou agires de acordo com as regras da igreja, deves seguir a tua consciência. Isto é muito interessante. Uma instituição que diz ”se aquilo que eu te disser for contra a tua consciência, não te importes com aquilo que eu digo, segue a tua consciência”.

É muito interessante. Mas o primeiro dever é formar a própria consciência, ou seja, ter este sentido de missão, de propósito, bem claro. E daqui deriva o resto, daqui derivam as nossas ações, daqui derivam os nossos ‘julgamentos’ sobre nós próprios. Digo ”julgamentos” entre aspas, eu gosto mais de lhe chamar avaliação porque nós não julgamos ninguém ,nem a nós próprios, mas avaliamos.

nós não herdamos uma identidade, temos de a inventar nós mesmos
A tua identidade diária é a que tu quiseres. Não existe nenhum artigo na Constituição da República que diga que tu tens de ser sempre igual, todos os dias, e que não possas reinventar-te diariamente a teu bel-prazer.

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Depois há pessoas que, quando fazem uma avaliação, focam-se nas coisas negativas. Elas dizem assim: ”vou-me focar nas coisas que preciso de melhorar”, isso não está correto.

É muito melhor e muito mais eficaz esqueceres as coisas que precisas de melhorar e focares-te completamente nas coisas em que já és bom. As coisas que tu já sabes fazer, as coisas em que tu és bom são sinais do teu propósito, e é aí que tu tens de focar a tua atenção.

Sabes o que é que acontece às outras coisas das quais tu não és tão bom? Se for uma coisa mesmo necessária que tem de ser feita, arranjas alguém para fazer. Mas não é aí em que tu tens de focar a tua atenção, a tua atenção tem de ser focada nas coisas que para ti fazem sentido, naquelas que te fazem vibrar, naquelas em que tu realmente colocas o teu coração, quando tu estás a fazê-las a tua mente desaparece, o mundo desaparece e ficas sozinho e nem te dás conta do tempo passar.

Esses são sinais de que tu estás em sintonia com o teu propósito e com a tua visão.

Segue esses sinais, segue-os e não ofereças muita resistência, oferece pouca ou nenhuma.

Então, quando avaliamos as coisas, temos de nos focar nas coisas que para nós fazem mais sentido, para nós são melhores, para nós são mais fáceis, que nos dão mais prazer, que nós gostamos mais de fazer. Focamo-nos principalmente nessas.

Sendo nós profissionais, há muitas coisas que nós não gostamos tanto de fazer, em que não somos tão bons. Se tu quiseres aprender, aprendes com certeza. Eu sou da opinião que devemos aprender de tudo. Eu gosto muito de aprender, e gosto de aprender de tudo, mas há coisas que eu não quero aprender, não me dizem nada, não quero fazer isso, e então arranjo alguém para fazer por mim para eu poder dedicar a minha vida a fazer as coisas que realmente fazem sentido para mim, e eu poder dar o meu melhor.

Ninguém consegue dar o seu melhor se tiverem a luta a fazer as coisas das quais não é bom. Como é que eu dou o meu melhor a fazer uma coisa em luta e que me desagrada?

Atenção: não é fazer só aquilo que nos apetece. Há uma diferença entre fazer aquilo que se gosta e fazer aquilo que apetece, são coisas diferentes.

Um futebolista gosta de jogar futebol, mas se calhar não lhe apetece ir ao treino agora. Está quentinho em casa e agora tem de ir para a chuva, e então não lhe apetece ir para o treino.

Deve ir ao treino, ou não? Claro que deve ir ao treino.

Não é o facto de não lhe apetecer que ele pode ficar em casa. Não pode, tem de ir porque a sua visão impele-o a ir, ele tem de ir e se ele não for está mais longe da sua visão, está a dizer ‘não’ a uma oportunidade, está a dizer ‘não’ a um passo.

Tem de dizer ‘sim’.

O fácil e o difícil não são assunto. Lembras-te do que disse à bocado? Não é por ser fácil ou ser difícil, isso não interessa. Nós dizemos sempre ‘sim’ a tudo aquilo que nos leva na direção que nós queremos ir.

É assim que tem de ser.

E quando nós nos avaliamos, é este o critério de avaliação: eu disse ‘sim’ e dei o meu melhor independentemente de ser fácil ou ser difícil, dei o meu melhor. Hoje dei o meu melhor, estes 3 meses que passaram dei o meu melhor, este ano que passou dei o meu melhor. E depois observa o caminho que tu percorreste, a pessoa em que tu te transformaste.

É muito interessante. Se tu poderes fazer isso vai ver coisas que tu tenhas escrito, ou vídeos que tenhas feito, ou fotos que tenhas tirado do ano passado, e projeta-te naquele momento em que estavas…

Qual é a tua posição agora em relação a essa altura? Melhorou?

Estás mais próximo do teu objetivo de vida, da tua visão?

Sentes que progrediste?

Isto é o importante.

Sabes, há pessoas que passam a vida inteira a fazer muitas coisas, muito ocupados, a produzir muitos resultados, e depois ao final da vida reparam que produziram resultados que não eram aqueles que eles queriam para eles próprios.

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Produziram resultados para outras pessoas, atingiram determinados objetivos, mas andaram a escalar a montanha errada. No final, olham à volta e não era aqui que queriam estar. ”Eu não me queria ter transformado nesta pessoa.’

E esta é a avaliação que precisamos de fazer no final do ano:

Em que pessoa é que eu me transformei?

Sinto-me melhor comigo próprio?

Dei o meu máximo?

Esclareci, clarifiquei a minha visão, o meu futuro?

Isto é que é importante. Muito mais do que estabelecer objetivos, ou metas, ou fazer planos de ação.

Tudo isso são coisas importantes, mas são coisas muito superficiais, não funcionam nunca se não tivermos esta visão de fundo.

Vais estabelecer um objetivo para quê? Se esse objetivo não te leva na direção que tu queres ir, então para que é que é o objetivo?

Eu jogo xadrez, a minha vida é jogar xadrez, então vou estabelecer o objetivo de correr 100 metros em 5 segundos, e vou andar a treinar para correr esses 100 metros em 5 segundos.

Até posso conseguir, e ganho uma medalha, e tenho um estádio inteiro a dizer-me ”Parabéns, és o máximo”, mas sento-me diante de um tabuleiro de xadrez e o meu jogo não melhorou em nada.

Eu posso me transformar em alguma coisa que pode não ser aquilo que eu quero, e isto é uma avaliação muito profunda que todos precisamos de fazer. Okay?

É tudo difícil. Repara.

Olha para trás e vê se a tua vida é difícil, se os resultados que tu tens são tirados a ferros, se tens de trabalhar muito para conseguir qualquer resultado.

São tudo sinais de que não estás em sintonia com o teu propósito de vida.

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Quando estás em sintonia, e vais dizendo sempre que sim às coisas, (como eu disse à bocado, lembras-te?) vais afinando a tua percepção, vais afinando e compreendes bem onde é que estás a cometer erros, onde estás a tomar decisões erradas, e quando fazes coisas que te levam numa direção diferente daquela que tu queres ir.

É preciso ter clareza de ideias para compreender isto.

Eu falo muitas vezes com algumas pessoas e às vezes tenho de fazer um desenho para perceberem aquilo que estou a dizer. Não é porque sejam idiotas, não, é porque não fizeram este trabalho ainda. É preciso afinar a ética, o bem e o mal têm de estar muito claros, e o bem é tudo o que é positivo, e o mal é tudo o que é negativo.

Não há aqui grandes dúvidas:

  • O que te leva na direção em que tu queres ir e em que te queres transformar é uma coisa positiva, e quando isso é útil para as pessoas à tua volta é uma coisa positiva.
  • Se for negativa para ti ou para as pessoas à tua volta, é negativa.

Ponto final. Não é muito complicado.

Então pessoal, hoje esta é a minha mensagem, o último Hangout do ano. Quero-vos agradecer muitíssimo terem estado aqui durante este ano todo.

Temos muitas pessoas que estão aqui novas hoje. Esta semana juntaram-se à nossa Tribo talvez perto de 100 pessoas. É um número muito grande, mas estou muito feliz por podermos estar a ter influência positiva em tantas pessoas e podermos ajudá-las a realizar os seus sonhos.

No principio do ano que vem vamos fazer outras avaliações importantes, vamos traçar direções, e metas e objetivos que nos levam nessa direção, e vamos ter uma influência social ainda mais forte do que aquela que tivemos este ano.

Temos muitos projetos e muitas ideias para desenrolar no próximo ano, são tantos e são todos tão bons que é tão difícil dizer ‘sim’ a todos. É uma coisa incrível. Mas eu esforço-me muito para não resistir a nada e dizer sempre que sim a tudo.

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Ás vezes são coisas difíceis que temos de fazer, mas as coisas começam a bater certo:

  • atraímos as pessoas certas,
  • atraímos as circunstâncias certas,
  • atraímos os recursos certos,
  • parece que numa orquestra as coisas começam-se a conjugar para nós podermos passar ao próximo nível.

É uma experiência inacreditável, e tu se não estás a ter essa experiência neste momento, garanto-te que vais tê-la.

Desejo-vos a todos um bom ano, uma boa passagem de ano, muita diversão, aproveitem muito bem esta semana. É uma semana mesmo para desfrutar e para estar com os amigos e com a familia, trabalhar o mínimo possível sim, entrar em modo manutenção.

Mas é tempo para fazer profundas reflexões. Para refletir acerca das coisas, para pensar na vida, para pensar naquilo que nos satifaz, naquilo a que somos bons, qual é a nossa missão no mundo, essas coisas todas são super importantes, e é daí que derivam todas as nossas decisões, todas as nossas ações e todos os nosso resultados. Vem daí.

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Que este ano 2016 seja o ano da revelação para todos:

Da revelação de entender o seu papel no mundo, o seu propósito, o que é que estão aqui a fazer no mundo, nesta vida, e o que é que é preciso ser feito para atingir esses objetivos e esses propósitos de vida.

Nós estamos aqui para isso, na Tribo, para nos apoiarmos todos uns aos outros, cada um a seguir a sua visão.

Não é uma coisa incrível? É uma coisa espetacular.

Obrigado, fiquem bem. Um grande beijinho e um grande abraço para todos, e vamos iniciar o próximo ano com uma perspetiva e uma visão inacreditável. Eu garanto.

4 thoughts on “Hangout da Tribo – Ano Novo, Vamos Avaliar o Quê”

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