Já pensaste na estratégia de desapegares-te das coisas para seres rico de tudo, incluindo de dinheiro?

Precisar desapegar-se das coisas para ser rico parece ser um dos paradoxos da vida com pouca explicação porém é a verdade, pela minha experiência.

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Quando era mais jovem fiz um voto de pobreza. 

Daqueles mesmo a sério, em que não tinha nada que pudesse chamar de “meu” com exceção de uma guitarra, dada pela minha mãe e à qual estava bastante apegado.

Não tinha roupas minhas, nem sapatos, e vivia realmente de doações que pessoas boas davam à instituição missionária onde vivia.

Para esta história não interessa muito a parte do “não ter nada que pudesse chamar meu” mas si a parte do voto de pobreza e do apego àquela guitarra.

Não foi a minha primeira experiência de apego.

Lembro-me de um Natal, teria eu 3 ou 4 anos, em que me deram uma garrafa de Sumol daquelas antigas (sim tenho essa idade 🙂 ).

Eu adorava Sumol e era coisa muito rara lá em casa, pensava que era por não termos muito dinheiro, as crianças bebiamos laranjada “Batalha” nos dias de festa. Sumol era coisa mesmo muito rara e, quando aparecia uma garrafinha, era dividida entre os 3 irmãos, um golinho para cada um.

Sumol e Batalha
As garrafinhas de Sumol e de Batalha

Nesse Natal recebi uma garrafinha de Sumol e lembro-me de sentir a posse. Era minha, não iria partilhá-la com ninguém e podia beber goles e goles seguidos sem ter algum dos meus irmãos a protestar por estar a beber mais do que a minha parte.

Recordo o sentimento. Recordo ao mesmo tempo a excitação de possuir e o medo de perder.

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Recordo também que aqueles dois ou três goles seguidos na minha própria garrafa me fizeram sentir um pouco de culpa, condicionado que estava em ouvir os protestos dos meus irmãos sempre que dava mais de um gole na garrafinha partilhada.

Recordo o apego, muito semelhante ao da guitarra, anos mais tarde.

 Dando um salto enorme na cronologia, vamos para os últimos anos e para o dia de hoje.

Como criei modelos de trabalho e negócios online, numa época como a de hoje, não é difícil ganhar dinheiro.

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Creio mesmo que o dinheiro está por todo o lado e só precisamos abrir e manter abertos os canais que permitem esse dinheiro fluir na nossa direção.

Neste processo ganhei imenso dinheiro, centenas de milhares de euros. Muitas centenas de milhares, mas não fiquei rico por causa disso.

Quando comecei a ganhar muito mais do que podia conceber, milhares de euros por dia, sentia o mesmo que senti quando recebi a minha garrafinha de Sumol:

– Excitação de possuir e medo de que acabasse, algum sentimento de culpa condicionado pela minha história de escassez durante anos e anos.

Lembro-me do sentimento de posse e, até que me livrei dele, não me tornei realmente rico.

Esta é a minha experiência que quero partilhar contigo:

Creio que viemos ao mundo para nos melhorarmos vivendo uma experiência humana.

Creio que tudo à nossa volta nos proporciona experiências, e que o dinheiro nos faz uma falta tremenda para nos permitir comprar todas aquelas experiências de que necessitamos:

– As viagens, as casas e os carros, as roupas, a comida, o cinema os livros, os cursos, os projetos, os desafios, o convívio… e todas as outras que o dinheiro pode comprar ou ajudar a proporcionar.

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Vivemos num mundo de coisas e creio que temos 3 formas de nos relacionarmos com elas.

1- Usar coisas para viver experiências, sejam essas coisas nossas ou de outros, não faz diferença: “Há uma piscina, vamos aproveitá-la quando puder ser.”

2- Ter coisas para nos sentirmos seguros e podermos optar por viver as experiências quando quisermos. “Tenho uma piscina para nadar quando quiser.”

3- Possuir as coisas é algo completamente diferente. “Esta piscina é minha, mas não nado nela, nem ninguém nada, para não sujar a água.”

Quando vives as experiências com o apego da posse das coisas, essas coisas que possuis possuem-te a ti também numa pequena medida.

Um pouco da tua alma está presa na posse, estás um pouco espalhado, difuso e ficas menor.

Quando te libertas da posse das coisas, não perdes as coisas, ganhas-te de novo a ti mesmo, inteiro.

Não há inteireza sem desapego.

Quero agradecer-te por me permitires partilhar isto contigo.

 

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As coisas são fantásticas porque nos permitem viver as experiências humanas que viemos a este mundo para viver.

 

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Dinheiro é fenomenal porque nos permite comprar aquelas coisas e aquelas experiências.

Mas o nosso espírito, a nossa alma não existe para ficar dividida, colada, apegada a coisas porque isso nos diminui.

Hoje, tenho uma casa, mas não a possuo, não tenho carro, não tenho televisão. Não bebo álcool nem fumo, nem como comidas processadas e nada que tenha algum tipo de açúcar adicionado ou adoçantes. Não bebo Sumol.

Continuo a aprender que “menos é mais” e a praticar o desapego.

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O que é interessante, para mim porém, é que eu precisei viver em enorme abundância para entender o desapego e penso que este pode ser um caminho bom para muitas pessoas.

Ganhar pipas de massa, muito mais do que aquilo que consegues gastar,  pode ser uma brutal ferramenta de desenvolvimento pessoal: Este é o motivo porque criei a comunidade da Tribo e estou determinado a proporcionar a 100 pessoas por ano a possibilidade de ganharem 100 mil euros.

Se fores como eu, podes precisar ganhar montes de dinheiro para perceber que afinal não é o ganhar o dinheiro o que é importante mas a pessoa na qual te transformaste no processo.

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Creio que podemos treinar o desapego em todas as coisas da vida, independentemente das nossas circunstâncias.

Aprender a desfrutar uma garrafinha de Sumol e partilhar com outra pessoa, eventualmente abdicar dela para dar essa experiência a alguém… sei lá, tens montes de oportunidades no dia-a-dia para treinares o desapego, e olha que me parece que é a única coisa que precisamos para desfrutarmos a vida em paz.

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Obrigado por teres lido este artigo, partilha-o se fez sentido para ti. Obrigado.

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