Como empreendedor não sei o lugar que tem a luta pela liberdade na tua lista de prioridades.

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Sei porém que, se não for pela liberdade, poucos motivos terás para fazer o que fazes e lutar o quanto lutas.

Ontem fiquei à conversa com o meu vizinho pela tarde fora e, depois, pela noite fora. Disse-me que tinha mudado de vida e que agora sabia que ela não se resumia a trabalho. Para ele a mudança foi gradual, mas o que lhe deu o clique foi uma viajem de trabalho e Timor Leste. Aí conectou-se com uma realidade improvável de sobrevivência, redescobriu a essência da vida em duas vertentes muito fortes: A vida é para ser desfrutada em actividades com sentido. Descobriu a contribuição social como uma forma de realização pessoal. Conseguir viver da forma como faz sentido para ele, é a sua jornada de liberdade.

Ele terá a sua liberdade sim, quando enquadrar com harmonia todas as facetas da sua extraordinária personalidade: empreendedor, líder de pessoas, eficiente, bem-sucedido, facilitador de recursos para outras pessoas, generoso, impulsivo.

Evidentemente gostei da nossa conversa, pois o meu percurso é semelhante em alguns aspetos, e isto eu tenho constatado:

O Dalai Lama diz que “o homem gasta a saúde para ganhar dinheiro e depois gasta o dinheiro para recuperar a saúde”, o mesmo se passa com o tempo:

  • Alguém que não trabalhe tem muito tempo livre, mas não terá dinheiro.
  • Alguém que trabalhe muitas horas, ganhará muito dinheiro, mas à custa de saúde e de tempo.

Se adicionares a este triângulo formado pela Saúde, Tempo e Dinheiro, a terceira dimensão da Realização Pessoal ficarás com uma pirâmide cujo vértice inclui a vida afetiva e espiritual.

Parece haver aqui uns vasos comunicantes entre a saúde, o tempo, o dinheiro e a realização pessoal: aumentas um e diminui o outro, numa estranha economia:

  • Para teres dinheiro tens de investir o teu tempo e saúde. Por outro lado ganhas em realização pessoal.
  • Para teres saúde, gastas dinheiro e tempo.
  • Para teres tempo, perdes dinheiro, mas provavelmente ganhas em saúde.
  • Para te realizares pessoalmente, precisas de tempo, saúde e dinheiro.

Estas são as 4 áreas importantes da tua vida.

Terás liberdade pessoal quando as integrares de forma harmoniosa. Por isso deves investir nelas todos os teus recursos.

Infelizmente parece que jogamos um jogo cujas regras estão viciadas à partida:

Nunca poderás ter todas as quatro coisas em abundância porque, aparentemente, para teres umas tens de sacrificar outras.

Não me agrada. Mas talvez haja uma forma de poderes ter todas simultaneamente: saúde, tempo, dinheiro, realização pessoal.

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A base deste jogo viciado parece ser a ligação entre tempo e dinheiro. Quanto mais trabalhas mais dinheiro tens, mas quando mais dinheiro menos tempo. São as regras da velha economia. Contudo estamos agora na aurora de uma nova economia da qual tu, novo empreendedor fazes parte. Muitas das regras antigas deixaram de fazer sentido.

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Não haverá uma forma de romper com aquela lógica, poderes dar um salto e ganhar a tua liberdade?

Talvez haja. Se, em vez de um “Salário”, que está indexado às tuas horas de trabalho, conseguires dinheiro através de um “Lucro” poderás rentabilizar em muito as tuas horas já que poderás ganhar muitíssimo mais com o mesmo trabalho.

Portanto, um lucro dá-te mais liberdade que um salário. Ótimo ponto de partida.

Como um salário está indexado ao tempo (ganhas x por mês, trabalhando x horas por dia), um lucro está indexado à tua atividade como facilitador.

Se fores um vendedor independente, ganhas sempre que venderes algo. O fecho da venda é o resultado do teu serviço ao cliente, colocando ao seu alcance algo que ele pretende.

Que liberdade te poderá trazer a tua atividade de facilitador? Mais do que permitiria um salário pois pelo menos o tempo já não é tão importante na tua equação. Todavia ainda estás preso pela tua atividade. Não és ainda senhor da tua vida pois, se venderes algo ganhas dinheiro, mas se quiseres dedicar o teu tempo a fazer outras coisas e deixares de vender, deixas de ganhar dinheiro.

Como ultrapassar esta dificuldade? Em teoria: contratando pessoas. Contratas pessoas que façam o que tu fazes, que ganhem elas mesmas uma parte do que vendem e te deem a ti outra parte. Se tiveres um bom número destes vendedores, poderás ter então a liberdade de tempo e de dinheiro para usufruíres como entenderes, e poderes contribuir nas ações sociais que achares por bem.

Parece-te bem esta fórmula para conquistares a tua liberdade?

Ter um fluxo contínuo de rendimento, vindo da atividade de outras pessoas que trabalham para ti? A mim também. Só tem um senão: não funciona.

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Não me interpretes mal. No que diz respeito a ganhares mais dinheiro multiplicando a tua acção através de empregados, funciona sim. Mas não no que diz respeito a trazer-te mais liberdade.

É que este modelo tem um defeito de fabrico: nenhuma das pessoas que tu contrataste é igual a ti e por isso tu precisas estar presente. Sempre.

E, tendo tu de estar presente, com a tua liderança, quando mais o teu projeto crescer, mais amarrado tu estás. Mais responsabilidades, mais problemas para resolver.

Um dia acordas e reparas que não foi para isso que tu construíste a empresa, o teu projeto era de liberdade e não de uma nova escravidão. Até podes ter uma gaiola dourada, mas continua a ser uma gaiola.

Então, não haverá uma solução? Será que não poderemos nunca ser livres de tempo, saúde, dinheiro e realização pessoal?

Eu penso que sim. Que há uma forma de conquistar a liberdade. E o mais interessante é que não é novidade nenhuma.

Imagina que és um carpinteiro. Fazes uma cadeira (e ganhas um salário pelo tempo gasto). Vendes a cadeira (e ganhas um lucro pela venda). Se quiseres voltar a ganhar dinheiro, terás de voltar a investir o teu tempo e a tua atividade fazendo e vendendo outra cadeira. Correto?

Esta é a forma linear de ganhar dinheiro, como expliquei lá atrás.

Agora imagina o seguinte:

Tu és um carpinteiro. Fazes uma cadeira e vendes a cadeira. Todavia, a pessoa que a comprou tem o compromisso de colocar 5 cêntimos numa caixinha, pregada na cadeira, de cada vez que se quiser sentar nela. Tu estás em casa, a descansar, e de repente… plim, 5 cêntimos na caixa.

Agora imagina que trabalhas como um louco e fazes mil cadeiras. E que em cada cadeira se sentam 5 traseiros por dia. dá 25 cêntimos por dia e por cadeira. 250€ por dia, 7500€ por mês.

O mais interessante é que ganhas o dinheiro, estando a comer, a dormir, a fazer mais cadeiras, a ler, a viajar. Não importa o que estejas a fazer, o teu rendimento é um residual permanente pelo trabalho que efetuaste uma só vez.

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Parece bom demais para ser verdade?

Não seria esta uma forma interessante de atingires a tão ambicionada liberdade de tempo e de dinheiro?

Pois é. Mas infelizmente para os carpinteiros o negócio da carpintaria não funciona assim. Mas há negócios que funcionam assim mesmo. Vou dar-te exemplo práticos de rendimentos residuais:

  • Tens dinheiro e investes algum. O rendimento que advém dos investimentos é um rendimento residual. Tu colocaste a tua energia (neste caso o teu dinheiro) no processo e, em resultado, recebes um rendimento desse processo. Podes investir na bolsa, imobiliário, etc.
  • Tens um talento intelectual qualquer: sabes escrever e escreves um livro, ou és músico e fazes um disco. Até podes demorar dois anos a terminar a tua obra, mas, depois de publicada, sempre que for vendida uma cópia tu ganhas uma percentagem. Mais uma vez, colocaste a tua energia (neste caso o teu talento e trabalho produtivo) e, em resultado do processo, recebes um rendimento residual, chamado neste caso “direito de autor”.

É claríssimo que nenhum destes dois tipos de rendimento estão indexados nem ao tempo nem à atividade, uma vez que não dependem nem de uma coisa nem de outra.

Imagina a liberdade que terias se tivesses um rendimento passivo (outro nome para os residuais) enorme que te permitisse levar a vida que ambicionas! Teres tempo e dinheiro para te poderes dedicar a qualquer coisa que desejasses, a ajudar quem quisesses e a desfrutar das coisas a que tens direito!

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Pois é, mas provavelmente não tens assim tanto dinheiro investido que te possa trazer rendimento persistente e suficiente. Por outros lado podes não ser músico nem escritor. E, mesmo que o fosses, terias de ser excecionalmente bom para poderes ganhar a tua liberdade dessa forma.

Então, este artigo serviu para coisa nenhuma? Não há soluções reais e viáveis para conseguires a tua liberdade?

Não te precipites. É claro que há. Alguém inventou, há mais de 60 anos, uma forma de democratizar os rendimentos passivos. Essa forma chama-se “recomendação”.

O modelo da recomendação remunerada é muito interessante pois toda a gente pode recomendar seja o que for. Mais, toda a gente recomenda coisas todos os dias. O golpe de génio foi alguém se ter lembrado de pagar a alguém uma comissão por uma venda efetuada a partir de uma recomendação dessa pessoa.

Imagina que lês um livro e o recomendas a 10 dos teus amigos. Se 2 ou 3 o comprarem, a livraria não te agradece sequer, pois não? Claro que não. Mas se o fizeres online, através da Amazon, por exemplo, a Amazon paga-te uma percentagem por cada venda efetuada por recomendação tua. E, sempre que aquela pessoa lá voltar a comprar um livro, a Amazon continua a pagar-te.

Como a Amazon, milhares de empresas e produtos na Internet se vendem desta forma: retribuindo a recomendação. Estes sistemas chamam-se “sistemas de afiliados” e são as formas mais populares de criação de rendimentos passivos.

Há outra forma, ainda mais poderosa de criação de rendimentos residuais: o marketing de rede. Neste modelo existe uma empresa que distribui produtos na base da recomendação e que tem mesmo programas de carreira para os recomendadores. Aqui podes criar uma verdadeira organização de pessoas, que recomendam a pessoas que recomendam a outras pessoas, e tu recebes uma comissão por todos ou por parte de todas essas recomendações.

Facilmente entendes que por muito baixa que possa ser a percentagem (e normalmente não é assim tão baixa), a possibilidade de rendimento é astronómica.

Imagina que cada pessoa recomenda a uma outra todos os meses. Ao fim de um ano tens 4096 recomendadores e tu ganhas uma percentagem sobre todos os produtos comprados por todas essas pessoas.

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É incrível o que fazem estes novos modelos de criação de riqueza. Digo “novos”, não porque tenham sido inventados recentemente, mas porque estão agora a criar massa crítica de beneficiários e por isso estão em início de momentum.

Os rendimentos residuais, ou royalties, ou ainda rendimentos passivos, são a melhor forma de criar riqueza de tempo e de dinheiro, e assim teres recursos para te desenvolveres em termos de saúde e de realização pessoal.

Para mim isto é liberdade: teres dinheiro, tempo, saúde e realização pessoal em abundância para te podes dedicar a ajudar quem quiseres, a fazer o que quiseres quando quiseres com quem quiseres. Poderes ter as coisas de que necessitas e dar a quem gostas tudo quanto lhes faz falta.

Imagina não depender do patrão, nem da conjuntura económica, nem do FMI, nem do banco!

Em tempo de crise todos clamam por Liberdade, mas poucos sabem como consegui-la. Tu agora já tens algumas pistas.

Sucesso,

Rui Gabriel

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Liberta-te: Artigos para Novos Empreendedores Numa Nova Economia

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>> Parte 1: Geração Quinhentista;
>> Parte 2: Criar o Próprio Emprego;
>> Parte 3: Um Emprego e um Plano B;
>> Parte 4: A Economia Mudou;
>> Parte 5: Part Time;
>> Parte 6: Internet Marketing Para Todos;
>> Parte 7: Será Que És Empreendedor e Não Sabias?;
>> Parte 8: Soluções Imediatas Para Problemas Complicados;

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