Sê a Mudança que Gostarias de Ver no Mundo – Ghandi

Esta é a minha crença e no episódio de hoje mostro-te o quão forte ela é. Quem sabe pode inspirar-te alguma coisa.

Quando se querem ver mudanças, umas pessoas exigem que as coisas mudem, outras mudam. São estas que são os agentes de mudança.

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 Clica no Play para veres o vídeo ou lê a transcrição:

Eu gostava de ver muitas mudanças, mas descobri que não há muita diferença entre “gostar de ver mudanças” e “ser um ator de mudança”, ser um agente de mudança.

Vou dizer-te as coisas que eu gostava de ver, e algumas delas eu vejo:

– Eu gostava de ver as pessoas a terem a oportunidade de ganharem mais dinheiro do que aquele de que precisam.
– Gostava de ver uma sociedade em que o dinheiro não fosse o motor de tudo o que se passa. Não fosse o motivo para as pessoas trabalharem, não fosse o motivo para as pessoas se levantarem de manhã, não fosse o motivo para a sociedade funcionar,

Eu gostaria que fossem outras coisas esse motivo. Gostaria que fossem um determinado tipo de valores:

– Gostaria que fosse a solidariedade
– Gostaria que fosse o crescimento pessoal
– Gostaria que fosse a realização pessoal a todos os níveis, incluindo espiritual, material, física, mental e emocional.

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Isso eu gostaria de ver!

– Gostaria de ver que todas as pessoas têm as mesmas oportunidades, mas sei que não é assim.
– Que todas as pessoas tivessem a oportunidade de desafiar-se e de superar desafios.

Gostaria de ver um mundo em que:

– Todos nós recebessemos educação que nos ajudasse a crescer como pessoas, que nos ajudasse a elevar a cidadania, a contribuição e o nível de humanidade.
– Gostaria de ver uma sociedade em que as artes tivessem um papel tão importante como as ciências, ou que a filosofia, a história e a literatura fossem valorizadas da mesma forma que são as ciências.
– Também gostava que, no desporto, a esgrima e a natação, o xadrez, o andebol, o hóquei em patins, tivessem o mesmo peso que o futebol.
– Eu gostaria que realmente houvesse uma igualdade de oportunidades.

Mas isso não é assim. Esse mundo não existe ainda, não sei se alguma vez vai existir, mas estou determinado a fazer a minha parte.

Fundámos a Tribo para dar poder às pessoas: para todos terem a oportunidade de terem o seu próprio negócio, ganharem dinheiro fazendo as coisas que gostam de fazer.

Não creio que Deus nos desse uma vocação, que nos desse um papel no mundo e depois nos dissesse:

– Ok, tens este papel, mas agora tens de ir fazer outra coisa porque precisas ganhar dinheiro para viver.

Não acredito nisto, não acredito que Deus fizesse uma coisa assim.
Portanto acredito que:

“Por detrás de todas as paixões existe uma forma de se poder viver dessa paixão”.

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E acredito tanto nisso que apostei a minha vida nisso, dediquei a minha vida a isso: a ajudar pessoas a descobrirem esse caminho como eu descobri o meu. Eu fiz esse caminho.

Nesse contexto, eu acho que todas as pessoas deveriam ganhar mais dinheiro do que aquele de que precisam porque o dinheiro existe em abundância, ele está aí, não desaparece e, se nós valorizarmos uma pessoa e encontrarmos a forma para essa pessoa converter o valor que tem em dinheiro, ninguém tem necessidade de passar necessidade.

É assim que eu vejo as coisas.
Vejo também que nem todas as pessoas têm as mesmas oportunidades. Há pessoas que não têm as oportunidades que nós temos.

Eu digo muitas vezes:

– “Se puderes ser rico, sê-o”. “Se puderes ficar rico, fica“.

Porque aquilo tudo que tu consegues acumular e que não te serve porque não precisas de tanto, há muitas pessoas que não têm a capacidade que tu tens para gerarem rendimentos e precisam da tua contribuição, precisam da tua ajuda.

Por isso fundámos o GAS (O Grupo Ação Social) e temos ações na Guiné, temos ações no Benin e ações em Moçambique, precisamente para ajudar, não a equilibrar o mundo pois não acho que o mundo esteja desequilibrado (acho que o mundo está bem equilibrado) por isso o mundo conta com o que eu tenho em excesso que eu possa dar a outros que têm menos.

Esta partilha é tanto em termos materiais, dinheiro e outros recursos, mas também em termos de conhecimento, em termos de experiências de vida, de conhecimento pessoal, em termos de espiritualidade… a todos os níveis.

A sociedade e o mundo funcionam quando vivemos num mundo de partilha que é o nosso estado natural. O mundo já está equilibrado. Se fizermos a nossa parte e nos tornarmos na melhor versão de nós próprios e partilharmos com outras pessoas o melhor que nós somos o mundo está no seu estado natural que é de equilíbrio.

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Obrigado por isso, obrigado a ti por estares aqui. Creio que tens um papel exatamente igual ao meu que começa por não interferir no equilíbrio que já existe no mundo, no universo:

Fazer a nossa parte significa estar de acordo com esta regra universal que é:

– Nós estamos todos ligados e aquilo que tens em excesso faz falta a outra pessoa. O que tu tens de bom, também faz falta a outra pessoa e aquilo que te falta a ti, outras pessoas podem ajudar-te a suprir essa falta.

É nisto que eu acredito, é esta a visão que tenho do mundo. E porque é esta a visão que tenho do mundo é esta a filosofia de vida que inspira o meu trabalho.

 

 

 


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