“Perder tempo em aprender coisas que não interessam, priva-nos de descobrir coisas interessantes.” – Carlos Drummond de Andrade

O que interessa a cada pessoa é ao mesmo tempo uma causa e um efeito da sua realização pessoal.

Eu penso que todo o tempo é precioso. Só gostaria de ter mais uma ou duas horas em cada dia. Quando estou a trabalhar faço o que tenho a fazer com entusiasmo e aproveito todas as migalhas de tempo que me são dadas.

Reparei que um terço do meu tempo era desperdiçado. É o chamado “downtime”. Tempo sem utilidade.

Isso significa que, se eu morrer com 90 anos, só vivi 60.

É pouco. Decidi então, há alguns anos, transformar o “downtime” em “uptime”. Tempo útil.

Faço o seguinte:

  • Tenho um livro na casa de banho que leio, uma página de cada vez, quando lá vou. Leio ali uma média de 7 a 8 livros por ano.
  • Tenho outro livro no carro. Se tenho um encontro, e alguém se atrasa, leio.
  • Tenho um outro na mesa-de-cabeceira. Leio quando não tenho sono.
  • Ando sempre com o meu moleskino, tomo notas de tudo. Mais recentemente descobri que o meu telefone tem gravador de voz e gravo se não posso escrever (se estou a conduzir, por exemplo).
  • O meu telefone tem leitor de Mp3. Tenho ali sempre uma dúzia de cds de desenvolvimento pessoal. Neste momento tenho dois do Wayne Dyer, um do Jeff Olson, um do Joe Vitale, outro do Tim Sales, dois do Dr Camilo Cruz, um de Geovanni Perotti, uma palestra do Robin Sharma, um audio do Silvio Fortunato (“A Fórmula do Sucesso”), um do José Carlos de Oliveira (“Liberte o seu Potencial”) e um meu (“Os Vírus da Atitude”). Ouço-os de manhã durante o meu treino de uma hora e sempre que estou a conduzir (mais ou menos uma hora e meia todos os dias). Troco cerca de metade deles todas as semanas por outros.

Se fizeres as contas, aproveito no mínimo de 3 a 4 horas por dia. Consegues imaginar o quanto consegues progredir com 3 horas de melhoria pessoal todos os dias? 15 horas por semana útil (excluindo os fins de semana!), 780 horas por ano?

Ao fim de 5 anos estás anos-luz à frente de 99% de todas as pessoas que conheces, simplesmente porque foste diligente com o tempo que te foi dado.

Será que isto significa que eu não me divirto? Não. Se reparares não substituí nenhuma das minhas actividades pela leitura nem pelos áudios: adicionei. O tempo de lazer é tempo de lazer. Não é por não ser produtivo que é desperdiçado. Não. Esse cumpre outro papel que não o da produtividade profissional.

Não penses porém que todo o teu “tempo livre”, fora do teu horário de trabalho, é tempo de lazer. Não é. O teu tempo é para tu te desenvolveres, para estudares, aprenderes, melhorares-te. Não caias no engano de pensar que ter tempo livre é viver desocupado 16 horas por dia. É isso que pensam e fazem todas as pessoas que não chegam a lugar nenhum.

Por outro lado, todas as que têm sucesso no trabalho, relacionamentos, saúde, realização pessoal são pessoas que investem nisso todos os 86.400 segundos do seu dia. E, mesmo assim, são poucos, na minha opinião.

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