“Para ter é preciso dar.”

A abundância é como as ondas do mar: continuam sempre a vir, sem parar. Depois de uma há sempre outra, e outra e outra.

Em muitas culturas a água é símbolo de fertilidade e abundância e hoje pareceu-me uma boa comparação com a nossa própria fertilidade e abundância.

Para teres um vida abundante precisas de ser fértil. A natureza ensina-nos: bom solo, bastante água e sol fazem crescer todas as coisas. Contudo, todas as coisas precisam de ser passadas em frente: os nutrientes têm de passar das raízes até as folhas e das folhas até cada célula. A semente precisa de se metamorfosear em rebento, a água tem de atravessar as raízes e escoar.

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Todas as coisas estão em desenvolvimento, em transformação. Essa transformação é aquilo que traz a realização do potencial das coisas. E esta realização é o que significa abundância.

Essa é a nossa natureza: uma vida abundante. Não temos de lutar para tê-la, somente deixar de atrapalhar o curso natural das coisas, conectar-nos com elas e deixar fluir.

A primeira barreira que a maior parte das pessoas coloca na abundância é a retenção.

Quando cruzas o braços em defesa, quando deixas de partilhar porque pode não chegar para ti, quando não passas informação em frente por receio da concorrência, quando deixas de contribuir, quando procuras que te dêem valor mas tu mesmo não dás nada a ninguém, és uma cisterna.

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Enches-te da água que te é dada, mas tu mesmo não a distribuis. Alguma apodrece, outra evapora-se e tu sentes que tens de a proteger ainda mais, sugando ainda mais e dando ainda menos, num ciclo mortífero de tentativas de sobrevivência.

  • É assim que a maior parte das pessoas lida com as crises financeiras: retenção.
  • E é assim que as crises acontecem: retenção.

Contudo, a natureza diz-nos precisamente o oposto.

Para floresceres e prosperares, precisas de ser fluido. Receber e distribuir conhecimento, riqueza, tempo, amizade, experiências. Esse é o segredo para uma vida abundante: ser como um rio, num ciclo constante de contribuição.

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É que, por muito estranho que te possa parecer, tu nunca serás mais do que aquilo que passas em frente. O teu valor corresponde com o valor que trazes à vida das outras pessoas:

  • Trazes muito? Vales muito e recebes muito
  • Trazes pouco? Vales pouco e recebes pouco
  • Não trazes nada? Não vales nada e não recebes nada.

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4 thoughts on “Água da Cisterna ou do Rio? Para “Ter” é Preciso “Dar”?”

  1. Rui, há muito tempo te acompanho lendo seus artigos e vejo em você uma fonte inesgotável de doação dos seus conhecimentos, é por isso que colhes tanto, tanto, do que tens plantado.
    Grato.

    1. Amado, obrigado pelo teu apreço. Na verdade todos colhemos sempre do que plantamos. Não o que plantamos, mas DO que plantamos. Se plantamos batatas não colheremos cenouras, Poré, se platamos 10 batatas, poderemos colher 1000. Correto?

    2. Amado, obrigado pelo teu apreço. Na verdade todos colhemos sempre do que plantamos. Não o que plantamos, mas DO que plantamos. Se plantamos batatas não colheremos cenouras, Porém, se plantamos 10 batatas, poderemos colher 1000. Correto?

  2. Adoro ler suas histórias, seus artigos e ensinam-nos tanto.Algumas coisas eu sinto que já sabia, mas não as sei escrever.Muito grata pelos seus mails.
    É um imenso prazer lê-lo.
    Maria Silvéria dos Mártires

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