“A recompensa está no fazer.” Charles Schulz

Nós somos assim mais ou menos como o cão do Pavlov: quase tudo o que fazemos é por causa da recompensa.

Enquanto não atingimos o nosso objectivo vamos salivando de antecipação, saboreando já a vitória futura.

Isso é excelente.

Vais usufuindo da recompensa enquanto a persegues e isso mantém-te focado, motivado e activo.

Afinal não somos tão diferentes do nosso irmão cão, e aposto que ele nunca assistiu a nenhuma palestra motivacional, nem lhe foram ensinados métodos de elevado desempenho mental e muito menos técnicas de gratificação gradual.

Simplesmente o desejo toma conta de tudo.

O mundo desaparece, o foco fica completo e total.

Já ouviste dizer que “conquistarás tudo o que desejares, se o desejares com força suficiente“? Não? Bem, agora já.

O cão, assim como eu e tu, responde a um estímulo. É um reflexo que nos condicionou o cérebro por forma a executar uma resposta automática, mesmo que em si o estímulo nada tenha que ver originalmente com a nossa resposta.

Um exemplo que talvez reconheças (eu reconheço-o bem): Tens uma empresa falida. Os credores querem receber o dinheiro a que têm direito. Tu queres pagar a toda a gente, mas o dinheiro não chega. O telefone toca: um credor a pedir dinheiro. O carteiro toca à porta: uma carta de um advogado, o telefone toca de novo, nova angústia, novo credor, mais cartas vêm no correio.

Dentro em pouco sempre que o telefone tocar tu começas a transpirar, sempre que tocarem à porta tu ficas em pânico outra vez. O que têm as campainhas a ver com a adrenalina e o medo? Em si, nada, mas elas condicionaram o teu cérebro a responder daquela forma porque estiveram associadas vezes suficientes com coisas negativas e ameaçadoras.

O mesmo se passa com o teu chefe, por exemplo. Se ele trata toda a gente mal, assim que ouvem passos no corredor fica logo toda a gente calada e com receio. Afinal era a senhora da limpeza, mas o stress subiu até à nuca e a adrenalina vai demorar uns bons minutos ou horas a metabolizar.

A diferença entre ti e o cão

(se é que há alguma eheheh, perdoa o meu sentido de humor),

é que tu podes escolher mudar o estímulo, iniciando um processo de cura interior.

Se a visão do carteiro te causa angústia faz alguma coisa que a torne gratificante.

Por exemplo, sempre que o vires diz: “dinheiro, é ele que trás o dinheiro” e imagina que ele traz cheques para ti, vindos de algum lado. Depois cria esse “algum lado”. Faz alguma coisa que permita que as pessoas te enviem cheques. Escreve um livro, dá aulas, vende alguma coisa na internet, pega naquilo que sabes fazer melhor e transforma isso num negócio online.

Cria o corredor através do qual as pessoas te possam enviar dinheiro pelo correio.

Vais ver que dentro em breve o carteiro ficará associado a uma emoção positiva.

Faz o mesmo com o telefone, ou com uma determinada pessoa que evitas, ou com outra coisa qualquer.

Seja o que for que te condicionou a mente a responder com emoções negativas tu podes mudar isso mudando as associações que fazes na tua mente.

E, para mudar essas associações, tens de agir, fazer alguma coisa, ser criativo ou criativa.

É por isso que, mesmo em circunstâncias muito difíceis, algumas pessoas dão sempre a volta por cima: mudam o negativo em positivo, a desvantagem em vantagem, em vez de andarem a chupar o limão e a fazer caretas, fazem limonada, saciam a sede e ainda vendem o restante, com bom lucro.

Afinal há mesmo umas diferençazitas entre nós e o cão e ainda bem, digo eu.

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