Já foste enganado alguma vez? Como te sentiste? Péssimo não foi? Infelizmente não estás sozinho. Hoje vou mostrar-te uma das maiores mentiras dos últimos 200 anos: Precisas de um Emprego.

Podes ter um emprego e ser feliz? Claro que sim. Podes fazer lá precisamente aquilo que gostas, e adorar a quantidade de dinheiro que recebes no final do mês? Evidentemente. Este artigo é para ti também. Como eu trabalho em casa, por conta própria, mas já tive empregos, vou partilhar contigo a minha experiência. Não te escandalizes, é só a minha opinião 🙂

Eu não tenho um emprego, tive dois, há algum tempo, e detestei. Aqui partilho contigo as 9 razões que me levaram a deixar esse emprego, despedir o patrão e a nunca mais querer nenhum.

Quando se chega ao 9º ano de escolaridade, os adolescentes têm de escolher uma área de estudos. Para nos ajudar a escolher uma para uma das minhas filhas, tivemos uma reunião com a psicóloga da escola.

Apreciei bastante o trabalho dela, tentando dar pistas acerca do que é mais natural e adequado para a minha filha. Se é mais para as ciências, se é mais para as artes e para as humanidades. Ela deu as suas opiniões com base nos dados escolares e em conversas com a minha filha. Bom trabalho.

A parte divertida porém veio quando sugeriu algumas opções de carreira com base em “saídas profissionais” e oportunidades de emprego. Aí estragou tudo!

Imaginas falarem de opções de vida com base em “ser mais fácil ter emprego” a dois pais que não têm emprego, decidiram que nunca mais iam trabalhar para outra pessoa e que acham que todos os seres humanos devem realizar o seu potencial fazendo o que adoram independentemente de ganharem dinheiro com isso ou não? E, mais importante ainda: não só acham isso como o fazem diariamente e ensinam outras pessoas a terem o mesmo tipo de liberdade?

O que achas que a psicóloga ouviu imediatamente? Foi isso mesmo:

– A minha filha vai estudar o que ela quiser e fazer o que a fizer feliz, porque o dinheiro para ela nunca vai ser problema.

A psicóloga, primeiro engasgou-se um pouco, mas depois engasgou-se a sério e esbugalhou os olhos quando percebeu que eu não estava a referir-me a ela poder mesmo ganhar a vida fazendo o que adora e, quem sabe, ficar mesmo bastante confortável de vida fazendo isso mesmo.

Falámos disso com entusiasmo e certeza, e, depois de 15 segundos de digestão, ela encaixou a ideia e deu-nos os parabéns por pensarmos dessa forma… que deveria ser sempre assim… que as crianças não deveriam ser levadas a optar por carreiras que não gostam somente por causa da pressão financeira. Eu acrescentei que os adultos também não e ficámos amigos.

Ao longo da minha vida tive 2 empregos. Fui funcionário público quando fui professor em duas escolas públicas e, anos mais tarde, designer gráfico numa empresa de eventos.

Mais tarde tive 2 empresas e fui patrão. Ser patrão não é melhor que ser empregado, é aliás muito pior. Por isso, quando falo em “despedir o patrão” é o que eu fiz a mim mesmo quando tinha as empresas e as encerrei, sendo eu o meu próprio patrão, despedi-me a mim mesmo.

Vou dizer-te as minhas 9 Razões para Não Ter Um Emprego. Podes não concordar com nenhuma, podes concordar com algumas, ou podes concordar com todas. Deixo isso ao teu critério. Gostaria porém de ter a tua opinião na forma de comentário, lá no fundo da página. Pode ser?

As Minhas 9 Razões para Não Ter Um Emprego

1- Pagar para trabalhar.

Um dia um amigo disse-me que não queria ter um negócio próprio porque isso era pagar para trabalhar. Considerava que o investimento num negócio e a consequente carga de trabalho associada a trabalhar por sua conta o colocavam numa pressão financeira que ele não queria ter.

Concordo com ele. A maior parte de nós não lida bem com pressão financeira, falta de dinheiro, responsabilidades, pagamentos, prestações, etc…

Não concordo com ele quando ele fala do “pagar para trabalhar” no contexto do negócios próprio e não fala da mesma forma no contexto do emprego.

Na verdade, qualquer pessoa que tenha um emprego, paga literalmente para trabalhar:

  • –  Capacitou-se tirando um curso, acreditando que iria usufruir desse investimento no futuro, porém, num grande número de casos, o emprego que se consegue não tem nada a ver nem com a paixão da pessoa nem com o curso que tirou, e que lhe custou uma fortuna e vários anos de vida. Investiu enormemente em dinheiro, tempo e dedicação, na expectativa pouco segura de resultados futuros.
  • – Só para ir à entrevista de emprego pagou deslocações, investiu o seu tempo, sem garantia de que fosse contratado (investiu na possibilidade de ser bem-sucedido)
  • – E, claro, trabalhou pelo menos durante um mês inteiro pagando todas as despesas do seu bolso, antes de receber o primeiro salário. Considera isso o Investimento Inicial = Pagar para trabalhar.

Não há grandes diferenças entre o investimento que faz um empregado e um investimento feito por um empreendedor: Ambos “pagam para trabalhar”. Um empregado paga para trabalhar para um patrão. Um empreendedor para para trabalhar para si próprio.

2- Horários de brutalidade (isenção de horário ainda é pior).

Quem manda no tempo de uma pessoa, comanda essa pessoa. Quando eu era professor e quanto era designer numa empresa (os dois empregos que tive) senti o que é ter um horário.

Ter horas para entrar, marcarem faltas se não aparecer, ter de pedir por favor para ir com o filho ao médico, não poder ir para a praia, para o campo ou para outro lado qualquer quando se tem vontade de estar com a família… é uma violência ao bem-estar das pessoas. Isto é o que fazem os horário fixos. Com a agravante que descambam frequentemente em horas extraordinárias, não-remuneradas, que comprometem a vida familiar, afetiva e mesmo a saúde das pessoas e suas famílias.

Isto eu vivi quando fui funcionário público e tinha um horário fixo.

Mais tarde, quando tive o emprego de designer gráfico, aceitei-o pedindo isenção de horário. Pensava que resolvia o problema do horário fixo, mas fui ingénuo: trabalhei ainda mais horas. Na época tinha nascido a minha segunda filha, a minha esposa decidira deixar o seu emprego e ficar em casa a cuidas das duas filhas pequenas e, ainda assim eu despedi-me.

Comecei o meu negócio próprio, sem dinheiro nem conhecimentos, mas já sabia o que não queria: ter um emprego em que outras pessoas sejam donas do meu tempo.

3- Dar a vida para ganhar a vida (nova escravatura).

Eu penso muito em liberdade. É uma coisa que me diz muito, e sei que é sempre preciso pagar um preço pela liberdade.

Quando penso no período em que fui empregado e observo os meus amigos e familiares que têm empregos, fico sempre um pouco triste.

Quando havia escravatura, os escravos só existiam para trabalhar mantendo um sistema desenhado para os manter escravos.

Tinham os seus cuidados básicos de saúde, casa, comida, roupa, tanto para si como para as suas famílias, para produzirem mais escravos que perpetuassem este estado de coisas.

Um empregado típico trabalha diariamente para ter casa, cuidados de saúde, comida e roupa, para si e para a sua família, para que os seus filhos possam crescer da mesma forma, educados da mesma maneira e fazerem precisamente o mesmo quando entrarem no mercado de trabalho.

Sobre pouco dinheiro e pouco tempo. Somente o suficiente para manter as pessoas abaixo da linha da revolta. Não vejo muitas diferenças entre um escravo do século XVII e um empregado do século XXI.

Não sei se concordas comigo, mas esta ideia de “dar a vida para ganhar a vida” parece-me idiota.

4- Dedicar-se a realizar os sonhos de outras pessoas que não se interessam conosco.

Considero que o emprego foi o formato que a sociedade encontrou de manter populações inteiras a colaborar na realização do sonho de uma pessoa.

Um visionário imagina novos meios de locomoção. Investe o seu tempo energia e dinheiro na invenção de uma máquina que leve as pessoas de um lado para o outro. Tem a visão de mudar o mundo com trocas comerciais rápidas, aproximando as pessoas e fica entusiasmado com a ideia.

Dentro em breve, nascia a indústria automóvel, gerando milhões de empregos. Milhões de empregados trabalham incansavelmente, doando seus recursos de tempo e dinheiro para concretizar o sonho do senhor Benz que inventou o primeiro automóvel.

Isso é mau? Claro que não. Há muitos benefícios em se ter um emprego, contudo nenhum deles te ajuda a realizares a tua própria visão nem o teu próprio sonho, pelo menos enquanto tiveres esse emprego e deres a tua vida para concretizar o sonho de outra pessoa, pessoa essa que não quer saber de ti para nada.

Não te escandalizes por favor com o que te digo. Estou a dar-te a minhas razões para não ter um emprego, tu poderás ter as mesmas, ou ter outras ou não ter nenhumas. Contudo o que te digo é real e vale a pena pensares nisso.

5- Trabalhar em competição (mesmo que lhe chamem “colaboração”).

Penso que há pessoas que gostam de fica na mesma anos e anos, toda a vida. Quanto menos mudança melhor. Quanto mais-do-mesmo melhor. Não evoluem, porém preferem evitar qualquer tipo de risco e desconforto do que abraçar qualquer melhoria, porque isso implicaria mudança.

Estas pessoas vivem na ilusão da segurança. É só ilusão como vais ver a seguir, porém fá-las ficar sossegadas.

Todas as outras, porém, e são a maioria, gostam de fazer mais e melhor. Gostam de evoluir, ganhar mais dinheiro, trabalhar menos, ou trabalhar melhor, ter mais qualidade de vida, mais regalias.

Num contexto de um emprego algumas destas coisas todas vêm com uma “promoção”.

Todos gostamos de ser reconhecidos pelo nosso trabalho e recompensados por isso. Num emprego a promoção é precisamente esse reconhecimento. Traz mais dinheiro, porém normalmente mais responsabilidades e pior qualidade de vida.

Mesmo assim todos querem aquela posição de chefia, apesar de ser somente uma, estar ocupada, e haver 30 candidatos. Travam-se lutas e a inveja toma lugar numa organização assim muito facilmente.

Ambientes de trabalho competitivos têm as suas vantagens e as suas desvantagens. Pessoalmente prefiro os ambientes de trabalho colaborativos. Criam-se laços entre as pessoas, aguça-se a criatividade, melhora-se o desempenho e a qualidade de vida das pessoas.

Consegues imaginar um ambiente de elevada produtividade, em que toda a gente ganha muito, se expressa livremente, sente que está a contribuir com as suas ideias opiniões e experiência para o bem comum?

Vês-te a trabalhar dessa forma? Eu também. Como não o achei num emprego, decidi procurar e criar uma equipa de empreendedores independentes, livres, mas colaborativos, em que todos tem um contributo a dar e todos a receber.

6- Insegurança.

Um dos argumentos que apresentam os “defensores das vantagens de ter um emprego” é a “segurança”. Costumam dizer assim:

– Pelo menos tenho o salário certo no fim do mês.

Pessoalmente detesto a ideia de ter um rendimento fixo. Para mim significa que, por mais que me esforce não posso ganhar mais do que aquilo. Detesto isso.

Também não gosto da ideia de serem outras pessoas a dizerem quanto eu valho. Acho que o valor de uma pessoa é algo dinâmico, que amanhã valho mais do que valho hoje e que mereço mais do que mereço hoje, uma vez que valho mais.

Gosto da ideia de ser eu a decidir quanto dinheiro ganho sabendo como que ganho conforme o meu valor.

Há milhões e milhões de desempregados que acreditaram na segurança de um emprego e de um salário fixo. Deixar a nossa vida e as vidas das pessoas da nossa família nas mãos de um patrão, ou de um gerente é uma coisa que não quero para mim.

Muito menos ter de aceitar algo menos que profundo respeito de todos pelo meu trabalho e pela minha pessoa, e ter de engolir qualquer tipo de abuso porque tenho medo de perder esse emprego.

Não imagino maior insegurança do que esta: deixar a vida nas mãos de outras pessoas que não têm propriamente os meus melhores interesses no topo das suas prioridades.

7- A mentira da reforma.

Vou falar-te da reforma. Somo enganados por um esquema de pirâmide operado pelo estado e desenhado para nos lixar a vida. E esta é uma mentira que a maioria  aceita, como aceita quase tudo o que se lhe põe na frente.

Continuam a acenar-nos com a cenoura da Reforma:

“Quando me reformar, então sim. Vou ter tempo para desfrutar a vida, viajar, dedicar-me às coisas de que gosto”.

Este poderia ser o slogan de um anúncio publicitário, cheio de publicidade enganosa.

Olha os reformados para veres a realidade: Deram a vida trabalhando para outras pessoas, deram a saúde, o tempo, a energia. Agora, recebem uma reforma suficiente para pagarem os medicamentos de que precisam para se manterem vivos, doentes e com dores.

Onde está o tempo com a família? Onde estão as viagens? Onde está o desfrutar da vida?

Fico muito triste quando vejo os reformados no banco a largarem os dias sem fazerem nada. Os idosos no centro de dia, depois de terem passado uma vida inteira trabalhando pelos desejos e caprichos de outros.

Acho que merecem melhor sorte. Porém, as mesmas pessoas que lhes disseram a mentira continuam a mentir aos mais novos. Como se não fosse claro aos olhos de toda a gente.

Eu acho que ainda há muitas pessoas a acreditarem na mentira da reforma porque o facto de não acreditarem as colocaria numa posição emocionalmente intolerável.

Eu acredito que podemos todos reformar-nos aos 50, com meios de geração de riqueza contínuos e permanentes, sem sobrecarregar a máquina falida da segurança social. Hoje temos tecnologia e conhecimento suficiente para trabalhar-a-partir-de-casa, ou de onde quisermos, durante o tempo que quisermos e esquecer isso da idade da reforma.

Reforma é quando um homem quiser. Para sem muito sincero contigo, sinto-me um reformado, porque faço o que quero, quando quero, não tenho emprego, e ganho quanto dinheiro preciso e um pouco mais, que uso em ações humanitárias de impacto considerável.

Deixei de acreditar na mentira da reforma e isso levou-me onde estou hoje.

8- Os filhos são criados por estranhos.

Já referi lá em cima que a minha esposa Melissa decidiu ficar em casa com as crianças e deixar o emprego de professora quando nasceu a nossa segunda filha, 17 meses depois da primeira.

Naquela época foi uma decisão difícil, que me levou a deixar o emprego que tinha e a começar a trabalhar para mim próprio. Fui bastante incompreendido por trocar o certo pelo incerto, mas pelo que escrevi neste artigo já entendeste que não poderia ser de outra forma.

A razão que levou a Melissa a deixar a escola e ser mãe a tempo inteiro teve a ver com o facto de ela, como a maioria das mulheres, sofrer muito só de pensar em ter pessoas estranhas a mexerem e cuidarem das nossas filhas. Conheço muitas mulheres que se tornaram mulheres empreendedoras para ficaram com os filhos recém nascidos, durante o tempo que quisessem, sem terem de os entregar aos cuidados de ninguém.

Foi essa a nossa opção e até hoje nem a Melissa nem eu voltámos a ter um emprego. Hoje as nossas filhas (tivemos 4) estão crescidas, trabalham a partir de casa, como nós.

9- Não ter tempo para se fazer aquilo que na realidade nos faz felizes.

Um emprego ou uma carreira são como sanguessugas: para crescerem precisam do teu sangue, e, quanto mais crescem, de mais sangue precisam.

Por esse motivo as pessoas de maior sucesso são as mais ocupadas.

Por esse motivo, é bom sinal andar tão ocupado que não se tem tempo para nada. Usar não um mas dois ou três telefones que nunca param, não ter férias ou ir de férias com o telefone e o computador porque tem de se trabalhar sempre.

No outro dia passei um dia inteiro no sofá a ver filmes, a ler e a preguiçar. Era 4ª feira.

Não pude evitar recordar-me tanto do tempo em que era empregado como do tempo em que fui patrão e o impossível que isso seria naquela época.

Mesmo que até tivesse o tempo para passar uma ou duas horas sem fazer nada, eu entraria em tamanho stress que tinha de inventar algo para fazer. Estar sem trabalhar era impensável.

Eu achava que sucesso é igual a não ter tempo livre, hoje penso que não precisar de usar relógio nem precisar de ter uma agenda é o top do sucesso na vida de qualquer pessoa

Se visse uma pessoa a “desperdiçar” tempo a jogar, a ver tv ou a brincar com os filhos ou os amigos, eu julgava logo a pessoa: “desocupado” e desdenhava.

Estava errado. Estar “desocupado” fazendo o que adoramos é a única ocupação que vale mesmo a pena ter. Hoje vivo isso e compreendo isso. Posso dizer que vivo literalmente a vida que quero, e faço aquilo de que gosto.

Adoro ler, ver filmes, compreender a natureza humana, ajudar pessoas a entenderem-se melhor e a serem mais produtivas e mais felizes. É isso que gosto é isso que escrevo neste blog e este blog que me proporciona a vida maravilhosa que tenho com o dinheiro que ganho nele.

Não me imagino sequer a ter de novo um emprego. O que te parece?

Acho que a mente depois de expandida nunca mais volta à sua dimensão original e, depois de ter feito o percurso que fiz,  ter explicado as minhas 9 razões para não querer um emprego, estou muito entusiasmado por poder proporcionar algo assim a muitas pessoas ensinando-as a viver desta forma.

No Caso Provável de Te Identificares Com Alguma Coisa Que Acabaste De Ler, Eu Adoraria Ter A Tua Opinião Aqui por Baixo. A Tua Opinião é Importante Para Mim e Para os Restantes Leitores. Obrigado.

 

 

22 thoughts on “As Minhas 9 Razões Para Não Ter Um Emprego”

  1. Olá! Compreendo e aceito que a vida é para ser vivida no seu melhor mas por outro lado, o dinheiro não cai do céu e é preciso pagar escola, remédios, e até falo de coisas básicas. Por isso, ???

    1. Micaela, o interessante não é Não Ter Um Emprego e passar necessidade 🙂 Isso eu não gostaria. O que me refiro é que,não tendo um emprego posso ter uma vida muito melhor, ganhar mais dinheiro e ser muito mais feliz do que com ele. Isso é o que eu faço e este artigo fala da minha vida pessoal e das minhas opções. Acredito que possas ficar um pouco confusa, mas poderás ter mais informações depois de veres o vídeo que acedes nesta página: http://trabalho-a-partir-de-casa.com . Foi o que eu fiz.

  2. Rui, posso tratá-lo assim?

    Li todo o texto, do começo ao fim, e me vi em cada linha, cada pensamento, cada momento que você viveu, inclusive o fato da minha esposa ter parado de trabalhar, para cuidar dos nossos três pequenos filhos na época. Eu e ela, optamos por eu assumir todas as despesas da casa, a correr o risco de estranhos “cuidarem” dos nossos filhos, nunca me arrependi dessa decisão.
    Trabalhei durante 28 anos e meio em uma empresa de telecom, com sede na minha cidade. Foi o meu primeiro trabalho, me especializei no que fazia, era um técnico em telecomunicações master, bonito o título, não é? Depois resolvi que para ter mais oportunidades e abrir o leque, fiz um curso de nível superior em Publicidade, Propaganda e Marketing. Tudo ia bem, e como você citou, me sentia seguro, e pior, acomodado, até que um belo dia, sem nunca imaginar, mas lá no fundo sabia que iria acontecer um dia, mas que podia ser mais distante, então levei um belo chute no traseiro. Passei vários anos me sentindo sem chão, perdido. Como recuperar o que havia perdido? Passei por vários novos trabalhos, fora claro, do que eu sabia fazer e gostava, mas era o que se podia encontrar.
    De alguns anos para cá, comecei a ficar pensativo sobre essa mesma questão, ou seja, ser empregado e passar por tudo de novo, ser empreendedor no Brasil, não é fácil, se conheces um pouco do que se passa por aqui do outro lado do Atlântico. Muitos impostos e altos, sistema tributário complicado, se paga impostos 3, 5 ou mais vezes, o que leva as pessoas a sonegarem, para poder ter algum dinheiro no fim do mês, mas isso acaba virando uma roleta russa, se me entende, sonegas hoje, e amanhã o fisco descobre e perdes até as calças, esse é o termo mais usado aqui rsrsr. Como fui criado com princípios éticos e morais, nunca me envolveria nisso, por esse motivo nunca me animei a abrir um negócio próprio.
    Venho acompanhando os e-mails e hangouts seus, do Silvio Fortunato e do Carlos Barradas, e fico muitas vezes sem entender a alegria e disposição de vocês! Isso já faço há 2 anos aproximadamente, mas nunca tive a coragem de começar com vocês, confesso que por ver muita coisa errada aqui no Brasil, e sempre desconfiar das pessoas, por mais que pareçam honestas, pois aqui tem muito “espertos”, claro, que para o mal e a prejudicarem pessoas honestas e muitas vezes ingênuas.
    No final de 2012 me aposentei, aí vocês falam reformar, pois então, graças ao meus anos na área técnica, consegui antecipar a aposentadoria(reforma), mas com valor sigelo que mal dá para as contas, imagine pagar a formatura de uma filha na universidade e ainda em breve, casar o filho mais velho!
    Por isso estou gostando do que vocês tem comentado nos hangouts e estou quase me decidindo ingressar na Tribo, acho que falta muito pouco para me decidir, vai depender mais de me convenceres de que é um negócio honesto, que não prejudica ninguém, mas que pode libertar da escravidão do controle de terceiros e poder curtir a vida com mais qualidade, junto com os que amo, podendo compartilhar com outros que puder ajudar.
    Bom, aí foi um pouco da minha vida, mas que se parece com de alguma forma com sua e o seu jeito de encarar a vida e o mundo.
    Um abraço

    1. Obrigado Carlos pela confiança que demonstraste ao contares a tua história. Agradeço muito.
      O facto é que quando temos formas semelhantes de encarar a vida, fica mais fácil a gente se entender e trabalhar juntos.
      Grande abraço, adorei o teu comentário. E vemo-nos em breve.

  3. Ótimas colocações, não tem preço ser patrão de si mesmo, toda a minha vida fui empreendedor, pude estar perto da minha família, tenho duas filhas.

    Mas sempre trabalhei muito, praticamente não tive final de semana, é lado bom é que não tem ninguém definindo o seu horário, mas também não consegui ainda atingir os objetivos procurados.

    Venho estudando várias negócios online já faz um bom tempo, e é meu sonho trabalhar online. Duas coisas acontecem que acabam me atrapalhando para ter resultados nos negócios online, primeira é tempo devido ao negócio que já tenho, que é de onde provem meus rendimentos, e a como meu negócio não é um sucesso, sou um pagador de contas, por isto a segunda ração é o financeiro, sempre quero mas nunca tenho dinheiro para investir, mas eu chego la.

    Muito obrigado pelo conteúdo

    1. Paulo, quando a gente não consegue atingir os objetivos desejados, talvez seja hora de adicionar algo de diferente.
      Ser um pagador de contas não é mau desde que sobre muito dinheiro para concretizar os objetivos procurados.
      Enviei-te um email com um pequeno desafio. Caso o aceites (e é facílimo como viste ou vais ver) vais dar um passo enorme na direção de poderes estar mais perto da tua família e das tuas 2 filhas, como eu consegui ficar perto das minhas quatro.
      Aguardo a tua resposta ao email e vamos em frente.

  4. José. obrigado por esta partilha. Tenho a certeza de que tens histórias maravilhosas para contar também. Um dia vamos ouvi-las com muito prazer. Obrigado por partilhares esta. Esse pequeno sonho que tens, se for prioridade na tua vida, começas a colocar um dinheiro de lado no inicio de cada mês (10% por exemplo de todos os teus rendimentos). Mas tens de pagar a ti mesmo primeiro, antes de pagares contas. Vais ver que muito rapidamente vais conseguir realizar esse pequeno sonho e que os 10% menos não fizeram tanta falta no dia-a-dia, como tinhas imaginado.

  5. Concordo em absoluto, e como o compreendo! Trabalho na mesma empresa há cerca de 30 anos, tenho 51, mas ainda ainda não arranjei coragem. Gosto do seu modo de ver e viver a VIDA! É verdade ou ficção?

    1. Maria, é verdade mesmo. Acredito que está ao teu alcance tudo aquilo que desejas.
      Começa com uma coisa simples como esta: receber informação. Podes receber por email subscrevendo em http://trabalho-a-partir-de-casa.com. Vais ver outras formas de viver a vida que podem ser bem interessantes 🙂
      Quem sabe um dia não despedes o patrão!

  6. Tudo isso que você diz, Rui Gabriel, é mais pura verdade. Fui educada para estudar, Para ter um emprego seguro. Até pouco tempo atrás só pensava em me aposentar e me contentar apenas em poder pagar minhas contas e poder me alimentar. Assim, fui criando meus filhos, nessa corrida de ratos. Hoje, com 46 anos, sou funcionária pública, trabalho como professora há 17 anos e o que consegui foi minha casa própria porque meu irmão me ajudou. Tenho dois filhos, 25 e 17 anos. O primeiro fazia faculdade publica, há pouco mais de um ano ele foi apresentado a uma Empresa que dizia que ele poderia fazer uma renda extra a partir de casa. Aconteceu que eu fui conhecer a empresa junto com ele e eu, melhor

    1. Ola Rosa, espero que tudo esteja a correr bem com o teu negócio. Pessoalmente gosto muito da ideia de trabalhar a partir de casa e é na realidade o que eu faço com muito sucesso. Se achares que eu te possa ser util no teu negócio, por favor faz-me saber o que pretendes. Ok? 🙂

  7. Olá Rui, falo de Cabo Verde, na cidade da Praia.
    Tudo o que descreveu aqui e que passou, eu estou passando. Sinto um vazio e uma falta de liberdade, porque quando tenho de me ausentar tenho sempre que dar a conhecer aos outros. Lembro-me de uma vez que estava doente, fui chamado varias vezes em casa para ir trabalhar. Isto é um dia até ouve meu chefe dizer que por vezes as pessoas estão proibidas de adoecer!

    Eu sou uma pessoa que acha que essa ideia de que tens de trabalhar para os é uma grande mentira e que as pessoas nos escondem muita coisa. Eu tenho ideias de negócios mas não são as vias internet, são ideias enraizadas em projectos ambientais e de agricultura, mas sou uma pessoa que sabe manejar bem a internet, mas pretendo entrar no ramo do negocio pela internet e trabalhar em casa, descansado e poder ir buscar meu filho na escola, estar com os meus familiares, ir a praia de mar quando faz calor, enfim, momentos e prazeres que gostaria de ser livre para desfrutar.

    Nesse sentido, achei interessante o teu blog e gostaria de ver se me pode ajudar nesse sentido.

    Um abraço

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