“A oração não muda Deus, mas muda aquele que reza.” – Soren Kierkegaard

Nos meus tempos de noviço, em Itália, tinha no horário cerca de 4 horas de oração e meditação diárias. Vivia numa cidadezinha chamada Vittorio Veneto, encostada aos pré-Alpes a norte de Veneza. Além da vida diária de estudo, trabalho e meditação/oração, havia na cidade havia um mosteiro de freiras contemplativas que de bom grado cediam uma cela onde podia passar um dia, e no cimo da montanha gigante que cobria a cidade com a sua sombra, o Bosque de Cansiglio, que parecia retirado de um conto de fadas. Para aqui ia de bicicleta, demorava muitas horas a subir até lá, mas na volta voava pela estrada abaixo, por vezes já noitinha. Estes eram os meus locais preferidos para passar os dias inteiros de retiro pessoal uma vez por mês. Saía de manhã cedo e voltava de noite.

Estas experiências produziram um impacto positivo profundo na minha visão do mundo e criaram ondas de choque que se propagaram pelo tempo e que sinto hoje ainda com muita nitidez. Passei a ser extremamente agradecido por tudo. Não deixei de ser exigente, mas em vez de pedir agradeço o que tenho e o que está por vir.

Sinto que há um efeito poderoso que provoca a meditação: à gratidão adiciona a generosidade.

A primeira é um estado espiritual e a segunda é um estado de acção.

Não podes ter um sem o outro e não terás o outro sem o um.

Se te tornares mais grato ficarás mais generoso e isso torna-te mais grato ainda porque irá atrair para ti muito mais coisas boas.

Coisas que nem terias o atrevimento de , imaginar quanto mais pedir!

Eu sou testemunha. E agora sou muito mais atrevido no imaginar, no pedir e no agradecer.

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