“Não é benéfico ajudar um amigo colocando moedas em seus bolsos quando existem buracos neles.” – Douglas Hurd

Tenho constatado que é mais fácil dar ajuda que recebê-la. É que ao “dar” ajuda temos a gratificação imediata de nos sentirmos simultaneamente “bonzinhos” e “superiores”, uma combinação de emoções muito agradável.

Não é difícil ser-se generoso assim.

Agora imagina que hoje te deixas ajudar por alguém. Não só não tens essa gratificaçãozinha imediata, como sabes que o outro poderá estar a sentir-se superior e isso faz-te sentir menor.

Mas pensa no seguinte: Não serás mais generoso e humanamente maduro se te deixares ajudar e proporcionares também a possibilidade de outras pessoas serem generosas contigo?

O teu ego diz que isso não pode ser, mas a tua generosidade diz que não pode ser de outro modo: umas vezes ajudas, outras deixas que te ajudem.

Os bolsos rotos são outra metáfora interessante: Representam a dependência.

Se tens um amigo ou conhecido que não se mexe a não ser para pedir ajuda e não sai da sua casca para ajudar outras pessoas, pede-lhe tu ajuda em algo que ele possa realmente ser útil. É assim que tapas os buracos dos bolsos dele: torna-lo generoso e proactivo, devolves-lhe a autoconfiança e envolvelo nesta dinâmica tão frutífera do “dar e receber”.

O que é que isto tem a ver com a tua vida do dia-a-dia? Tudo.

Trabalha conscientemente nas tuas relações humanas para promover a tua humanidade e a dos que te rodeiam, com paciência mas determinação.

Verás os resultados começarem a surgir vindos de fontes inesperadas: mais saúde, mais dinheiro, mais amor, mais bem-estar, realização pessoal e profissional, etc.

Estes são os frutos que começas a colher à medida que elevas o teu nível humano e o das pessoas que te rodeiam.

Começa por tapar os buracos dos teus próprios bolsos. E progride a partir daí.

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