“Como a doença amplia as dimensões internas do homem!” – Charles Lamb

Já tinha ouvido falar de pessoas que recuperaram de doenças graves e que ficaram de repente abertas para ângulos esquecidos mas importantes da vida.

Não tendo sido a minha doença uma coisa grave, realmente uma gripe que teve de aguentar quase um frasco de factores de transferência e que por isso durou pouco mais de 24 horas, não se pode considerar uma coisa grave, conseguiu a vitória de ter reduzido o meu calendário diário ao mínimo essencial. Escrevi no blog, fiz uma ou duas coisas a nível de trabalho e foquei-me no corpo e em ajudá-lo.

A lição para mim foi clara: não esqueças o essencial.

Com o lufa-lufa diário começas a esquecer-te do mais importante.

Não deixes que te façam isso, que te levem a desprezar o importante.

Imagina que estás a chegar do trabalho. Da rua, ainda, vês uma explosão e o começo de um incêndio na tua casa. De repente ela abre-se em chamas. Tu sabes que tens somente um ou dois minutos para entrar e sair.

O que é que tu irias tentar salvar? O cofre? O carro? os filhos? A esposa? O marido? A roupa? A sogra? A colecção? As obras de arte? O cão? O quê?

Imagina agora que a tua vida se incendiava da mesma forma que no exemplo anterior se incendiou a tua casa. Incendiar a tua vida significa seres obrigado a prescindir de tudo e teres de ficar reduzido ao essencial.

Para ti o que seria este essencial? Como cuidarias dele? Quanto te dedicarias a tratá-lo e desenvolvê-lo?

Então não esperes entrar em combustão espontânea para dar valor ao que realmente o tem.

Avalia as tuas prioridades e age sobre elas.

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