“Nunca ninguém foi longe ficando junto dos que estão parados.”

Eu tenho um amigo que costuma dizer “eu não me deixo influenciar”.

Obviamente ele pensa assim por influência do pai, que é casmurro como uma porta e diz frequentemente a mesma coisa, influenciado, quem sabe por algum amigo ou pelo pai dele, já falecido e que eu não conheci.

O facto é que não me parece possível que seja possível haver “não influenciáveis”, até porque, se pensarmos um pouco, tudo o que fazemos nasce no que pensamos e o que pensamos vem do que aprendemos. E a nossa aprendizagem vem da receita que cozinhamos e cujos ingredientes são a nossa hereditariedade e as influências que recebemos.

Em relação à hereditariedade, havendo muito a dizer, não digo nada. Fica para outra vez.

Mas em relação à influência sim: com elas tu moldas tudo o que tu és.

Já reparaste que pessoas com interesses semelhantes tendem a juntar-se em magotes? E que essa associação vai aumentar ainda mais esse interesse em cada indivíduo?

Quem gosta de futebol junta-se com os adeptos, quem gosta de dinheiro junta-se com iguais a si, quem gosta de cerveja, o mesmo, de leitura, igual, e de culinária, idem. Um músico, se quiser progredir terá de se juntar com músicos melhores que ele, um futebolista terá de poder jogar com grandes jogadores, um profissional terá de frequentar o círculo dos melhores na sua área.

Porquê? Porque se fores o melhor do teu círculo estás a criar raízes confortáveis.

Nunca irás progredir porque quererás manter esse estatuto.

Tens de voltar a sair da tua zona de conforto e deixar-te levar pela influência dos que são melhores que tu.

Provavelmente terás de passar tempo casual com os teus actuais amigos e arranjar outros amigos com quem passar o teu tempo de qualidade, mas isso não é um preço muito elevado a pagar pelo teu crescimento.

Não corras é o risco de tentar trazer todos os teus amigos contigo porque isso não irá acontecer. Um ou outro virão acompanhar-te mas a maior parte não. Não precisas e não deves arrastá-los.

Eles por sua vez irão tentar puxar-te para o nível deles. Não lhes leves a mal: “a pobreza gosta de companhia”

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