“Está na hora de fazeres um golpe de estado na mente e criares um governo interno que estabeleça as bases para a tua liberdade futura.”

Ouvi um amigo de Madrid, este fim-de-semana, a falar sobre economia e finanças. Sendo ele da área bancária, não somente da área bancária mas um dos mentores tecnológicos de todo o sistema bancário espanhol, o que ele disse captou a minha atenção.

Ele afirmou mais ou menos isto: tu estás metido numa corrida de ratos, és manipulado para servir os interesses económicos de um punhado de pessoas. O mais giro é que pensas que és livre, e é esse pensamento que te mantém prisioneiro. Trabalhas para pagar impostos, empréstimos, contas, comida, roupa, educação dos filhos, lazer e desenvolvimento pessoal. Pela ordem apresentada.

Se quiseres saber o que é ser livre, pega na lista anterior e começa pelo fim.

Quando o teu rendimento for distribuído desta forma e com estas prioridades, começarás a ser realmente livre.

Poderás escolher fazer o que quiseres, quando quiseres. Ser o que quiseres, aprender, desenvolveres-te e desenvolveres tudo e todos à tua volta. Não estás sujeito a horários nem patrões nem empregados, nem governos, nem bancos.

Quando é que isso acontecerá? Não sei, talvez nunca, mas eu aprendi em criança a adormecer pensando em “coisas boas”, algo que me desse alegria por ter acontecido ou poder acontecer já amanhã. Mantenho esse hábito. Acho que é a isso que se referem os autores quando falam de “sonhos”. E “perseguir os sonhos” será algo como imaginar como seria a minha vida ideal, desfrutar dela na minha imaginação e, em seguida, começar a fazer alguma coisa para tornar essa vida realidade.

Assim de repente não vejo projecto mais nobre nem mais entusiasmante que o de trabalhar e lutar pela minha liberdade.

Essa luta começa dentro de mim, isso já eu sei, e o golpe de estado está em curso.

Agora tenho um governo interno que vai administrando as energias e me vai levando até à liberdade.

Para quando é o teu coup d’état?

Tens forças rebeldes em quantidade e qualidade suficientes?

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