“A civilização avança aumentando o número de operações importantes que podemos executar sem pensar nelas.” – Alfred North Whitehead

Quando penso nos sucessos que vou conseguindo, verifico que o fruto mais importante que deles retiro é a experiência. O mais interessante é que este fruto posso retirá-lo igualmente dos meus fracassos, o que, de facto, relativiza bastante a importância das vitórias.

Sinceramente penso que os sucessos estão muito sobrevalorizados e os fracassos demasiadamente subvalorizados já que o que importa mesmo é o efeito de experiência que acumulas: o resultado.

Este efeito de experiência é o responsável por toda a evolução.

Por exemplo: se hoje estás a iniciar um projecto usando a Internet, é natural que tudo seja bastante penoso. Não sabes o que é html, não consegues por um link clicável nem para salvar a vida, queres colocar uma imagem no teu blog e não sabes como fazer, nem fazer a imagem clicável, nem abrir um link numa nova janela. Para já não falar da atracção de visitantes qualificados, na captura dos seus contactos, no seguimento automático etc. É todo um mundo que se abre diante de ti e no qual não sabes sequer ainda gatinhar.

  • Quando eras criança tinhas o cérebro ligado em modo de esponja. Não tinhas pressa de ter resultados, mas sim de absorver conhecimentos e ganhar competências.
  • Agora que és mais velho decidiste, não sei porquê, que o teu cérebro já não é uma esponja mas um vaso: pões lá uma semente, umas gotas de água e aquilo tem de produzir uma alface no tempo que tu entendes que é adequado.

Não te esqueças que para seres bem-sucedido tens de amadurecer bem as ideias e dar tempo ao tempo. Usar as vitórias para crescer e as derrotas para aprender, exactamente como quando eras criança. Quando fores capaz de executar as acções necessárias, que agora te parecem tão difíceis, de forma automática, sem pensar, então estás pronto a dar mais um salto no teu percurso. É assim que evoluis.

Por isso não tenhas pressa em ter os resultados, tem pressa, isso sim, em executar as acções, repetidamente, até saírem automáticas, em criar os hábitos.

Os resultados estão na calha e vêm a caminho enquanto tu simplesmente vais enchendo a tua mente e a tua vida de acções cada vez mais complexas, repetidas vezes sem conta.

Um dia alguém vai chegar ao pé de ti e vai-te dizer: “ah, isso é bom é para ti, que tens jeito e facilidade! Eu não sou capaz de fazer o que tu fazes!”

E tu, se estiveres com paciência para aturar a lamuria explicas que não é assim e falas dos assuntos que estou a escrever neste post. Se não estiveres com paciência dizes: “tens razão, és demasiado idiota para seres feliz.” E pode ser que isso abale o teu interlocutor e o faça entender a importância das acções repetidas, cada vez mais complexas que assim se tornam cada vez mais simples.

Talvez o segredo de uma actividade bem-sucedida seja essa magia: a de tornar simples as coisas complexas.

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