“Se deseja conseguir o que quer, você não só precisa saber o que quer e porque quer, mas precisa realmente querer o que quer.” – David McNally

Conseguir tudo o que se quer não é muito difícil. Aliás, Jim Rohn diz que é muito fácil, basta fazer um acumulado de coisas simples. Desta forma, recentemente consegui um dos meus objectivos de vida. Se me perguntasses, mesmo que somente há um ano atrás, se eu poderia conseguir esse objectivo, eu responderia que não me parecia possível de todo.

Eu pensava nas enormes dificuldades, na sua quase impossibilidade. Eu pensava: “Como será possível eu conseguir isto? Eu não tenho as capacidades, nem o dinheiro, nem o tempo, nem conheço as pessoas certas, nem em quantidade nem em qualidade!” Eu pensei assim. E enquanto pensava ficava angustiado e triste. “Nunca conseguirei, é simplesmente demais para mim.”

Ouve esta história espectacular:

“Houve um torneio desportivo numa escola e, entre as várias provas, havia uma corrida de 5 km, dez voltas a um percurso. Como tinha chovido muito o terreno estava empapado. Uma grande parte dele coberto de lama espessa.

Muitos alunos inscritos em todos os escalões, no escalão dos mais novos havia uns 20. Todos corriam ao mesmo tempo e, anotada a ordem das chegadas, depois se veria quem tinha ganho em cada escalão.

Foi dada a partida e todos desataram a correr. Os mais velhos pareciam o vento, galgavam quilómetros. Os mais novos, parecia que mal saíam do mesmo sítio, a lama cobria-lhes os tornozelos o que tornava extremamente difícil qualquer progressão no terreno. Depois de umas voltas começaram a desistir. Primeiro os mais pequenos, depois alguns dos mais velhos. Muito cansados, sujos e desanimados.

Finalmente os primeiros começaram a cortar a meta no meio dos aplausos. Eram todos de escalões mais velhos, os mais novos tinham todos desistido.

Bem, todos, todos, não. Nessa altura ficou somente um aluno no percurso. Era um dos mais novos.

Quando a prova terminou para todos, seja por terem terminado seja por terem desistido, ainda lhe faltavam percorrer umas três ou quatro voltas. Mas ele continuou, sozinho na pista. Corria, caía, corria, caía. Estava coberto de lama desde a ponta dos cabelos
ao ponto de ser difícil conseguir identificá-lo. Os olhos de todos estavam colados nele. Com grande admiração de toda a escola, aquele aluno, irreconhecível pela lama, continuava a lutar para terminar a corrida. Aos poucos todos começaram a aplaudir e a incentivar, levados por tão firme determinação.

Quando cortou a meta, deixou-se cair no chão exausto. Toda a gente acorreu para ver quem era e como estava. Qual não foi a surpresa de todos quando viram que era o Miguel, o mais franzino da escola, um daqueles que nunca seria suposto ganhar uma prova como esta. Mas ganhou, foi o único do seu escalão a terminar.

Depois do banho e das medalhas o jornal local fez um artigo acerca deste aluno e da importância da força de vontade para superar obstáculos. Quando lhe perguntaram onde ele tinha ido buscar coragem para continuar e porque é que ele não tinha desistido como todos os outros ele respondeu: “Então? Podia-se desistir?”

Se, para mim, naquela altura, a desistência fosse uma opção, eu teria desistido. A minha família e o futuro dos meus filhos estava em jogo, pelo que a desistência nem sequer estava em cima da mesa como possibilidade. Foi somente por isso que continuei a lutar.

Um dia descobri este segredo, descobri como fazer. Verifiquei que não tinha de resolver problemas acima da minha capacidade, nem teria de ter competências especiais, nem conhecer pessoas influentes. Somente teria de fazer tudo o que estivesse ao meu alcance. Nada mais.

E foi aqui que tudo mudou: comecei a fazer coisas simples que estavam ao meu alcance.

  • Identifiquei essas acções, coloquei-as numa agenda e comecei a colocá-las em prática.
    Quando pensava no dinheiro que não tinha, fazia “reset” ao cérebro e pensava no dinheiro que já tinha e onde ir buscar um pouco mais.
    Quando me vinha à cabeça a falta de tempo, verificava que podia aproveitar alguns minutos extra todos os dias,
    Se as competências fossem um obstáculo, tratava de procurar um meio de as melhorar, a pouco e pouco.
    Então descobri que o caminho para a realização do meu sonho impossível era executar um conjunto de acções simples, continuadamente.

Foi preciso força de vontade? Não. Grande auto motivação? Não. Nem foi preciso fazer um curso especial, nem aprender tudo acerca de seja o que for.

Foi preciso somente ter o meu sonho claro, desmontá-lo em acções simples, executá-las e não aceitar a desistência como opção.

 

4 thoughts on “Desistir Como Opção”

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