“Trabalhamos para nos transformarmos, não para adquirirmos.” – Elbert Hubbard

Um grande amigo, falecido recentemente, disse-me um dia, num encontro em Lisboa: “quando tiveres atingido os teus objectivos, quando fores financeiramente livre, verás que o importante não é o dinheiro que ganhaste mas a pessoa em que te transformaste no processo.”

Pensa nas competências, que tens de adquirir, nas qualidades humanas que terás de desenvolver, no tipo de relações humanas, de hábitos, de atitudes, de filosofias de vida que terás de adoptar para te tornares tão valioso no mercado que ele esteja disposto a dar-te de volta tudo o que sonhas.

Antigamente eu andava atrás do dinheiro. Parece que foi há tanto tempo, mas não foi ainda há meia dúzia de anos. Pensava nas contas por pagar e na conta bancária a zero e ficava em pânico. Quanto mais me preocupava menos dinheiro tinha, porque o mercado defende-se das sanguessugas. Se tu corres atrás do dinheiro, o mercado defende-se e afasta o dinheiro de ti.

Quando eu entendi isto, o foco da minha vida mudou. Passei a investir todo o meu tempo e dinheiro possível no meu desenvolvimento pessoal. Em tornar-me uma pessoa melhor. Não é bonzinho, é melhor. E é, sempre que possível, “O” melhor na minha área de trabalho.

Procurei os melhores veículos, associei-me com as melhores pessoas que encontrei. Durante muito tempo o meu sucesso financeiro não mostrou melhorias. Muitas vezes pensei se não estaria enganado, iludido. Então entendi que o mercado não dá de barato essa coisa da liberdade. Não, não.

Por cada euro que recebes tens de dar primeiro meia dúzia de euros em valor, como em todos os mercados do planeta. Dás muito para receber pouco.

Mas existe uma regra mágica: primeiro dás imenso e tens uns trocados de volta. Metade das pessoas desistem aqui. Se não desistires, em seguida dás ainda mais e recebes de volta mais uns trocados em relação aos primeiros.

Em seguida dás ainda mais e esta consistência começa a ser recompensada com mais uns trocados, depois mais uns euros, depois umas dezenas, centenas, milhares e milhões.

Quantas pessoas achas que continuam a dar o litro depois de terem levado “tampa” umas dúzias de vezes? Muito poucas, as que se transformaram, que adquiriram o valor, as competências, os hábitos, a humildade, persistência, paciência consigo e com os outros, capacidade de ver o futuro mesmo que ele esteja escondido.

Podes perguntar-me: “e como é que sabes que isso é verdade? E se for mentira?”

Eu posso responder-te: “eu agora sei que é verdade, mas quando não sabia por experiência própria, eu não pensava “e se for mentira?” o que eu pensava e me trouxe onde me encontro era: “e se for verdade?”

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