Sabes o que realmente significa “colocar todos os ovos no mesmo cesto“? Colocas todos os teus recursos numa coisa só?

Até que ponto é seguro deixar os ovos espalhados por todo o lado?

És uma pessoa de foco total ou fazes montes de coisas ao mesmo tempo? Como é que isso te serve e como te prejudica?

Este artigo de hoje vem responder a estas e a outras perguntas.

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Lembra-te do seguinte:

“Aquilo que ainda não sabemos é exactamente aquilo de que precisamos para passar ao próximo nível. Por isso temos de estar sempre a aprender e a melhorar. [/fancy_box]

A expressão “não colocar os ovos todos no mesmo cesto” surgiu dos mercados financeiros: não investir todo o teu dinheiro num só produto. Daí a ideia de “portfolio” de investimentos, com níveis de risco diferentes, para não se correr o risco de perder todo o dinheiro numa jogada só.

No que diz respeito a fontes de rendimento, “colocar todos os ovos no mesmo cesto” significa depender de uma só fonte de rendimento e não é uma boa ideia.

Não é uma boa ideia porque um dia essa fonte vai secar. Sim, podes escrever: essa fonte vai secar e tu vais ficar em maus lençóis.

A melhor altura para cavar um poço é quando não se tem sede e por isso, se tens uma só fonte de rendimentos tens de encontrar um modelo de negócio independente que te permita começar algo novo, mesmo que seja do zero (Vídeo privado aqui).

Todas as pessoas da indústria do empreendedorismo independente sabem disto: Todos temos de ter múltiplas fontes de rendimento, e daí a expressão: Não colocar todos os ovos no mesmo cesto”.

Porém, até que ponto isto é verdade? Até que ponto é seguro não colocar todos os ovos no mesmo cesto?

Vou contar-te uma história verídica.

O Luís (nome fictício) tinha começado a trabalhar comigo em marketing de rede numa empresa em que trabalhei há uns anos atrás.

 

Eu já gostava da Internet e sempre fiz o negócio online. Detestava as reuniões de recrutamento em casa, nos hotéis, fazer quilómetros e gastar mais dinheiro do que ganhava só para manter o negócio a funcionar. Eu vivi isso no multinível e por isso adorava a Internet.

 

O Luís também. Gerávamos uns contactos, fazíamos umas vendas, mas na verdade aquilo era difícil. Não tínhamos o balanço para poder escalar, as comissões eram baixas e precisávamos de um batalhão de clientes e de distribuidores para ganhar alguma coisa.

 

Como o dinheiro era escasso, um dia falámos e expressámos as nossas opiniões, um ao outro.

 

Ele dizia:

“- Como não se ganha muito aqui neste negócio, acho que não funciona ele assim tão bem, vou fazer outros negócios também. Pelo menos, se ganhar um pouco de cada um, ganho mais do que ganho somente com este. Não se poder colocar todos os ovos no mesmo cesto.”

 

E eu dizia:

“- Como não ganho muito aqui neste negócio, acho que eu não estou a funcionar assim tão bem. Vou deixar outras coisas e vou dedicar-me a por isto a funcionar. Se não anda para a frente com a força que estou a fazer, vou aumentar a força a ver até onde consigo ir. Está na hora de colocar todos os ovos no mesmo cesto.”

 

E, se bem me lembro, a metáfora que usei para explicar o porquê da minha decisão de “colocar todos os ovos no mesmo cesto” foi esta:

“- Se tens um monte de ovos e queres que nasçam frangos, tens de os colocar todos no mesmo sítio: debaixo da galinha. Se ela chocar um ovo durante 10 minutos e tiver de ir a correr chocar outros 4 ou 5 espalhados por outros 4 ou 5 cestos, nunca vai sair dali frango nenhum”.

 

E foi isto que aconteceu.

Depois de 3 meses de acção massiva e focada qualifiquei num nível de reconhecimento que só havia 6 em Portugal. Eu fui o sétimo. Variadas outras pessoas na minha organização qualificaram em outros patamares também. “O ovos tinham chocado e produzido pintainhos”.

 

O Luís entrou num esquema de pirâmide e depois desse noutro, e depois noutro. Ganhou um dinheiro, e perdeu o dinheiro, mantendo até hoje múltiplos negócios, em que ganha trocos em cada um.

De cada vez que um acaba ele tem de começar outro, do zero, e não construiu até agora nada de sólido para o seu futuro.

 

É tão óbvio, lendo esta história, que da nossa forma de pensar vêm as nossas decisões e das decisões os resultados, não é?

Considero que sim: todos temos de ter múltiplas fontes de rendimento mas, tendo-as, elas têm de ajudar-se umas às outras e não concorrer umas com as outras pelo teu tempo, o teu dinheiro e o dinheiro dos teus clientes.

Esta é uma guerra antiga no empreendedorismo independente:

  • Devo focar-me numa coisa só e trabalhar em profundidade ou
  • Devo focar-me em várias coisas e trabalhar em extensão?

Não há realmente uma resposta perfeita para estas perguntas. Pessoalmente funciono bem em mono-tarefa: faço um negócio somente, e nele crio sempre múltiplas formas de ganhar dinheiro, que se apoiem umas às outras.

Gosto de trabalhar em profundidade: gero poucos contactos mas faço bastantes vendas porque as pessoas que subscrevem a minha lista de email são pessoas muito especiais e eu falo pessoalmente e sigo cada uma delas.

Nunca vi uma pessoa desenvolver um negócio que dependa exclusivamente do seu trabalho estando dividido em montes de negócios ao mesmo tempo.

Os ovos espalhados não podem ser chocados. Concordas?

O que pensas deste assunto? Tens vários negócios que dependem exclusivamente do teu trabalho e não deste em maluco ainda? Preferes focar-te numa coisa só ou fazer muitos negócios ao mesmo tempo?

Gostas da ideia de ter os ovos todos juntinhos, ou preferes Não colocar todos os ovos no mesmo cesto?

 

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