“E, contudo, ela move-se.” – Galileo Galilei

Galileo afirmava que era a Terra que se movia em torno do Sol e não o contrário. A inquisição prendeu-o e julgou-o.

Poucos anos antes um outro cientista de nome Giordano Bruno tinha ardido na fogueira por afirmar semelhante coisa. Confrontado com a mesma perspectiva para si próprio Galileo retractou-se e afirmou no julgamento que efectivamente era o Sol que se movimentava.

Depois de afirmar isto, diz a lenda, ele concluiu, “mesmo assim, ela move-se”, ou antes: “eppure si muove”.

Apesar de todos os esforços da mais poderosa instituição da época, algumas sementes da verdade tinham sido semeadas e cresciam de forma imparável.

Copérnico, Giordano Bruno e Galileo são somente alguns nomes, houve alguns outros, mas não mais de uma meia dúzia. Achas que haverá alguém hoje no mundo que pense ainda que é o Sol que corre à volta da Terra? Talvez haja ainda alguma, mas esta ideia foi consumida pela observação dos factos.

Serve esta história para ilustrar a força que tem uma ideia cuja hora chegou.

Podem lutar contra a ideia, podem tentar escondê-la e acabar com ela, mas a energia própria que possui torna-a inextinguível.

Acontece todos os dias.

No início do cristianismo, e do islão, por exemplo, no meio das perseguições prosperaram, o início da idade da razão, no sec XVIII, a chamada era do Aquário e a explosão de espiritualidade individual, etc.

Tu tens a tua própria ideia cuja hora chegou, sentes que nada te pode parar.

Se for uma ideia muito boa irá encontrar muita oposição porque irá revolucionar algumas formas de pensar, a começar pela tua.

Não desistas de acarinhar essa ideia e desenvolver mesmo quando te sentires obrigado a engolir uns sapos por ela, pensa como o Galileo: “Eppure si muove”, “mesmo assim ela move-se”.

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