“Eu, de boa vontade, morreria queimado como Faeton, se esse fosse o preço a pagar para alcançar o sol e saber qual sua forma, tamanho e substância.” – Eudoxo

Este astrónomo, filósofo e matemático grego viveu na actual Turquia e foi o responsável pela introdução no Ocidente do conceito do ano solar de 365 e 6 horas, o que temos actualmente e que faz com que, de quatro em quatro anos tenhamos um dia extra (29 de Fevereiro). Enfim, estas coisas são sabidas de todos, chamei-as para aqui para apresentar o autor da frase poderosa de hoje.

O que leva uma pessoa a pagar de bom grado um preço tão elevado em troca por algo tão prosaico como “o saber”.

Por outro lado, o que leva 80% da população a não se dar ao trabalho de ler um livro, (um!) por ano? e os mesmos 80% a nem sequer tentarem descobrir uma forma mais feliz de viver? Nem a explorarem os seus limites em coisas tão importantes como o corpo, a mente e o espírito?

Será porque o preço de fazer estas coisas é tão elevado? Não.

O que é elevado é o preço de não as fazer.

Eudoxo estava tão farto de pagar o preço da ignorância que pagaria de bom grado qualquer preço necessário em troca da sabedoria.

Há muitos que estão tão cansados de pagar o preço de ser pobre que estão determinados a enriquecer, outros estão tão fartos de pagar o preço da solidão que pagarão qualquer preço pelo amor e outros ainda pagarão o que for preciso para se tornarem na pessoa que idealizaram um dia.

E é tão barato o preço que se paga sorrindo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.