“Aprecio o facto de alguém me dizer que estou errado porque a maior parte das vezes estou mesmo.” – Príncipe William

Ao contrário da filosofia ou da metafísica, diz-se que a ciência é falseável. Isto significa simplesmente que uma visão científica do mundo pode ser provada verdadeira hoje e provada falsa amanhã. Isso é o que vemos constantemente.

O que me leva a pensar na importância que damos às “verdades científicas”.

  • Se pensarmos bem naquilo em que depositamos a nossa maior confiança e que nos dá a segurança da verdade, que é a ciência, ela é de facto muito pouco confiável, no que diz respeito às suas capacidades de descrever a realidade.

Mas isso é outra conversa. Eu aprecio uma boa verdade científica como tu e, seguramente muito mais que a maioria das pessoas que conheço.

Mas a maior lição que eu, pessoalmente, retirei da ciência é que, o que aparentemente parece uma debilidade, é de facto a sua força.

De cada vez que se prova que alguma teoria está errada, o conhecimento científico dá um pulo e avança (“como bola colorida nas mãos de uma criança” diz poeticamente o António Gedeão).

“Enquanto se concorda não se acorda”, gosto eu de dizer.

A Idade Média é chamada de Idade das Trevas porque não houve nenhum avanço científico significativo. A ciência de Aristóteles era insuspeita e, quem a provasse errada corria sérios riscos. Foi um sono de mil anos, nesse aspecto.

Por isso, eu acho que o príncipe William tem uma atitude louvável e de uma sabedoria muito acima da média. Eu não gosto que me apontem erros. Acho que sou bastante normal nisso, mas é só por causa do meu ego que quer sempre ser superior em tudo e entende erradamente as coisas. Não lhe presto muita atenção neste aspecto porque, apesar de me sentir mal com as críticas, eu sei que estou a avançar para o próximo nível.

Já entendeste porque é que para teres mais sucesso tens de aumentar o número de fracassos?

Onde está então o problema com o cometer erros, fazer asneira? Somente no teu ego.

Se o puseres de lado, com humildade, vais ver um mundo que se abre a cada fracasso.

E isso é muito fácil se entenderes que as tuas actividades vêm sempre provar alguma coisa e, com isso, avanças de alguma maneira.

Se decidires encarar a tua vida como uma experiência científica vais agradecer pelos erros, do fundo do coração.

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