“Às vezes, quando tudo dá errado acontecem coisas tão maravilhosas que jamais teriam acontecido se tudo tivesse dado certo.”

Não entendo muito bem o pavor que, aparentemente, a maioria das pessoas tem do fracasso. Cada vez me convenço mais que isso é coisa que não existe: é somente uma etiqueta que alguém cola num frasco sem sequer verificar o que está lá dentro.

Penso que deve ser a necessidade de controlo e de previsibilidade, que são necessidades de segurança, que nos levam a ditar regras arbitrárias que podem nem ter nada que ver com a realidade.

No seu livro imortal “O Principezinho”, Saint-Exupéry dá um exemplo genial deste fracasso estúpido. Se, a meio da noite, tu disseres ao sol para se levantar agora achas que vais ter sucesso? E a culpa do teu fracasso é de quem? Do sol? Da tua capacidade de dar ordens? Ou da tua idiotice em colocares-te numa posição sem defesa, jogando a tua credibilidade em ti mesmo e a credibilidade dos outros em ti numa jogada que só podes perder? Isso chama-se um fracasso. Não porque tu não tenhas autoridade, não porque não tenhas competência, mas simplesmente porque decidiste avaliar-te por um resultado que não poderia nunca existir simplesmente porque não está na natureza das coisas. Qual foi o resultado da tua ordem ao sol? Sim, um fracasso porque não produziu o efeito que tu querias (vá-se lá saber porquê!).

Contudo esse fracasso não é realmente um resultado, é mais uma circunstância. O resultado verdadeiro é: o que é que tu aprendeste com isso. E aqui está o verdadeiro sucesso ou fracasso:

  • Se tu aprendeste algo que te enriqueceu: qualquer experiência é um sucesso.
  • Se tu aprendeste algo que te empobreceu, qualquer experiência é um fracasso.

Por isso, ter sucesso ou fracassar, em nada depende do resultado das tuas acções, mas sim do que tu fazes com esse resultado, seja ele qual for.

É por isso que, tenho verificado, não existe ninguém que tenha fracassado tanto e em coisas tão grandes como as pessoas de muito sucesso.

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