“O meu médico não presta… nem sequer me receitou nada!” – A minha vizinha

Se este fosse um videoblog o post de hoje teria a voz distorcida e uma faixa preta a tapar os olhos da minha interlocutora. Mas, como este blog é escrito e eu tenho várias vizinhas, penso que a identidade dela esteja protegida.

O mais interessante foi a continuação da conversa:

“… agora, a Drª (piiii) é que é uma médica de categoria! Chego lá e pimba! Manda-me logo para o hospital. De ambulância e tudo! Ela é que me receitou os meus medicamentos todos. Eu ando aqui é à força de comprimidos!”

Já tiveste ou presenciaste conversas deste tipo? Não é cómico?

Eu não sei nada de saúde pública, mas para mim, se vou ao médico e ele me diz que tenho a tensão alta, ou colesterol ou açúcar no sangue, ou uma unha encravada ou um coração alterado ou o fígado ou outra coisa qualquer eu não vou ficar mais descansado por ele me receitar uns químicos.

Para mim essas manifestações de “não conformidade” do meu organismo são somente ele a avisar-me da “não conformidade” minha na forma como o tenho andado a tratar.

Portanto o que há a fazer é voltar a ler o manual e cumprir com as regras de boa utilização.

Tu não queres ter muito dinheiro e gastar a tua saúde para o conseguir, depois gastar todo o dinheiro para recuperar a saúde perdida.

Se não tens tempo para fazer um pouco de exercício físico diário talvez não tenhas tempo para passar em tratamentos médicos num futuro próximo, em exames, em internamentos, em cirurgias e em filas de farmácia.

Estou a falar hoje de saúde porque é comum a gente pensar que uma coisa é o trabalho, outra a saúde, outra a mente, outra o corpo, outra a espiritualidade, outra os relacionamentos, outra o sucesso pessoal.

Errado, tudo isto são manifestações do mesmo.

Não penses que a tua vida será completa se não fores minimamente bem-sucedido em todas estas áreas da vida.

Não queres ser um grande atleta mas passar necessidade e não prover os teus dependentes do mínimo indispensável para terem uma vida abundante.

E, já agora, não queres seguramente ser um génio de inteligência incapaz de manter um relacionamento com a família, ou ter um emprego fantástico e depois uma saúde arruinada.

Já jogaste alguma vez um dos jogos de estratégia em que encarnas uma personagem e essa personagem tem alguns parâmetros que lhe permitem manter-se no jogo tipo: força (saúde), inteligência, humor, carácter, poderes, o inventário de objectos úteis, etc.?

Faz uma análise da tua personagem verdadeira, aquela que está agora a ler este post. Avalia-a ponto por ponto, na realidade como ela é, sabendo que, se chegares a zero em algum dos parâmetros… morres. E olha que não tens mais vidas para poderes prosseguir o teu jogo. É mesmo GAME OVER.

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