“Um soldado lutará duramente e por muito tempo para ganhar uma fitinha colorida.” – Napoleão Bonaparte

A vida é um jogo de estratégia e tu, querendo ou não, és um jogador.

  • Quando entras neste mundo e começas a aprender as primeiras regras de educação, de comportamento e de relação, essas são as primeiras regras do jogo.
  • Depois vais para a escola e as regras mudam. Há um conjunto delas no recinto escolar, outro conjunto em casa, outro com os amigos, outro em ocasiões sociais, etc. todas elas tu aprendes.
  • És guiado por elas: estuda isto e aquilo, aprende aquela outra coisa, tira um curso superior de determinada maneira, procura um emprego, um salário, uma casa, um casamento, estabilidade e segurança, filhos, etc. etc. etc.

Todos estes conjuntos de regras tu aprendes e executas e isso faz funcionar a sociedade. Contudo há algo que a maior parte das pessoas não sabe, e que, efectivamente, não interessa que muita gente saiba:

shhh!… vou dizer baixinho…: essas regras foram inventadas por pessoas, não são leis da natureza nem do universo.

Isso significa que todas as regras servem algum interesse. Se tu pudesses inventar um jogo, evidentemente colocarias regras que se adequassem às tuas competências e necessidades. E foi isso que fizeram e continuam a fazer.

Seja qual for a tua actividade, ela está a ser executada cumprindo uma agenda, um objectivo. E, se não for a tua agenda nem o teu objectivo, será os de outra pessoa qualquer.

Isto já parece uma teoria da conspiração ehehe, mas não é nada disso, trata-se somente de uma constatação simples.

O soldado é condicionado pelo treino a colocar a obediência acima de todas as coisas (“ordens”), e a ter orgulho numa medalha de lata ou numa fitinha de tecido colorido. Quem ditou essas regras foram as pessoas que precisam de soldados obedientes para servirem os seus objectivos. Depois inventaram as condecorações, sem qualquer valor intrínseco mas de elevado valor simbólico, para manterem os soldados obedientes e orgulhosos nisso.

Não penses porém que esta regra se aplica somente na tropa. Não.

No teu local de trabalho, provavelmente passa-se o mesmo: dão-te migalhas em troca da tua vida. Um salário suficiente para sobreviveres mas não para te libertar. E recebes esse salário em troca do que de melhor tu tens na tua vida: o teu tempo. “Ai!, as prostitutas coitadas, desgraçadas, que vendem o corpo…” e tu vendes o quê? Vendes o teu corpo da mesma forma, o teu tempo, a tua saúde.  Depois, de vez em quando, um premiozinho simbólico, que te deixa muito orgulhoso e motivado a dar ainda mais de ti em troca de ainda menos recompensa.

Deves estar a pensar que eu me passei hoje, não falo normalmente de forma tão contundente, mas tenho-me apercebido de que somos escravos e nem sabemos. E ainda ficamos muito felizes quando o patrão nos passa a mão pelo lombo e diz: “Good Boy!” ou “bom rapaz… continua o bom trabalho”.

Ouvi um dia chamar a isto a “corrida de ratos”. Correr dentro de um labirinto desenhado para nos manter a correr, não para sairmos de lá.

Olha, eu fartei-me.

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