Algumas pessoas entendem a Crise. Sabem o que é, porque cá está, e, principalmente, sabem como livrar-se dela.

Crise significa realmente “resistência à mudança”. Quando o mundo muda e nós queremos que tudo seja como antes… ficamos em crise.

Crise

Para saberes como livrar-te dessa “hóspede” inoportuna chamada Crise, vou explicar-te um pouco de história.

| O Século XIX foi a Era Industrial
| Palavra-chave: PRODUÇÃO.
| As Empresas Serviam-se das Pessoas.
| O Valor Económico está nos Produtos.

A preocupação com o bem-estar das pessoas era inexistente, as pessoas simplesmente eram instrumentos nas mãos dos empresários, políticos, ou outras pessoas de poder.

Surgiu a produção em massa, o motor da economia era a Empresa industrial e era definida pelo lucro que gerava. O centro da atenção de toda a economia era a produção de bens: O Produto. É uma época de grande escravidão social.

| O Século XX foi a Era Comercial
| Palavra-chave: CONSUMO.
| As Pessoas Servem as Empresas.
| O Valor Económico está no Consumidor.

No século XX, principalmente na segunda metade, a produção atingiu o seu auge, baixando os preços dos produtos, isso representou um aumento na qualidade de vida da população.

Implantou-se a ideia de que as pessoas não têm “querer”. As empresas presumiam que, desde que tivesses muita publicidade poderiam vender fosse o que fosse. Os consumidores serviam para escoar os produtos, os empregados serviam as empresas, frequentemente como uma peça de mobília: para toda a vida.

Pouco interessavam os objectivos de vida de cada pessoa, pois o centro do valor económico está no crescimento da empresa e tanto os funcionários como os consumidores estão ali para trabalhar ou consumir aquilo que ela muito bem entende.

As instituições assumem o papel de “tomar conta” das pessoas, estas adquirem direitos como “aposentadoria”, ou “segurança social”. Férias pagas, subsídios. Crise é palavra que não existe no dicionário. Tudo parece permanente, o que os pais viveram os filhos irão viver… pelo menos é o que parece.

Todas estas coisas existem para criar condições de vida para as pessoas continuarem a trabalhar e a consumir. O padrão de vida foi elevado como nunca antes para a maioria da população, mais dinheiro representa mais consumo e mais horas de trabalho, aumento da esperança média de vida e dos anos produtivos.

| O Século XXI é a Era do Conhecimento
| Palavra-chave: Conhecimento.
| As Pessoas Servem-se das Empresas.
| O Valor Económico é a Pessoa.

No nosso século muitas mudanças ocorreram. O poder de decidir passou a estar nas mãos das pessoas. A Internet deu um poder incrível ao indivíduo pela informação que disponibiliza. Iniciou-se um processo de mudança…. de “Crise”.

Neste século cada vez mais pessoas têm consciência de que o mais importante são as suas vidas: a sua realização pessoal e profissional, qualidade de vida, bem-estar.

As pessoas deixaram de servir as empresas e passaram a servir-se das empresas. Estas são patamares que permitem progredir, atingir objectivos pessoais.

Um indivíduo hoje tem tanto poder para comunicar ideias como tinha uma grande empresa há somente duas décadas atrás, mesmo sem sair de casa:

– Tens um jornal pessoal (o teu blog) acessível a milhões de pessoas.
– Tens um canal de TV (o teu youtube).
– Tens uma estação de rádio (os teus podcasts).
– Tens redes de relacionamento (as redes sociais) que te permitem achar pessoas com perfis específicos e cruzar ideias num piscar de olhos.

Ontem vi num documentário na televisão o seguinte facto: um masai (nativo de uma tribo africana) com um i-phone (e eles têm i-phones sim) tem acesso a mais informação política relevante do que tinha o presidente Clinton quando estava na casa branca.

Isto é um facto.

Agora vem a Crise.

No final do século XX, as regras financeiras criadas depois da segunda guerra mundial e que fizeram o mundo crescer e prosperar, tornaram-se armas de poder sobre populações inteiras.

A crise financeira começaram então a ser fabricada com o intuito de colocar nações a trabalhar para enriquecer poucas pessoas e instituições. Os próprios governos ficaram reféns destes modelos e, habituados à abundância aparente do século XX não souberam adaptar-se, cavando dívidas enormes.

A nível corporativo e individual aconteceu precisamente o mesmo. As tecnologias se por um lado facilitam o trabalho, por outro aumentam o desemprego. O que é bom para uma empresa é mau para muitos dos seus funcionários e, o que é bom para os funcionários é mau para a empresa.

As relações de ganho-ganho quebraram-se entre as instituições e os governos, os bancos, as empresas, as famílias e as pessoas.

Contudo, tirando algumas excepções, a sociedade como um todo continua a querer viver como se vivia no século XX (vai ver um pouco acima no texto). Parecia algo seguro, permanente, e a necessidade de segurança, faz com que as pessoas lutem para manter o “status quo”: resistência: crise.

Os pais continuam a dizer aos filhos: “tira um curso para teres um bom emprego”
E continuam a pensar na “idade da reforma” imaginando que terão finalmente tempo e dinheiro para desfrutar a vida que não desfrutaram por causa de tanto trabalho.

Os empregados continuam a exigir os “direitos” adquiridos no século passado sem se aperceberem que a escada do emprego já não é somente para se sentar mas para subir. É claro que, são precisas menos pessoas a trabalhar nas empresas, e os primeiros a ir embora são os que têm menos valor para a empresa.

Os patrões, que tratam os empregados como quem se “serve deles” para atingir os seus objectivos, não sabem que esse barco partiu e que, hoje, fazendo isso, vai ficar com os piores pois os melhores não estão para aturar mentalidades antigas e prepotentes.

A maioria das pessoas foca-se no que está a perder em vez de se focar no que está a ganhar. Este é o paradigma da crise pessoal e social.

O mundo já mudou há muito tempo e a Crise é somente a resistência da sociedade a essa mudança.

Hoje as empresas prósperas criaram condições para que os seus melhores funcionários vivam um estilo de vida fantástico e um ambiente produtivo intenso. Investem fortunas no desenvolvimento pessoal dos indivíduos, atraem os melhores e praticamente eliminaram a concorrência.

Hoje as pessoas individuais com grande sucesso entenderam que precisam melhorar todos os dias, aumentando as suas competências pelo estudo, prática e modelação.

Aprenderam que não dependem de patrões, nem dos empregados, caso os tenham. Não dependem da vontade peregrina do governo nem da segurança social nem dos subsídios, nem de instituições.

Nos dias de hoje, vive bem quem é dono do seu destino e usa modelos de geração de riqueza baseados no “ganho-ganho”.

Tem sucesso quem entendeu que a prosperidade começa com a contribuição, que os resultados de uma pessoa dependem do sucesso de outras e que o progresso se faz em contribuição e não em competição.

Não importa realmente se há crise ou não. Importa é qual o teu papel no mundo: se és um motor ou se és lastro.

vencer a crise

Se fores próspero, num modelo de rendimento que possa ser ensinado, cujo sucesso dependa do sucesso dos outros, que te permita trabalhar em network, em rede, em relacionamento com pessoas como tu, então és um elemento de mudança.

Não somente és imune à crise mas tens um papel activo para a eliminares da vida de muitas pessoas. E, olha que curioso, à medida que as pessoas vão sendo afectadas por esta nova forma de pensar e de agir, eliminam a crise das suas vidas e, como um todo, da sociedade.

Quem resiste morre. Quem se adapta progride. Este é o século da liberdade individual, da prosperidade das empresas e das sociedades, baseadas no crescimento do indivíduo.

Vivemos uma época incrível! Espectacular!

Onde vais estar tu? Qual o teu modelo de pensamento? Se tivesses acesso a um modelo económico deste século, à prova de crise, o que farias? Pensarias como se vivesses no século passado, ou tomarias acção e irias investigar bem essa coisa? Essa é a decisão que tens de tomar: ficar ou progredir.

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