“Só há uma forma de aprendizagem verdadeira: pelo estudo e pela prática.”

É engraçado que esta frase parece errada.

Uma forma de aprendizagem: estudo e prática.

Eu achei graça e escrevi-a. Mas ela não é somente engraçada, é também verdadeira.

A única forma de aprender é usando ambas as pernas: aprendes pelo estudo, executas, voltas a estudar, voltas a praticar. E cada uma destas duas partes do processo te fornece informações vitais para o teu processo de aprendizagem.

Lembras-te de “O Principezinho” de Saint-Exupéry? Leste-o quando eras adolescente? Eu li. E voltei a lê-lo há uns meses e parece que o Antoine saiu de lá onde ele está e veio sorrateiramente até à minha estante e reescreveu aquela traquitana toda enquanto eu estava a dormir. As palavras pareciam as mesmas, mas tudo tinha mudado. Voltei também a ler recentemente “O Profeta” de Khalil Gibran e o Alquimista de Paulo Coelho e deixa-me que te diga, acho que esses meninos vieram aqui a minha casa enquanto eu estava distraído e reescreveram os livros. Tudo tem uma dimensão diferente, as palavras têm um outro significado. Penso que entretanto aprendi mais coisas e tenho um entendimento diferente. Digo-te, se eu não fosse tão forreta, pagaria de boa vontade outra vez o preço daqueles livros, porque foi mesmo como se os tivesse lido pela primeira vez.

O conhecimento é como um barco a remos: remas com o remo do estudo, depois com o da experiência.

Se remares somente com um deles não vais a lado nenhum.

O estudo sem a prática é ilusão, a prática sem o estudo é casmurrice.

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