“Na vida, como num balão de ar quente, controlas a direcção controlando a altitude.” – Bertrand Piccard

E sabes como é que, na vida como num balão de ar quente, controlas a altitude? Lançando lastro borda fora.

Se a vida te está a atirar para sul e tu queres ir para oeste, precisas de subir um pouco e achar a corrente superior que te empurrará na direcção que pretendes. O teu lastro é a tua bagagem, crenças, preconceitos, hábitos e rotinas, conhecimento, dados adquiridos.

Precisas de ser manobrável, para te adaptares rapidamente às mudanças de direcção da vida, largando umas formas de pensar e adoptando outras.

Deixando de agir de determinada maneira e começando a agir de outra. Isso vai-te elevar e fazer apanhar outra corrente de ar. Até pode nem ser a que pretendes, mas, se continuares esse teu exercício, acharás aquela que te levará ao teu destino.

O que é que isto significa na prática?

Fica atento, olhos bem abertos, e segue o teu instinto. Ele está certo na maioria das vezes, se depois não te faltar determinação na acção.

Encontra um meteorologista, um mentor, que conheça os ventos, que veja a longo prazo e saiba o caminho de cor e salteado. Durante o trajecto não podes confiar somente nos teus olhos nem nas aparências, porque frequentemente as piores ameaças não são visíveis até ser demasiado tarde para as evitar.

Esse é, na minha experiência, o maior erro dos viajantes (que somos todos): pensar que não precisam de mentores, que ter um mentor, de alguma forma, lhes retira mérito. Essa ideia é somente uma partida do ego e nada tem de verdadeiro.

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