“Quando todos pensam da mesma forma, ninguém está pensando muito.” – Walter Lippmann

Um dia destes, a caminho do Alentejo, encontrei à beira da estrada uma manada de vacas, todas enfileiradas caminhando na direcção do pasto ou da vacaria, não sei. O que é certo é que ocupavam toda a largura do caminho por onde iam, mugindo, atrás umas das outras. Será concebível que algumas delas quisessem ir para outro local, fazer outras coisas? Penso que não.

O problema das manadas de pessoas (digo “manadas” sem querer ofender as vacas, evidentemente) é que, indo todos atrás uns dos outros, os da frente escolhem o caminho e os de trás pisam na m…

É natural que a gente sinta segurança no número.

Se fores comprar um bilhete e houver dois guichets, um com uma fila de 30 pessoas e o outro sem ninguém. Instintivamente não vais para a fila com mais pessoas? Também nunca te desculpaste com o velho: “todos fazem assim!” ou “não és mais que os outros”?

Contudo isso não faz com que no número esteja a razão nem o acerto.

Se pensas como a maioria e fazes o que faz a maioria, terás os resultados da maioria.

Se isso te agrada, força. Mas não podes aspirar a mais que a mediocridade pisando na m… dos que vão na frente.

Tens de sair desse trilho e procurar um outro, que vá numa direcção diferente.

Não terás muita companhia, mas nunca mais vais ter de pisar nem cheirar a m… de ninguém.

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