“A História será benévola comigo pois faço intenção de a escrever.” – Winston Churchill

Imagina a pretensão deste homem! Imagina a força de carácter e a determinação! Fala da História como se fosse uma carta a um amigo contando o jantar deste fim de semana. O mais interessante é que ele a escreveu mesmo!

Não pode deixar de ser sintomático que um resto de um seu charuto tenha sido vendido por mais de 5 mil euros há poucos dias. O que podes aprender com ele, além da óbvia lição de deixares os teus charutos a meio?

Talvez a determinação, as ideias claras, o foco, o sentido de missão, o objectivo, o não aceitar um “não” como resposta. Talvez o conhecimento de que o teu destino és tu quem o faz. Mas não só o conhecimento: a prática.

Todos sabemos que o futuro está nas nossas mãos, mas pouco fazemos a esse respeito.

Imagina que a tua vida é barco, um belo veleiro, sólidos mastros, cordame novo, quilha afiada. Foi desenhada para a velocidade, e para resistir a todos os ventos e marés. Na ré, uma roda de leme em madeira envernizada. Espalhados pelo convés os elementos da tripulação.

O vento vai empurrando, balançando e sacudindo o teu barco e tu, lá dentro, lamentas-te que não chegas a lugar nenhum. O barco que te saiu na roda da fortuna não é bom o suficiente, quando devia avançar não sai do lugar, outras vezes as ondas atiram-no contra as rochas, outras ainda encalham-te num banco de areia e tu não sabes o que fazer.

Não te dás conta que tens um conjunto de velas, as tuas capacidades, qualidades e competências. Tens uma tripulação a postos, a tua família, amigos, conhecidos, e estranhos com quem te poderás relacionar, mas por falta de orientação tua anda ociosa, cada marinheiro envolvido nas suas próprias vidas. Tu, em vez de estares ao leme, andas desorientado debruçado na amurada a vomitar as tripas e a lamentares-te.

De vez em quando tu pegas na roda do leme e alguns elementos da tripulação decidem esticar uma ou outra vela, o vento pega no barco e tu sentes-te levado, como por magia, a voar sobre as ondas. Contudo isso é normalmente passageiro porque não entendeste ainda a relação entre o leme, as velas, o vento e a tripulação.

Quando entenderes estas relações e as dominares, estás de posse da tua vida.

Ela irá levar-te exactamente onde pretendes. À ilha encantada, à descoberta do tesouro, às terras distantes e de volta para casa, com grandes recompensas para ti e para toda a tripulação.

Se não sabes qual é o teu objectivo na vida eu posso dizer-te um: toma conta dela, dá tarefas à tripulação, agarra na roda do leme. Aprende a ler os ventos, as estrelas e as marés. Lê as circunstâncias, reposiciona as velas. Não podes mudar o vento, nem o mar, nem as estrelas, mas podes por a tripulação a mudar as velas, tu podes girar a roda do leme e, efectivamente, isto é tudo o que precisas.

Trabalho de casa: identifica as qualidades do teu barco, reúne o apoio de quem te cerca, marca o teu destino no mapa, cria para ti mesmo objectivos, verifica o vento e as marés, identifica as oportunidades e as circunstâncias, aproveita tudo e lança-te.

É o que eu, pessoalmente, ando a fazer e não posso dar-te conselho melhor, a avaliar pelos resultados que vou verificando na minha própria vida.

Até podes pensar que consegues navegar sozinho, sem tripulação. Não duvido, mas se reunires quem te está próximo e os envolveres na tua viagem, não somente terás mais possibilidades de ser bem-sucedido, como irás partilhar os teus fracassos e sucessos, além de manteres a humildade e a gratidão, duas virtudes que fazem de ti uma pessoa muito melhor.

Um dia o teu impacto no mundo terá sido imenso e até os teus “meioscharutos” irão rendem uns bons 5 mil euros… ou mais.

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