“Não há nada que tu possas ter, ser ou fazer que te possa fazer feliz.” – Srikumar Rao

Não tenho dúvidas de que a máxima felicidade que alguma vez sentirei pouco terá que ver com algo que eu possa Ter, Ser ou Fazer. Estes são somente os meus sonhos. Sim eu tenho pelo menos um em cada categoria.

Depois de ter definido o meu sonho, desenhei um plano, procurei o veículo, e desatei a trabalhar como um louco para conseguir concretizá-lo. Já realizei alguns e falhei miseravelmente noutros. O importante é que estas minhas experiências de vitórias e de fracassos (mais fracassos), ensinaram-me que eu sou feliz, não por conseguir atingir um objectivo, mas por ter efectuado o processo.

Acho que um dos maiores erros da filosofia de vida moderna, ocidental, é a de focar as pessoas no objectivo em vez de as forcar no processo.

É que o objectivo não depende de ti atingir. Há tantas variáveis externas que não controlas, que a possibilidade de o conseguires não é normalmente muito elevada.

Esta filosofia de vida é responsável pela baixa auto-estima e pelas depressões tanto na moda e que enriquecem a indústria farmacêutica ao mesmo tempo que impedem muitas pessoas de terem controlo sobre as próprias vidas.

Mas, voltando ao que nos faz feliz: nada.

Nada além de nós próprios.

Tu tens felicidade inscrita no teu ADN, nasceste feliz.

Depois, ao longo da vida foste aprendendo esta filosofia de vida que te enfiou na cabeça a ideia de que, para seres feliz, terás de conseguir determinados objectivos.

Errado, perfeitamente errado. Os objectivos (sonhos + plano + acção) servem simplesmente como orientadores. Depois de teres um, o teu foco é na acção diária, no processo. É aqui que está a tua paixão, a tua realização pessoal. O resultado não tem muita importância, desde que tenhas dado o teu máximo.

É este “dar o máximo” que te realiza. Não o resultado. E é nesse foco no agora, no processo, que se descobre a felicidades que já existe aí dentro de ti, ainda que tenha estado meio adormecida.

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