“Queimem os navios!” – Hernán Cortés

É preciso saber colocar-se numa situação difícil para evoluir. Alguns chamam a isso “sair da zona de conforto“, mas eu acho que o exemplo de Cortés é maior. Quando chegou ao México com os seus soldados mandou que queimassem os navios para não haver regresso.

É não considerar a hipótese de falhar, queimar as pontes, viver o futuro a cada passo, sem retorno.

Em algum momento da vida serás confrontado com os navios queimados. Ou porque tu mesmo os queimaste, ou porque alguém tos queimou por ti. Vais achar-te numa situação sem saída que não seja para a frente. É essa posição de medo (às vezes pânico!) e desafio que te impulsiona para a frente. Tu andarás, quer queiras quer não, porque a alternativa seria morrer.

Aqui muitos morrem. Ficam na praia a chorar sobre os destroços, com saudades da casa conhecida do outro lado do oceano, queixam-se do fogo, da mão criminosa, do sol impiedoso. “Ah que bem que se estava quando tinha o meu emprego seguro.”, “que saudades da mulher”, “do marido”, “era tão bom”, “pelo menos tinha isto, fazia aquilo, andava desta maneira”.

Bhuuuuhuhu.

Por dentro já morreram e vão morrer também fisicamente dentro em breve porque o corpo tem o mau hábito de reflectir o que nos vai na alma.

Outros prosperam. Voltam as costas à praia e procuram as riquezas que por aí haverá. Acham muitas. Muitas delas muito maiores que as que possuíam, aliás, quem se lembra do que ficou para lá do oceano?

Sempre que queres progredir tens de verificar contigo mesmo se estás disposto a queimar os navios atrás de ti. Podes não estar, mas se estiveres, revelas uma qualidade bastante rara, que está no ADN dos vencedores.

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