“Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.” – Geraldo Vandré

Há dois tipos de pessoas: aquelas a quem acontecem coisas e aquelas que fazem as coisas acontecer.

No primeiro grupo encontras aqueles que não se mexem.

Queixam-se da situação em que se encontram mas não fazem nada para mudar. Não vou perder o meu tempo nem o teu discutindo este assunto.

Mas vale a pena pensar num subgrupo que até inicia a mudança mas que desiste às primeiras dificuldades. Aqui estão aquelas pessoas boas que gostariam de mudar de vida, e até acabam por aceitar fazer alguma coisa, mas estão focados naquilo que lhes falta. São como um alpinista a subir uma parede de rocha. Lá em cima há muitas pessoas, lá em baixo ainda há mais. A pessoa desse primeiro grupo, depois de se ter convencido a empreender a subida, agarra-se à parede de rocha e começa a subir.

Contudo provavelmente não irá chegar ao topo e explico porquê: porque não é possível subir uma parece de rocha olhando para cima. Se pensares somente nas pessoas que lá estão e no quanto elas são melhores que tu, no quanto elas conseguiram subir e no quanto te falta ainda, não irás conseguir arranjar nem motivação, nem auto-estima, nem força de braços para te manteres na subida.

Um dia, e será mais cedo do que mais tarde, vais deixar-te escorregar pela corda abaixo e voltar para o lugar que pensas ser o teu: na base, na tua zona de conforto, lamentando a tua falta de qualidades e de oportunidade.

Se queres chegar ao topo tens de te tornar uma pessoa que faz as coisas acontecerem. E olha que isto é muito fácil se usares uma estratégia simples: olhas lá para cima, cerras os dentes e os punhos em torno da corda e começas a subir.

Agora vem o segredo: enquanto sobes não podes olhar para cima. Não.

Olhas onde pões os pés, as mãos, verificas a segurança dos freios, dos mosquetões e da corda, empoeiras as mãos no magnésio e pensas na próxima saliência onde te agarrar. Depois, de vez em quando, olhas para lá para o topo e verificas que já te aproximaste um pouco. Depois olhas para baixo e verificas que já subiste um bom pedaço. Em seguida esqueces quem está em cima e quem está em baixo e concentras-te de novo no percurso, na acção actual e imediata.

A auto-estima não é sequer um assunto na tua mente, os que estão lá em cima e os que estão em baixo não ocupam mais que um segundo dos teus pensamentos. O teu foco está no “agora”, no próximo passo.

Este próximo passo pode ser mais simples ou mais complicado, mas é somente esse que tens de dar. Este próximo passo é a tua próxima competência a desenvolver, uma técnica a dominar, algo a aprender, a praticar. Seja o que for. É nisso que tens de estar 100% focado.

Agora pensa na grande diferença que existe entre os resultados conseguidos pelos que fazem as coisas acontecerem (a eles chamam “líderes”) e os resultados daqueles a quem acontecem coisas. Já viste a graaaaande diferença?

Realmente não há nenhuma grande diferença. Existe sim uma diferença pequena:

– Um fracassado está mentalmente no chão, nunca de lá saiu. Compara-se com os bem-sucedidos somente para verificar o quanto diferente deles é. Enquanto vai subindo está a pensar que “eu já deveria estar ali”, “isto é lento demais”, “o que é que os outros estão a pensar de mim?”, “por este andar nunca mais lá chego”, “eu não sou bom o suficiente”, “olha aquele que começou há muito menos tempo que eu, onde ele já vai!”, etc.

Por outro lado:

– Um bem-sucedido está mentalmente no momento presente. Não se compara com ninguém, nem se julga a si mesmo. Simplesmente faz o que tem de ser feito agora mesmo. De vez em quando olha para o objectivo e afina a direcção, mas não fica a pensar mais no assunto. Não se recrimina nem se impacienta, não se acha nem melhor nem pior que ninguém e não se compara com os outros. Encara cada tarefa como um desafio e executa-a com entusiasmo.

Se quiseres podes avaliar um pouco a tua atitude. Dizes com frequência: “olha bem o que me aconteceu”, ou “isso é bom é para os outros”? Ou quantas vezes dizes a palavra “demasiado” ou “demais” como em “é tarde demais”, “sou velho demais”, ou “sou demasiado burro”?

Na minha opinião, se o pensas é porque o és, mas o mais giro é que no momento em que deixares de o pensar deixas de o ser. Fantástico hein?

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