“O fracasso descobre o génio, o sucesso esconde-o.” – Horácio

Muitos amigos meus (para não dizer eu mesmo) têm uma atitude interessante diante dos desafios: havendo uma boa probabilidade de falhar, investem pouco para não sofrerem com a derrota.

Se dermos o máximo, em tempo, dinheiro e entrega num projecto e o resultado não for o esperado, sentimo-nos muito fracassados. Não somente “sofremos” um fracasso: “somos” fracassados porque nos envolvemos ao máximo e sentimos a derrota pessoalmente.

Assim, para evitarmos esse tipo de sofrimento e de quebra na auto-estima, ficamo-nos pela metade. Envolvimento emocional? O mínimo possível. Físico? Financeiro? Tudo pelos mínimos, esperando que tenhamos sucesso, mas sabendo que, se fracassarmos, essa derrota não se reflecte muito na imagem construída que temos de nós próprios.

O que acontece em seguida? Provavelmente fracassamos e provavelmente justificamos esse fracasso com um oportuno “afinal não valia a pena esforçar-me mais”, para justificar a nossa falta de esforço.

Tu fazes isto? Eu sei que faço e tenho noção de que me exponho ao ridículo quando abraço com entusiasmo e sem reservas qualquer projecto. Já perdi muitos? Já. Já fracassei miseravelmente e já me lastimei e pensei mal de mim.

Já pensei que não presto e que não sou capaz, já me apeteceu arrancar os cabelos de frustração.

Mas tenho de te dizer que os maiores saltos em qualidade na minha vida foram dados logo a seguir a estas derrotas. Depois de passada a raiva ou a frustração, depois de arrancar umas mãos-cheias de cabelos, faz-se luz e nada fica como antes. Entendes que estavas a fazer tudo errado e vês porquê.

Essa é a hora do génio, acordado por uma pancada na lâmpada. Pede desejos à vontade.

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