Aprendi há muito tempo que a Regra Número Um para ser feliz é “não se queixar”. E é mesmo.

Hoje mesmo conversando com um amigo de longa data, o que ouvi foram “queixas” de como a vida está difícil, de como isto está mau, de como não se pode fazer nada contra a crise e contra os políticos…. sei lá.

Lembrei-me repetidamente da história do Homem do Hambúrguer de Peixe. Vou contar:

Era uma vez um homem que arranjou um emprego, num escritório. À hora de almoço todos se juntaram numa salinha e conversavam enquanto almoçavam o que tinham trazido de casa.

Este homem abriu a lancheira e começou a resmungar: “Bolas! Outra vez um hambúrguer de peixe! Detesto hambúrgueres de peixe!”. E lá comia contrariado, a resmungar.

No dia seguinte, à hora de almoço, a mesma coisa: “Bolas! De novo hambúrguer de peixe. Estou farto disto, detesto hambúrguer de peixe.” E comia o almoço muito irritado.

E era assim todos os dias: Abria a lancheira, protestava porque o almoço era hambúrguer de peixe, resmungava e comia.

 O Homem da Sandes de Peixe

Um dia os colegas, fartos de o ouvir queixar-se e não suportando já o mau humor dele, sugeriram-lhe o seguinte:

– “Ouve lá, se não gostas de hambúrguer de peixe porque não falas com a tua mulher e te abres com ela? Diz-lhe que não gostas de hambúrguer de peixe e ela irá mandar-te outra coisa de certeza para almoçares”.

Ao que o homem respondeu:

-” Mas eu não sou casado. O hambúrguer de peixe sou eu mesmo que preparo todos os dias.”

Esta história é auto-explicativa, mas para os mais distraídos explico: O que tens hoje na tua vida foste tu mesmo que criaste com as escolhas que fizeste. É estúpido andarmos a queixar-nos por termos a vida que nós mesmos construímos. Não achas?

Sim, eu sei que nem tudo é “culpa” nossa. Há desastres naturais, há outras pessoas que interferem,  há um governo, uma crise, um ar poluído, inundações, sei lá. E nada disso depende de ti.

Óbvio. Mas isso são circunstâncias. São o mar onde navegamos. Esse mar, porém, é o mesmo para todos mas mesmo assim, uns prosperam e são felizes enquanto outros vivem miseravelmente (com ou sem dinheiro) e são infelizes.

Esta é uma prova de que cada um tem uma palavra a dizer. E uma palavra é quanto chega para mudar o rumo da nossa vida.

Jim Rohn, que conheci pessoalmente dizia: “não podes mudar o vento mas podes mudar a posição das velas”.

É claro que quem se queixa do vento não tem sequer clareza de ideias para entender que pode mudar algumas coisas e que essas pequenas mudanças fazem com que a direcção em que o vento sopra seja irrelevante.

Esta forma de viver tem um nome: Liberdade.

 

 

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