“Se queres ir para Leste, não vás para Oeste.” – Ramakrishna

Parece tão óbvio dizer “se queres ir numa direcção, não caminhes na direcção oposta” não parece? Uma evidência ao estilo “la Palice”. Todavia se reparares bem, o que é óbvio de reconhecer não é assim tão óbvio de fazer. Queres exemplos?

  • – Pergunta a 100 pessoas se gostariam de ter 1 milhão de euros no banco. Quantas responderão sim? Provavelmente todas ou quase. O que fazem essas pessoas com o seu dinheiro? Usam-no no dia-a-dia e gastam um pouco, ou mesmo pouquíssimo, numa revista cor-de-rosa ou numa saída à noite ou num petisco ou numas férias.
  • – Pergunta a outras 100 pessoas se gostariam de ter mais saúde, amor, realização pessoal, bens materiais e/ou espirituais. Depois verifica quantas delas estão de facto a fazer alguma coisa para conseguirem a realização desses desejos. Poucas ou nenhuma.

Verifica isso por ti mesmo, em relação aos teus desejos.

Podes fazer as contas ao mundo inteiro, se quiseres tirar conclusões: quantas são as pessoas que querem uma coisa mas as suas acções levam-nas noutra direcção completamente diferente: 95% da população. Querem ir para Leste mas caminham para Oeste.

Agora lê de novo a frase poderosa de hoje.

Que mistério é este na natureza humana que nos faz querer uma coisa e fazer outra? Ver o óbvio e, mesmo assim, fazer o oposto? Não seria mais simples caminhar na direcção daquilo que queremos?

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