“A oportunidade de hoje não é a mesma de amanhã.”

Hoje tenho um alerta para ti, espero que correspondas com a gravidade da situação.

Todos os dias deparam-se diante de ti algumas escolhas. Eu gosto de lhes chamar “oportunidades”. Todos os dias tu escolhes umas coisas em detrimento de outras. Está certo. É assim mesmo.

Há escolhas grandes e pequenas. As grandes são aquelas que nós sabemos que mudarão o rumo da nossa vida rapidamente: Escolher ou mudar de emprego, mudar de casa, casar, separar-se, ter filhos, ou não os ter, tirar um curso e não outro, etc. Estas escolhas são estruturantes na tua vida e não tens de as fazer senão uma dúzia de vezes em toda a tua existência.

Mas há outras escolhas menos graves aparentemente: Podes escolher ir ao futebol ou ficar em casa, sair com uns amigos ou com outros, comer carne ou peixe ou legumes ou frutas, caminhar ou ficar parado, enfim, escolhas triviais.

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Agora tenho de lançar-te o teu primeiro alerta:

Em rigor não há escolhas triviais. Ninguém escolhe ter um cancro de pulmão, mas escolhe fumar agora este cigarro, também ninguém escolhe ter um ataque cardíaco ou um AVC, mas escolhe agora comer gorduras e decide agora não fazer exercício.

Estas escolhas triviais não mudam a tua vida num momento. Não são como um casamento, ou uma mudança de casa, ou ficares desempregado ou seres promovido. Não. Os seus efeitos são visíveis somente a médio e a longo prazo mas não é por isso que são menos estruturantes nem menos importantes.

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Finalmente há outras decisões que podes tomar com alguma inconsciência e que teriam o poder de te mudar rapidamente e em força. Contudo não as tomas porque pensas que estarão sempre ali e achas que poderás decidir amanhã, ou para o próximo mês ou daqui a um ano.

Gosto de uma história que ouvi da boca do Roberto Shinyashiki:

Uma criança estava em casa com o pai. Ela estava a brincar perto da janela e o pai estava a ler o jornal. De súbito um pardal pousou no parapeito e ficou ali a olhar para a criança, praticamente ao alcance da sua mão. A criança estava tão empolgada que desatou a gritar para o pai:

“Olha! Olha! Olha aqui! Olha! Olha!”

O pai, lá no sofá resmungou: “Já vou.”

Mas o filho continuava “Olha agora, olha!” o pai finalmente levantou os olhos do jornal e olhou para o filho.

Então perguntou-lhe: “O que foi?” A criança, desapontada só respondeu:

“Estava aqui um passarinho, mas agora voou!”

“O Passarinho Voou”.

Para o pai, não houve problema: “haverá mais passarinhos na janela, não vi este mas verei o próximo”.

Contudo, para a criança aquela foi uma oportunidade única que o pai perdeu e ela é que tem razão. Mesmo que venha outro passarinho, não será o mesmo, o pai não partilhará do mesmo sentimento com o seu filho, não terão uma história comum para contar (“lembras-te daquele passarinho na janela?”), no dia seguinte a criança não poderá contar a história aos avós, o quanto esteve perto daquele pássaro! Nem, diante da dúvida deles, ter a confirmação do pai afirmando ser verdade, verdadinha.

Não há duas oportunidades iguais. Nunca as houve e nunca as haverá. Se tens uma oportunidade hoje e não a aproveitas, a de amanhã não será a mesma, mas uma outra. Se a perderes agora nunca mais a irás recuperar.

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Quando te deparares com uma oportunidade podes ou não aproveitá-la, és livre. Mas precisas de saber isto: não a deixes para amanhã.

Se a queres é agora, porque amanhã esse passarinho já terá voado e tu terás perdido não somente essa, mas todas as novas oportunidades que tu não viste e que nunca irás sequer saber que existiam porque estavam escondidas por detrás daquela.

2 thoughts on “O Passarinho Voou com a Tua Oportunidade”

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