Já pensaste que podes ser egoísta sem saber, e que isso pode estar a impedir-te te ter o sucesso que queres e mereces?

Ontem escrevi um artigo acerca do Medo de Pedir Ajuda como sendo um subproduto do ego. Na verdade, todos temos um ego, logo todos somos egoístas. Porém o sucesso é como água e azeite com o ego. Nunca estão ambos a ocupar o mesmo lugar ao mesmo tempo.

Se és lutador ou lutadora, o instinto pode levar-te a lutar para conseguires o que pretendes, a todo o custo. Se fores má pessoa, não te importas de prejudicar outros pelo caminho. Se fores boa pessoa importas-te mas, como te importas, arranjas maneira de não pensar muito nisso para viveres em relativa paz com a tua consciência.

É assim que muitas pessoas boas dão consigo a cometer pequenas “infracções éticas à sua consciência” para tirar algum tipo de vantagem.

  • Um empregado que leva material da empresa para casa “porque não faz mal”.
  • Um patrão que exige mais umas horas que sabe que não vai pagar.
  • Um comissionista que fica com uma comissão que não lhe pertence.
  • Um autor que copia conteúdo de outros.
  • Um líder que mostra uma coisa mas faz outra.

É normal, no campo do networking e do empreendedorismo independente, que um líder de uma grande organização, tenha objetivos elevados.

O que te vou dizer a seguir é Importante e mostra-te a diferença definitiva entre Sucesso e Egoísmo e explica-te porque não podem estar juntos, nunca.

Ter objetivos elevados é fantástico e toda a gente os devia ter.

Porém, quando um líder pretende usar as pessoas da sua organização para conseguir o sucesso que pretende, está a deixar o ego comandar e isso só pode dar mau resultado.

Na realidade um líder-egoísta desenvolve o seu projeto através das pessoas, mas um líder de sucesso desenvolve as pessoas através do seu projeto.

Não significa que um líder-egoísta não seja uma boa pessoa, e que não tenha muito valor, só está um pouco desalinhado ainda quanto ao que significa realmente ter sucesso.

Sintomas: considera que a culpa de tudo é porque as pessoas não são, ou não fazem, ou não vão. Zanga-se facilmente e nunca assume a responsabilidade pelos fracassos (sim, há sempre fracassos em todos os caminhos).

Não eleva as pessoas, pelo contrário critica tudo o que for diferente do seu próprio plano. Faz isso simplesmente porque acha uma boa ideia estar tão focado nos seus próprios objetivos que deixa de ver e ouvir o que se passa à sua volta. Quer que toda a gente dance ao ritmo da sua canção. A sua visão não inclui as visões das pessoas da sua organização, que ele simplesmente desconhece.

Quando um líder é na maioria das vezes um patrão, as pessoas afastam-se dele logo que possam. No mundo do empreendedorismo independente e do networking, chamo a esse tipo de organização: “a máquina de ralar pessoas”. Entram por um lado, dão o que têm para dar, e depois vão embora, pior do que quando entraram. Não aprenderam nada, não melhoraram, não ficaram mais perto das suas próprias visões e sonhos.

Não acredito que haja alguém que seja só assim: o líder-egoísta. Todos somos uma mistura de tudo. Numas alturas revelamos mais uma tendência e noutras mais outra. Porém há sempre um estilo predominante.

Quando segues um líder egoísta precisas ter as ideias muito claras acerca do que queres. E, principalmente, precisa ter bem afinadas as razões pelas quais fazes o que fazes.

História verídica:

Quando eu era miúdo quase morri afogado.

Estava na praia, não sabia nadar, a não ser por uns segundos de cada vez, e uma corrente levou-me para uma área profunda de água onde não tinha pé.

Quando comecei a afundar-me e a esbracejar, engolindo água de cada vez que tentava respirar, veio um primo meu em minha ajuda.

Chegou ao pé de mim e eu, quando me apercebi de que estava ali um apoio, coloquei a mão na cabeça dele e elevei-me acima da linha de água para respirar.

O facto é que por causa disso foi ele quem ficou debaixo de água, sem respirar, mas eu estava tão aflito que, mesmo sabendo disso não largava a cabeça dele.

Foi preciso ele mergulhar para se libertar, deixando-me de novo sozinho.

Entretanto já tinha voltado de novo a ter pé e a coisa passou.

O que me recordo é do facto de ter mantido a cabeça dele debaixo de água para poder respirar, e o facto de ter consciência desse facto, mas fazer um esforço consciente para não pensar nisso, aflito como estava para ter ar eu próprio.

 

Este é o egoísmo da sobrevivência. Por acaso a coisa correu bem, mas eu ou ele ou ambos, poderíamos ter morrido afogados.

Seria muito melhor que tivéssemos colaborado, que eu tivesse respeitado o meu primo, que ficasse calmo e pensasse que juntos sobrevivemos ambos sem correr nenhum risco.

Todos somos líderes e todos somos seguidores.

  • Se estás perto de um líder que não se importa que tu fiques debaixo de água, que o problema é teu, pode ser que tenhas de mergulhar um pouco mais fundo para te libertares, mas precisas de o fazer e procura um que esteja interessado em saber o que pretendes e empenhado em colaborar contigo.
  • Se estás perto de alguém que está a seguir-te (és tu o líder), a ajudar-te no teu sucesso, precisas dar-lhe espaço para respirar, respeita-o, eleva-o. Se for preciso respirar à vez, respira-se à vez. No final chegam ambos à praia sem qualquer risco para ninguém.

Este é um dos motivos que me levaram a ter a ideia da Universidade da Tribo.

  • Temos ali pessoas que querem ganhar muito dinheiro, e ganham (todos realmente).
  • Temos também alguns que querem falar nos palcos do mundo e ser reconhecidos, e são (como eu, ou o Miguel Borges, recentemente oradores em Las Vegas, e em múltiplos eventos internacionais online).
  • Temos outros que querem partir em ações humanitárias pelo mundo fora, e vão (como muitos de nós fazemos constantemente liderados pelo Nuno Rebocho – ver GAS)
  • Temos outros que querem libertar-se do emprego e do patrão e libertam-se como o Bruno Lima e a Natália Daniel.
  • Outros andavam pelo multinível e pagavam para trabalhar como o Miguel Gouveia.
  • Outros querem ter uma vida familiar tranquila, depois de serem empresários sem tempo para nada, e têm-na (como o Rui Castro e a Francisca)
  • Outros querem tempo e dinheiro para se dedicarem aos seus hobbies ou aos filhos, e dedicam-se, como a Irina Pimenta,
  • Ainda há aqueles que têm um projeto especial que custa uma fortuna mas que querem financiar e conseguem-no, como o Helder Marques,
  • Outros querem ensinar, dar formação, e ensinam outros, dão formação sobre as suas mestrias (como a Paula Garcia, por exemplo)
  • Pessoas com adições, problemas de drogas ou álcool que recuperaram as suas vidas e agora são os orgulhos das suas famílias, como aconteceu com o Oliver Correia
  • Desempregados que decidiram que nunca mais vão trabalhar a realizar o sonho de nenhum patrão e tornaram-se independentes, como fez o Filipe Vala,
  • Pessoas de elevado valor pessoal que têm sonhos grandes e não tinham forma de os realizar, como o Manuel Manero,

Detalhes Acerca de Cada Pessoa Mencionada Acima Estão Aqui.

Cada pessoa tem o seu sonho, cada pessoa tem o seu caminho. Por acaso, ou talvez não, estamos juntos nesta viagem companheiros temporários de jornada.

A maioria das pessoas não tem o sucesso que merece simplesmente porque ainda está a viver em modo sobrevivência, não se importando muito com o crescimento das pessoas à sua volta.

É o Sucesso-Eucalipto: seca tudo à sua volta e acaba por secar também.

Para cada pessoa Sucesso é algo diferente, contudo uma coisa tem em comum:

“Sucesso é a realização progressiva de um ideal” e isso, ninguém consegue fazer sem elevar as pessoas à sua volta.

 

7 thoughts on “O Que É Sucesso-Egoísta E Porquê Nunca Funciona”

  1. Obrigada, pelo artigo, Rui! Construtivo. De fato existem pessoas assim, egoístas.
    Tenho analisado muito, procurado encontrar o lado bom delas e ignorado as coisas que não condizem com a filosofia de vida que eu escolhi pra mim. Estou filtrando, está dando certo.
    Um abraço!

  2. Paula, tu és uma pedra angular desta Universidade pelo desenvolvimento pessoal e humano que tens fruto de muitas batalhas perdidas e de muitas batalhas ganhas. Como diz o Jim Rohn: “no final vais ganhar o dinheiro, sim, mas quando isso acontecer vais ver que o mais importante não é o dinheiro, mas a pessoas em que te transformaste no processo.” Eu acredito nisto. Aliás, acreditamos.!

  3. Pingback: Deixar De Ter Medo

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