“A riqueza é um dos meios para vivermos felizes, mas os homens fizeram dela o único objetivo de vida.” – Anatole France

Em vez de usar a palavra “riqueza” eu prefiro usar “prosperidade”, ou “abundância”. É claro que são mais ou menos sinónimos, se é que isso existe, mas a palavra “riqueza” ganhou muitas conotações negativas quando começou a ser reduzida a “ter muito dinheiro”.

Há alguns anos, uns 10, eu levava uma das minhas filhas, de 7 anos, para a escola. A viagem de carro era curta, uns 10 minutos. Um dia ela ia muito caladinha. De repente atirou isto para o ar, sem provocação nem aviso: “Ó pai, a gente somos ricos de tudo… menos de dinheiro”.

Foi de uma intuição arrebatadora, especialmente numa altura de grandes dificuldades financeiras para mim.

Fiquei muito feliz por ela ter esta visão das coisas.

Contudo o facto mantinha-se: não tinha dinheiro para pagar as contas, apesar de efectivamente ser riquíssimo em tudo o resto.

Quando tens o suficiente para te libertares da preocupação com o dinheiro, então poderás ser bastante mais feliz.

Podes precisar de muito dinheiro, podes precisar de pouco ou de nenhum, mas a energia que ele transporta sempre desempenhará um papel importante no teu equilíbrio.

Não o desprezes, como não desprezas a saúde, as relações humanas ricas, a realização pessoal e profissional.

Mas também não lhe dês a importância que ele não tem porque o dinheiro tem o mau hábito de ser um óptimo escravo mas um péssimo senhor.

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