“Milhões viram a maçã a cair, mas Newton foi o único que perguntou porquê.” – Bernard Baruch

Imagina que vives num mundo plano, a duas dimensões. Podes imaginar que nasceste numa folha de papel e que toda a tua experiência e a de toda a gente que alguma vez conheceste decorre em comprimento e largura. X e Y. Nasceste aí, andando para a frente e para trás, para a direita a para a esquerda. Tudo o que alguma vez experimentaste foi em duas dimensões, és um ser plano, achatado, e tens uma boa vida.

Agora imagina que uma mosca pousa no papel. A tua capacidade de entender esse fenómeno é esta: 6 pontos negros que se movimentam com sincronia à medida que a mosca anda. Depois desaparecem por magia.

A ciência no teu mundo não consegue explicar como é que seis pontos surgem do nada, se movimentam de determinada forma e depois desaparecem de novo, mas, fazendo parte da experiência de todos, algumas pessoas começam a fazer perguntas.

Um belo dia, enquanto observas as pintinhas negras, descobres que tem de haver alguma coisa a interligá-las. Caso contrário como se movimentariam elas num padrão tão sincrónico?! Então inventas uma explicação: existe uma outra dimensão da realidade: a altura! Isso explicaria tudo!

Inventas o Z.

Mas quando falas com as pessoas à tua volta, todos se riem de ti: “Imagina! Altura! Ahaha! Vai mas é fazer alguma coisa de útil!”

Mas tu achas que existe mesmo outra dimensão à espera de ser descoberta. Tentas entender, exercitas-te, fazes força para te levantares e te libertares do contacto com o papel. Se existe esta terceira dimensão, tu tens de conseguir experimentá-la.

Se antes se riam de ti, agora a coisa piorou: a tua cara vermelha do esforço, as dores que experimentas para vencer a gravidade são um prova de que estás iludido. “Ganha mas é juízo!”.

Um dia o teu dedo mindinho sobe e por um segundo perde contacto com o papel. Tu sentiste-te como numa montanha russa. O teu cérebro entrou repentinamente num verdadeiro rodopio para absorver a nova experiência: Wow!

Depois do dedo mindinho, a mão, depois ambos os cotovelos e, um dia, num esforço inumano, apoiado em ambos os braços: a cabeça elevou-se acima da folha de papel. Que coisa incrível!

Em pouco tempo podes pôr-te de pé. Os teus amigos vêem marcas de pés enquanto tu vês o mundo todo, de cima, ao mesmo tempo. Vês o que está perto e longe, o passado e o futuro.

Quando voltas à folha de papel sabes coisas que mais ninguém sabe, fazes escolhas que mais ninguém entende e executas uma magia que tornam umas pessoas maravilhadas, outras reticentes e outras inimigas. Tu, contudo, sabes que, com o tempo, todas as pessoas poderão experimentar a altura e tu contas com isso.

A tua mente, a tua experiência e o rumo do teu futuro é agora traçado em 3 dimensões: X, Y e Z. És um visionário.

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