“O mundo pertence às pessoas empolgadas que sabem manter a calma.” – William McFee

Uma das coisas mais difíceis com que me tenho deparado é a tentativa de ficar tranquilo quando tens um conhecimento ou uma experiência que te entusiasma e com a perspectiva de futuro que representa para ti.

Imagina que encontraste uma mina de ouro e que só tens de cavar e recolher tanto ouro quanto possas.

Conseguirás manter a calma necessária para extraíres de facto muito ouro? Ou ficas tão empolgado com a perspectiva que acabou de se abrir diante dos teus olhos que te esqueces que é preciso efectivamente cavar?

Partes a gritar aos quatro ventos a alegria da descoberta da mina, os teus amigos e família acham muito bom e tu não entendes porque é que eles não acreditam propriamente em ti.

Eles só irão começar a acreditar quando esse ouro começar a produzir efeitos.

E para produzir efeitos na tua vida o ouro tem de ser cavado, uma pepita de cada vez, com trabalho permanente.

Para criares e manteres o foco e a disciplina no “garimpeiro” tens de esquecer o ouro e focar-te no “cavar”.

O ouro virá, a mina está cheia dele, mas no teu dia-a-dia a única coisa que vês é uma picareta, muita terra para cavar e muitas rochas para pulverizar. É então que o entusiasmo desvanece, a empolgação vai embora e ficas somente com o trabalho sujo da mina e a certeza de que o ouro virá em abundância.

Quem perde esta certeza e deixa de fazer o trabalho vai racionalizar e dizer para si mesmo: “pára de ser idiota, não há aqui ouro nenhum“.

E queres saber uma coisa: é verdade, ele é idiota e realmente não há ali nenhum ouro para ele.

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