“Semeia um acto, colhe um hábito. Semeia um hábito, colhe um carácter. Semeia um carácter colhe um destino.” – Anónimo

Mesmo que não te apercebas, tu tens uma filosofia de vida. Sabes o que é? É a tua visão do mundo e do teu lugar nele. E é esta filosofia que desenha o teu destino.

…Parece que estás ainda um pouco distraído e não apanhaste bem as implicações desta afirmação…

Vou fazer uma pausa. Respira fundo 3 vezes, fecha os olhos e repete a respiração 3 vezes. Faz isso agora, eu espero…….. Já está? Ok, então vou repetir: “A tua visão do mundo é o que molda o teu destino.” Já repeti. Não é estranho? Então não são os meus estudos? a minha saúde? o meu emprego? as minhas oportunidades? a sorte ou o azar? o meu rendimento? a minha esposa ou marido? o patrão? o governo? Não. É a tua filosofia de vida, a tua visão do mundo. Vou-te dar dois exemplos:

  • Se tu entenderes que o mundo é hostil, e que o teu lugar nele é lutar pela tua sobrevivência, é assim que ele será para ti e serão de sobrevivência as tuas acções. Ficarás desconfiado de tudo e todos com excepção do teu círculo de confiança muito restrito. Para ti o universo é um local de escassez. São sete cães a um osso e o mais rápido ou o mais forte é que fica com ele, os outros passam fome. Vais trabalhar focado na competição, o mundo é escasso em recursos e são os mais fortes que sobrevivem.
  • Se entenderes a tua posição neste mundo como fazendo parte do grupo dos fortes poderás ter tanto sucesso como um buraco negro, sugando tudo à sua volta, criando prosperidade à custa dos débeis.

Por outro lado, se tu tiveres esta visão do mundo e te entenderes como débil, geras ressentimento e inveja contra os que têm sucesso, porque entendes que eles o têm à custa dos mais débeis, nos quais tu te incluis, pelo que te sentes roubado e isso vai reforçar a tua filosofia de vida na qual o mundo é hostil e tens de lutar pela tua própria sobrevivência.

Podes também entender o mundo como amigável.

Com esta visão do mundo tu vives em modo de contribuição (ao contrário do modo de sobrevivência do paradigma anterior).

  • Podes entender o teu lugar no mundo como uma peça de um grande puzzle, pequena mas imprescindível para que a fotografia fique completa.
  • Tornas-te generoso também com desconhecidos, partilhas os teus activos (sejam eles dinheiro, conhecimento, ou outro) com quem os quiser aproveitar e aproveitas tu mesmo de tudo o que outros colocam ao teu alcance.

Não há competição mas colaboração.

Para ti o mundo é abundante para todos e não precisas de correr atrás do mesmo osso do teu vizinho, aproveitas da abundância colocada à tua disposição, simplesmente porque a vês, enquanto os que vivem em modo de sobrevivência só reparam na escassez.

Logicamente que a tua visão do mundo e do teu papel nele influenciam toda a tua existência.

Eu gosto de chamar a isto o “mapa da realidade”. Contudo, se tiveres consciência de que o mapa não é o território, poderás modificar o mapa por forma a ele servir melhor o teu propósito.

Podes efectivamente escolher seguir o “mapa da sobrevivência” ou o “mapa da contribuição”. E esta escolha é feita através dos teus actos mais pequenos, que geram hábitos, que geram formas crónicas de pensar que formam a tua filosofia.

Por outro lado, para modificares os actos mais pequenos, precisas de modificar a tua filosofia.

Parece uma espécie de pescadinha de rabo na boca, mas trata-se efectivamente de um processo em que um acto modifica a tua filosofia que modifica os teus actos.

One thought on “Pescadinha de Rabo na Boca”

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