“Os analfabetos do século XXI não serão quem não sabe ler nem escrever, mas quem não for capaz de aprender, desaprender e aprender de novo.” – Alvin Toffler

Ao processo de mudança de vida eu gosto de chamar “trocar o chip”. Gosto desta expressão porque ela indica uma mudança desde dentro. Não são as circunstâncias que têm de mudar, é o teu chip que tem de mudar, o teu processador de informação, o teu “mapa do mundo”.

O Alvin Toffler, indicado pela revista Fortune como o terceiro homem mais influente do Planeta, exprime esta “troca de chip” de forma muito clara:

Aprender> desaprender> aprender.

De cada vez que dás um avanço precisas de desconstruir muito do que construíste. Ideias, preconceitos, visões do mundo e dos outros, o teu conceito acerca de ti mesmo.

Como eu gosto pouco de teorizar sem dar pistas concretas aqui vai um bom exemplo daquilo que eu quero dizer:

“Um viajante passava de carro e parou uns momentos para descansar à beira da estrada. Enquanto caminhava um pouco para esticar as pernas reparou que havia dois homens a trabalhar a pouco metros e ficou a observá-los.

Um deles cavava um buraco. Quando terminava, vinha o outro e voltava a encher o buraco com a terra que o outro tinha retirado. Entretanto o primeiro já cavava novo buraco que o segundo se apressava a tapar assim que o outro terminava.

Intrigado o viajante perguntou:

– “Olá amigos! Podem explicar-me porque é que um de vocês abre um buraco e depois vem o outro e tapa-o? O que é que vocês estão a fazer?

Ao que o segundo dos trabalhadores respondeu:

– “Nós estamos a colocar postes de electricidade.”

– “Postes de electricidade? Que postes?”

– “Não estão cá, o nosso amigo responsável por colocar os postes nos buracos hoje ficou doente e não veio.”

Teria sido necessário somente adquirir uma nova competência: “como colocar um poste num buraco.” Aprender e fazer. Mas isso é algo que tu nunca farias se estivesses convencido que tu és cavador de buracos, isso é o que tu és, não és colocador de postes. Assim, apesar de cada um ser um trabalhador esforçado, fazer o seu trabalho na perfeição, tudo aquilo era perfeitamente inútil porque não servia a finalidade para que foi criado.

Agora imagina que estás a trabalhar numa determinada oportunidade. Seria suposto atingires a tua independência financeira, mas, passam os meses, depois um ano, depois outro e esse sonho não está mais perto hoje do que estava naquela época.

Será que o gajo dos postes tem estado a dormir? Aquele detalhe que faz com que tudo funcione? Sabes qual é? Será um sistema? Será uma atitude? Será uma competência? Uma pessoa determinada? O que é que te falta?

Precisas de saber, caso contrário andas a abrir e a tapar buracos, recebes o teu salário e pensas que estás a fazer uma grande coisa, mas quando olhas para trás não vês nada, estás exactamente como estavas quando iniciaste.

Bem, exactamente, exactamente, não,… estás mais velho.

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