“Se vês uma oportunidade é porque estás preparado para ela.”

Há uns tempos dei uma conferência para umas centenas de pessoas, online, com o título A Pirâmide Multinível: as 4 competências básicas para se ter sucesso em marketing de rede. Nos dias seguintes, muitos conhecidos e alguns desconhecidos enviaram emails e mensagens de agradecimento porque tinham aprendido muitas coisas e estavam a colocar em prática com resultados.

Por essa altura encontrei na rua um amigo de longa data. Cumprimentámo-nos e ele disse que tinha estado na conferência e que eu até falava bem, mas não tinha dito nada de novo, nada que ele já não soubesse.

Quando lhe perguntei:

“De tudo o que disse e que tu já conheces, o que é que tu fazes que te dá maiores resultados?”

Ele respondeu:

“Nada, eu não faço nada disso”.

A conferência de 95 minutos, tinha-lhe passado completamente ao lado. Ele nem era capaz de repetir uma única ideia relevante!

Lembro-me de ouvir o reverendo Michael Beckwith, que aparece em “O Segredo” dizer que “o Universo corresponde com a natureza da tua canção”.

Existe um canal aberto entre ti e o mundo. Entre a tua mente, o teu foco, os teus pensamentos, preocupações e ansiedades, projectos e perspectivas e  tudo o que te rodeia.

Tens a tendência para identificar e assimilar padrões de comportamento e de ideias que ressoem contigo, que, por sua vez, te fazem ressoar com eles. É por isso que…

  • Se estás focado no teu negócio, tudo ao teu redor é lido nessa perspectiva.
  • Se te focas na saúde, tudo o que vês é pessoas a comer bem ou a comprar porcarias.
  • Se o teu foco for o peso, vês magros e gordos,
  • Se for a roupa, vês bem-vestidos e malvestidos,
  • Se forem carros, vês carrões e chassos,
  • Se for a espiritualidade vês igrejas,
  • Se for a cultura vês livrarias, bibliotecas e museus.

Há dois dias, enquanto levava a minha filha mais nova para a escola, ela estava a fazer uma brincadeira descrevendo o caminho para a escola e ia dizendo os locais por onde passávamos:

Estamos a passar ao lado do sinal de trânsito castanho, agora ao lado da casa com musgo no telhado, agora pela casa dos doces, agora pelo saltinho da estrada.

Eu estava a tentar entender a descrição. Se ela me desse essas indicações sem que eu conhecesse o caminho, eu nunca daria com a escola. Mas de facto, o sinal de trânsito castanho é um sinal de perigo, perto de uma pedreira, mas está tão ferrugento que é mesmo castanho. A casa com musgo no telhado é uma casa abandonada na qual a última coisa que eu repararia era no musgo, tal era o estado de degradação da casa. A casa dos doces era um café. Para mim era um café: é lá que eu tomo café, para ela era a casa dos doces porque é lá que ela come um chupa-chupa quando lá vamos. O saltinho da estrada é uma passagem de peões com um desnível elevado.

Se já era claro para mim que nós vemo-nos a nós mesmos no mundo, terminaram as dúvidas. Nós vemos as coisas, não como elas são, mas como nós somos.

Por isso posso dizer-te sem grande medo de errar: se viste uma oportunidade agarra-a porque estás pronto para ela. Se não estivesses pronto e preparado terias visto outra coisa qualquer.

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